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domingo, 2 de janeiro de 2011

UMA ANÁLISE SOBRE O MANGÁ¹ SAMURAI X²

Dica importante: Leia o texto acompanhando as notas de rodapé perto do fim da postagem!

A diferença entre o mangá “Samurai X” para outros mangás e/ou histórias em quadrinhos, é a sua preocupação em se contar uma história fictícia, mas com muitos elementos reais acerca da História japonesa. O volume analisado neste texto é o volume 1, da Editora JBC e o autor é Nobuhiro Watsuki.3
Edição nº 1 da edição brasileira do Mangá "Samurai X"

A obra é de 1994, e após se tornar grande sucesso, em 1996 se tornou animê4 no seu país de origem. É importante ressaltar que a obra foi sucesso no mundo todo, em diversos países e foi apresentada ao público brasileiro no ano de 1999, pela Rede Globo de Televisão (a versão animada). Porém, o animê não foi passado por completo pela emissora e sofreu vários cortes, devido às cenas, por vezes, violentas. No Brasil, em 2001 o mangá foi lançado e com muito sucesso.
O enredo diz respeito a um andarilho, Kenshin Himura, que foi um lendário retalhador no passado. Ele matou muitas pessoas em nome de um ideal. Em nome de uma nova Era para o Japão. A Era Meiji. Kaoru Kamiya é outra importante personagem. É a pessoa que abriga o andarilho Kenshin em seu dojo5. A história gira em torno deles e de outras personagens que vão surgindo ao longo dos volumes.

A adorável e jovem Kaoru Kamiya

Só para se ter uma ideia, já no primeiro volume, muitos são os fatos históricos mencionados na obra. Desde 1639, o Japão não permitia a entrada de pessoas de outros países, mas no dia 03 de junho de 1853, quatro enormes fragatas americanas, que passaram a ser chamadas pelos japoneses de “Os monstros Negros”, atacaram em Uraga, próximo a Edo (atual Tóquio). Elas não vieram em missão de paz: exigiam a abertura imediata das fronteiras nipônicas. Essa época marca no Japão o início do Bakumatsu6, e foi um período turbulento na História deste país. O Japão dividiu-se em os que apoiavam o Xogunato e os monarquistas, que queriam a abertura dos portos. Os monarquistas venceram essa disputa, e em 1868 criaram uma nova Era, a Restauração Meiji.

Yahiko Myojin,
garoto de 10 anos que tornou-se discípulo da Kaoru

Kenshin Himura era monarquista e usou sua exímia habilidade com a espada para lutar por essa nova Era. Aos 14 anos, ingressou na fila dos monarquistas e lutou por uma nova realidade. Tornou-se uma lenda espadachim e ficou conhecido e temido por muitos. Alguns chegavam a duvidar que tal homem existisse. Após a vitória dos monarquistas, Himura fez uma promessa de nunca mais matar e passa a vagar pelo mundo com uma sakabatou7. A história começa então mostrando o encontro inusitado de Kaoru Kamiya e Kenshin Himura, ambos não sabem nada da vida um do outro, e muito há ainda a ser descoberto.
Kenshin Himura, nosso protagonista

A personagem de Kenshin Himura, segundo o próprio autor, foi inspirada em um hitokiri8 que existiu de verdade, chamado: Gensai Kawakami, porém, as personalidades não se parecem. Segundo o autor, os aspectos físicos foram realmente inspiração. Ambas as personagens (o real Gensai e o fictício Kenshin) eram baixinhos, magros e tão gentis que podiam ser confundidos com uma mulher, mas na verdade eram homens extremamente frios.
Gensai Kawakami e Kenshin Himura...
A inspiração foi apenas física.

Afora as personagens fictícias, o próprio mangá trás personagens que realmente existiram (em volumes posteriores), como é o caso do Hajime Saitou (1844 – 1915), capitão da Terceira Divisão do Shinsengumi9, que entra no enredo como antigo rival de Kenshin. A história começa então no ano 11 da Era Meiji10.


Hajime Saitou, este realmente existiu e aí está a imagem dele

Já para a personagem Kaoru Kamiya, o autor não parece ter se inspirado fortemente em alguma outra personagem (real ou fictícia). Kaoru é uma jovem com menos de 20 anos que herdou de seu pai o estilo de luta Kamiya Kasshin11. Ela é dona de um dojo aonde ensina a arte da espada, não como uma arma para matar, mas como um elemento para a vida. É uma personagem meiga e tem algumas características masculinas para a época, como a habilidade para a espada.

No primeiro volume da série, os dois se encontram, pois existe alguém utilizando a alcunha de “Battousai, o retalhador”12 para denegrir a imagem do Estilo Kamiya Kasshin. Por andar com uma espada no meio das ruas, Kenshin é confundido por Kaoru como o homem que está por trás de tudo isso13 e pede satisfações. Himura replica que é apenas um andarilho e que sua sakabatou não pode matar ninguém. Ele fica preocupado com o problema da garota, e talvez por perceber que estão utilizando a sua antiga alcunha para outros fins, decide ajudá-la.
Sanosuke Sagara, apesar de estarem em lados não tão próximos
ideologicamente (ele e Kenshin), tornam-se grandes amigos.
Ao final do volume, Kenshin aceita a proposta da garota para passar um tempo no seu dojo. Ele trabalhará no estabelecimento (que também é a moradia da garota) fazendo trabalhos domésticos em troca de moradia e comida. Ao ser indagado pelo seu nome verdadeiro, até então um mistério, e sobre a possibilidade de permanecer um pouco na cidade, Kenshin responde:

- Kenshin Himura. Este é o nome que este servo usa agora. Ele se cansou um pouco de viajar. Sendo um andarilho, ele poderá partir a qualquer hora para outro lugar, mas se não se importar com isso... Este servo pede licença para permanecer um pouco.14 [Note o costume da personagem em falar em terceira pessoa. Isso se prolonga por toda a série.]

Apenas para citar outros exemplos de história e cultura japonesa, o mesmo volume fala de fatos históricos como a Guerra Seinan15; a Era Sengoku16; mostra uma rápida aparição do então Ministro do Exército Aritomo Yamagata17; e, por fim, ainda no volume 1, faz uma menção ao Shougitai18.
Aoshi, Saitou, Sanosuke, Kenshin, Yahiko, Hiko e Soujiro

Enfim, Samurai X é uma obra de história em quadrinhos bastante diferenciada. Reúne, em sua trama, um conteúdo histórico, cultural, boa ficção e é apaixonante. Mostra os dilemas do ser humano (como alguém que passou a vida matando pode expiar seus crimes ainda em vida?) e o cotidiano dos japoneses no final do século XIX. Mostra a imensa transformação cultural pela qual o Japão está passando (com a chegada da Revolução Industrial ao país), e faz-nos pensar que fomos transportados para aquela época. E segundo a classificação etária impressa no próprio mangá (a partir de volumes posteriores), não é indicada para menores, pelas cenas de violência explícita.

Esta obra prima é o meu Mangá/animê preferido, dentre todos. Por isso fiz questão de apresentá-los a vocês. Não é considerado novo, assim, obter os mangás será bem difícil, mas o anime está aí para ser baixado na Internet! Posso dizer que os ensinamentos de Kenshin contribuíram para ser quem eu sou hoje. Quanta sabedoria há nesse "desenho"...
________________________________
Notas
1 - História em quadrinhos japonesa.
2 - Rurouni Kenshin, no original, que traduzindo seria algo como “Kenshin, o Andarilho”.
3 - No Japão foi lançado pela Editora Shonen Jump.
4 - Desenhos animados japoneses.
5 - Academia, geralmente de artes marciais.
6 - Literalmente “final do Xogunato”.
7 - Espada com lâmina invertida.
8 - Assassino retalhador.
9 - Uma tropa que patrulhava as ruas de Kyoto durante o Bakumatsu.
10 - Ano 11 da Era Meiji (1878).
11 - Ou “Estilo Kamiya do Estilo da Vida”.
12 - Como ficou conhecido Kenshin Himura na época do Bakumatsu.
13 - Em 1876 foi baixado um decreto proibindo o porte de armas no Japão.
14 - Rurouni Kenshin, volume 1; pp. 56-57. Editora JBC, 2001.
15 - Literalmente, “Guerra do Sudoeste” ocorrida em 1877 ao sudoeste do Japão.
16 - Época de guerra civil no Japão, de 1467 a 1600.
17 - Aritomo Yamagata (1838-1922) Monarquista de Choushuu (um feudo), foi o primeiro Ministro do Exército da Era Meiji.
18 - Um exército de leais ao Xogunato que não reconheceu a tomada de Edo (Tóquio) pelos monarquistas. Eles se aquartelaram no Monte Ueno até serem derrotados em maio de 1868.

Abaixo deixo para os que se interessaram, os links do primeiro episódio da série, versão dublada, dividida em três partes:
Link 1 = http://www.youtube.com/watch?v=4Xjk_tXE4Sc  (1º Epi. Parte I)

Segue abaixo algumas belas imagens da série.
Entre o Kenshin de agora e o Retalhador de outrora.

Hitokiri Battousai, o lendário retalhador.

Kenshin & Tomoe, o primeiro grande amor de sua vida.

Kenshin & Kaoru, todos merecem uma segunda chance para amar.

 
Antigamente, o homem que fazia chover...
... sangue.


Jovens vestidos como as personagens da série,
isso se chama: COSPLAY.

 Meus bonecos da série
*__*


Obs: Este mês, Rurouni Kenshin completa 15 anos desde que o primeiro episódio foi ao ar no Japão (janeiro de 1996). E para marcar a data, um site especial está no ar deixando alguns fãs ansiosos, principalmente com esta frase: "A trajetória percorrida por um andarilho começa a se mover mais uma vez agora - iniciado projeto comemorativo dos 15 anos do anime!" (Tradução livre) É aguardar pra ver...

sábado, 24 de julho de 2010

SANA 10

Nos últimos dias 16, 17 e 18 de julho, aconteceu em Fortaleza (CE), no Centro de Convenções a 10ª Super Amostra Nacional de Animes (SANA 10). A décima edição do evento reuniu fãs de animes (desenhos japoneses), mangás (quadrinhos japoneses), games, RPG (Role Playing Games), artes marciais e demais aspectos de cultura oriental, principalmente japonesa.
O SANA começou em 2001, nos dias 14 e 15 de dezembro e contou com uma média de 250 pessoas por dia que compareceram no auditório da biblioteca na UNIFOR. Com o passar dos anos, o público foi aumentando cada vez mais e em 2009, na 9ª edição do evento, cerca de 50 mil pessoas compareceram nos dias 17, 18 e 19 de julho no Centro de Convenções em Fortaleza.
O evento tomou proporções tão grandes que agora recebe patrocínio do Governo do Ceará, da Prefeitura de Fortaleza além de ter apoio de várias empresas e ser divulgado nacionalmente. Tudo isso faz do SANA o 2º maior evento do estilo no Brasil e o terceiro maior da América Latina. O Anime Friends, em São Paulo, é o maior do Brasil.
Pois bem, apresentado o que é o SANA, venho por meio desta dizer que marquei presença nos três dias de evento!
Nesses três dias, a diversão foi a regra! O SANA possui várias atrações simultâneas, basta escolher: exibição de animes, campeonatos de games, gincana, shows, tenda eletrônica, jogos de tabuleiro, muitos estandes de vendas, apresentações de artes marciais, e muito mais. Para mim, uma das atrações mais divertidas é o chamado “Cosplay”. O Cosplay é quando alguém se veste como um personagem preferido (na maioria dos casos de desenhos japoneses). E a criatividade vai longe... Até cosplay de Jesus apareceu por lá!

Para mim, participar de um evento desses é adentrar em um mundo de magia que poucos percebem que existe. Claro que levo dentro de mim um pouco deste mundo, sempre! A ocasião serve apenas para eu me reunir com pessoas que, neste aspecto, pensam da mesma forma.


As mensagens que estes “desenhos” passam são, muitas vezes, tão profundas que nos levam à reflexão. Os temas são os mais variados: amizade, solidão, felicidade, sonhos, justiça... Elementos que aparecem de uma forma que pode ensinar tanto crianças como adultos.


Para muitos, o “cosplay” pode parecer algo ridículo. “Um marmanjo deste tamanho se vestindo de desenho animado???” Recentemente assisti o programa “A LIGA” da Rede Bandeirantes de Televisão e vi o apresentador Rafinha Bastos (CQC) fazendo reportagens sobre as “tribos” dos jovens atualmente (punks, metaleiros, rockabillies...). E uma das “tribos” entrevistadas foram a dos cosplayers. Pois bem... O Rafinha perguntou a três mulheres (22, 26 e 28 anos, salvo engano) que estavam vestidas como personagens da Turma da Mônica Jovem se elas não se achavam um pouco velhas para se “fantasiar”. Uma delas respondeu com uma outra pergunta: “Rafinha, há idade para sonhar?”. O apresentador respondeu que não, então ela emendou: “Então não há idade para se fazer cosplay”.

Viajamos em 44 pessoas aproximadamente, em uma caravana chamada PANDORA NO HAKU (nome de uma banda do RN que se apresentou no evento), tudo foi muito bem organizado e não tivemos maiores problemas. Devemos isso não apenas ao grupo que foi bastante responsável, como a principal organizadora, Patrícia (Patê). VALEU PATÊ!!!
Enfim, foi tudo muitíssimo bom! Um final de semana para guardar no relicário de sonhos que toda pessoa deve ter. Por três dias vivemos o mundo de sonhos e fantasia que falta para muitas pessoas. Por três dias fomos crianças felizes, sem problemas que às vezes estragam o dia a dia. Por três dias não pensamos em televisão, Orkut, MSN, YouTube, deveres, contas... Apenas AMIGOS!

Vimos nossa infância emergir com Akira Kushida (cantor japonês que embalou nossas manhãs e tardes infantis cantando as músicas de Jaspion, Giban, Jiraya...) no auge dos seus 62 anos e com ar de 20.

Vimos Kouji Wada e Ricardo Cruz cantando sucessos de nossos animes preferidos...

E conhecemos a banda Unicorn Table com a cantora Salia e seu guitarrista Shin-Go.

Resumindo: o SANA 10 foi simplesmente 10!

Segue abaixo imagens variadas do evento e os vídeos (muitos) colocarei no YouTube quando puder.

Babidi (Bruno)
Shaka de Virgem
Jiraya Modo Eremita
Hidan e Kakuzu
Naruto Modo Sennin

Sala de Exibição de Animes


Pandora No Haku (RN)

Fim do show (2º dia)