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segunda-feira, 24 de junho de 2013

FOGUEIRA DA MINHA ALMA



Fogueira da Minha Alma.

    Fogueira que queima, fogueira viva
    Queima o ódio de meu gélido coração
    Transforma em cinzas o horror que me domina
    Transforma o meu negro instinto em clara razão.

    Fogueira que arde, fogueira mística
    Que dá brilho aos meus olhos na escuridão
    Mostra-me o caminho em meio a forte neblina
    Ilumina a trilha à frente, onde meus sonhos são em vão.

    Fogueira a qual joguei fora meus sentimentos
    Queima minhas más lembranças, uma a uma
    Deixa por fim as brasas de meus pensamentos
    Morrerem aos poucos sob vigilância tua.

    Fogueira morta, agora sem brilho
    Diante de tuas cinzas minha lembrança ressuscitou
    Quando tu queimavas me causava fascínio
    Agora que estás morta, tenho de volta minha dor.

Em noite de São João, anos atrás...

domingo, 16 de junho de 2013

AMOR EM TEMPOS DE CÓLERA


Algo está diferente na sociedade!

Coisas estão acontecendo...

E como não quero tornar sua vida ainda mais agitada, em tempos difíceis, uma poesia sublime... Que tem em si o que há de mais alto...

Tenham uma boa semana!
Amor é fogo que arde sem se ver;
É ferida que dói e não se sente;
É um contentamento descontente;
É dor que desatina sem doer.

É um não querer mais que bem querer;
É um andar solitário entre a gente;
É nunca contentar-se de contente;
É um cuidar que se ganha em se perder.

É querer estar preso por vontade
É servir a quem vence o vencedor,
É ter com quem nos mata lealdade.

Mas como causar pode seu favor
Nos corações humanos amizade;
Se tão contrário a si é o mesmo amor?
 
- Luís Vaz de Camões

sábado, 13 de abril de 2013

ELA



E os sentimentos de treze anos atrás, quem diria, parecem não terem sido enterrados tão profundamente. Ressurgiram, por alguns minutos, de uma forma tão avassaladora, que pareceu um vulcão em plena atividade, por maior que seja o clichê que essa analogia possa representar. O interior do meu corpo ficou quente, enquanto as extremidades ficaram gélidas. A armadura, tão bem posta para aguentar mais um dia, foi rachada de uma maneira tão ridiculamente fácil, que me senti desprotegido perante aquilo.

Talvez até haja alguma ligação passada. Talvez seja esse o sentimento de reconhecer alguém em outros tempos. Talvez seja apenas a personificação do amor perfeito de Platão. E talvez tenha sido, na pior das hipóteses, a outra metade.




domingo, 17 de março de 2013

ÍCARO


Na mitologia grega, Ícaro era o filho de Dédalo e é comumente conhecido pela sua tentativa de deixar Creta voando – tentativa frustrada em uma queda que culminou na sua morte.

Ícaro era filho de Dédalo e de uma escrava de Persefone, Náucrete, por parte de seu pai Dédalo descende do próprio Zeus, uma vez que Dédalo era filho de Alcipe, que era filha de Ares, que por sua vez era filho de Zeus e Hera. Dédalo, exilado por ter matado seu sobrinho Talo, refugiou-se em Tebas, junto ao rei Minos. Após o nascimento do Minotauro, fruto dos amores entre Pasífae (mulher de Minos) e um touro divino, construiu o labirinto, no qual encerrou o monstro. 

Tempos depois, o minotauro foi morto por Teseu. Após a morte do Minotauro, Dédalo foi preso, juntamente com seu filho, no labirinto. Então construiu asas artificiais a partir da cera do mel de abelhas e penas de gaivota. Dessa forma conseguiu fugir. Antes, porém, alertou ao filho que não voasse muito perto do sol, para que esse não pudesse derreter a cera das asas, e nem muito perto do mar, pois esse poderia deixar as asas mais pesadas. No entanto Ícaro não ouviu os conselhos do pai e tomado pelo desejo de voar próximo ao sol, acabou despencando e caindo no mar Egeu, enquanto seu pai, aos prantos, voava para a costa. Ao chegar à Sicília, foi acolhido na casa do Rei Cocálo.


Pois bem... Ícaro inspira muitas histórias e pensamentos. Certa vez, vários anos atrás, inspirou-me em uma poesia. Segue o poema e fica a reflexão! :)


Preso!
    Preso em uma ilha distante
    Preso em um pensamento gritante
    Preso!

    Mas pra que tamanha preocupação?
    Se pra tudo existe uma saída
    Mas se não achar a solução
    Volta pelo mesmo caminho de cabeça erguida.

    Filhos ingratos!
    Não merecedores desta terra
    Julgam-se reis quando são escravos
    Buscam a paz louvando a guerra.

    A liberdade tem seu preço
    Mas é bom ficar alerta
    Ela embriaga sua mente
    E você cada vez mais alto
    Voa de asas abertas.

    Se você não vê
    Tem sempre alguém pra te mostrar
    Você percebe que está caindo
    Atordoado, com o sol a te queimar.

    Acabaram suas forças
    E você não pode mais levantar
    Morto! Como um pássaro engaiolado
    Mas livre! Do mundo que um dia a liberdade te ousou roubar.

    Livre!
    Livre em um mundo distante
    Livre em um grito silenciante
    Livre!

segunda-feira, 4 de fevereiro de 2013

SAUDADE DE MIM


E que saudade é essa que eu sinto?
Saudade do que não tive... Saudade do que não vi.
O coração não acelera quando alguém passa,
E vem uma terrível sensação de que todos são iguais.

 

Estar apaixonado é muito mais, dizem os antigos poetas...
Temo que os novos não conheçam a sensação.
De qualquer forma, não me incluo no grupo das promessas eternas,
Nem dos sonhos construídos em par.
Talvez eu seja do grupo sim, dos antigos poetas,
Aqueles cujo amor não era correspondido, e a mínima nuvem cinza
Era responsável pelo tempestuoso céu.


Aqueles antigos que souberam amar, mas não conheceram
A reciprocidade do mesmo lençol.
Não conheceram a mesma cadência harmônica dos olhares.
Ah, os olhares... Descritos por uns como palavras,
Descrito por outros como silêncios...
E por alguns ainda, simplesmente não descritos.


Saudade... 
Chega a ser intrigante, a sua insistência em se tornar presente.
Quem dera que eu fosse a tua saudade.

 

Em, 25.01.2013


segunda-feira, 10 de dezembro de 2012

SONETO DE RENOVAÇÃO

 

Como que trazido por uma ventania de além mar
Urge uma vontade que parece prisioneira.
Culpa de todos os dias e sorrisos iguais,
Aos olhos dos outros, a dor não é a mesma.
 
As diferenças são os rostos das pessoas
Que mudam e mudam ... e não mudam.
À parte disso, o cotidiano é um carrasco
Que  quer dominar o sentir das sensações futuras.
 
 
Mas é um erro sentir-se presa,
Pois não há prisão pro pensamento
E a Inspiração te acha em qualquer canto.

 
Sentir a melodia tocada afasta o cansaço,
Melhor que a obrigação, é cantar de olhos fechados,
E com a imagem dos teus, cantar todo o encanto...


Em, 02.08.2012

domingo, 11 de novembro de 2012

MESES ESTRANHOS...


Meses estranhos...

Há meses não escrevo Poesia,
E isso, quando me lembro, me deixa inquieto.
De certo eram mais escassas, em momentos de alegria,
Mas e nos últimos meses?
Por onde ela tem andado?

Quando o mundo não inspira, as cores se ausentam,
E Vida em preto & branco, deveria ser por escolha.

Pior do que o aperto no coração,
É a sensação de vazio.
A sensação de que a vida passa, e nós também.
A sensação de que nada está acontecendo.

Há meses que não escrevo uma Poesia sequer...
Estou fora de forma poética.
Desaprendi a rimar e a construir versos.
Tenho que pegar novamente o jeito.

Este talvez seja um prenúncio
De que nunca posso deixar de lado as palavras,
Principalmente porque elas nunca me deixaram.
Faltaria companheirismo de minha parte.

A quem devo rogar?
Não sei!
Mas sinto que se eu não der a atenção
Que meus versos merecem...
Haverá um Poeta a menos na Terra.
E como precisamos destes seres...

A morte de um Poeta, é a extinção de um mundo.

Em, 11.11.12

domingo, 2 de setembro de 2012

DESENCONTROS

 
 Certa vez, entrei no momento em que você saiu.
E um passarinho com a asa quebrada, não voou.
Do alto de uma inspiração, um soneto, certa vez, caiu
E bem na hora que saí, você entrou.

Entendi que na Vida, nos perdemos uns dos outros
E achamos a quem há tempos não procurávamos.
Percebi que no interior, achamos a nós mesmos
Com os sonhos, que outrora sonhávamos.

De que adianta me encontrar quando te perco?
Há razão para me perder, quando te encontro?
Tempestuosos pensamentos numa tarde ensolarada.


Melhor guardar seus olhos assim, perto
E quando novamente acontecer o desencontro,
Ficará a certeza que ainda estaremos bem...


Em, 14.03.2012

sábado, 30 de junho de 2012

SOU UM POETA DE VERSOS LIVRES



Sou um Poeta de versos livres,
Não tenho escalas e métricas,
Só tenho barcos à velas,
Cujos ventos me dão o Norte!
 
Sou um Inspirado pelos guias
Mais antigos da Criação,
É o deus Poeta que cria
A nota mais linda da canção.
 
E sobre estruturas poéticas?
E ainda sobre a química dos Poemas?
Quem dera meus Versos fossem meus...

 Se fossem, talvez pudesse modificar
Essa minha forma estranha de rimar,
Sem obedecer a nada nem ninguém!


Em, 14.03.2012

domingo, 13 de maio de 2012

APENAS MINHA MÃE...



             Apenas minha mãe.
   
    Você que me deu (nem que seja por nove meses) o melhor lugar pra se viver.
    Você que segurou minha mão nos meus primeiros passos.
    Você que é meu porto seguro em grandes tempestades.
    Você que me sustenta quando meus pés não agüentam mais andar.
    Você que é o primeiro ser na Terra a quem aprendi a amar.
    Você que me deu a vida, e sei que morreria por mim.
    Você que brilha mais que qualquer estrela do céu.
    Você que me é fonte segura de inspiração.
    Você que é mais bela poesia do que o mais belo dos sonetos de Camões.

    Também quero ser teu porto seguro na mais grandiosa tempestade.
    Ser suas pernas quando as suas estiverem fracas.
    Ser não o primeiro ou o último, mas o único a ser amado do início ao fim.
    Serei sempre grato, não por ter me dado a vida, mas por me fazer viver.
    Você que me é a pessoa mais cara neste mundo frio.
    Você que é apenas minha mãe!
    Por mais que eu tente fazer a poesia perfeita
    Com estrofes e versos metrificados
    Não existirá algo mais belo comparado ao teu sorriso.

    Eu te amo desde onde chegam os raios de sol
    Até onde reina a penumbra da noite.
    Te amo pelo simples fato de você ser apenas minha mãe!


________
Dedicado a minha mãe.
Feliz Dia das Mães a todos!

domingo, 6 de maio de 2012

UM POETA AMIGO


Uma das mais lindas manifestações a qual um ser humano pode se valer é, indubitavelmente, a Poesia. Não é de hoje que escrevo e que gosto de ler os escritos de outras pessoas. Falem eles sobre dores, alegrias, tristezas, amores... enfim, trazem algum conforto, algum sentimento que apenas os que sabem sentir, podem usufruir.

E quando nos deparamos com uma Poesia inesperada? E quando tomamos um susto, mas um susto de palavras bem escritas e bem intencionadas? E quando a Poesia faz você esquecer do resto (por alguns segundos ou minutos) e te transporta para um mundo tão distante? Eis que há alguns dias, deparei-me com este sentimento.

Sabe aquele Amigo de mais de uma década? Sabe quando você o encontra em situações raras, mas que quando o encontra, nada mudou? Sabe quando vez por outra você lembra dele e se pergunta que estará fazendo nesses dias? Pois é... Nesses dias esse Amigo deixou algo escrito... Algo que só poderia ter nascido de um Poeta Amigo. Um presente... (Segue)

Um poema do presente autor para o presente amigo! Abraços!

> O livro magnífico do invisível, de Marcos Guerra

E na intenção
De versos
Mais belos
Puxei sete raios
Do céu
Pra me varar
A cabeça
E soltar dela
Um fogo
Mais humano
Do que destas armas
Que cospem
E foi no estrondo
De mil silêncios
Que me repartiu
A testa
Um olho dágua
Com mais de três pés
Dançando
Músicas
Cantadas por nuvens,
Grávidas da chuva

Agarrei o veio
Nas mãos
Pra me dar de beber
Da cabeça
Esquecendo
Que só tocam os dedos
Aquilo que ao mundo se dá

E não há
O que se dê ao mundo
Dum juízo feito o meu

Eu, num viver
De pensar
Mundos
Que cá não cabem
Insistentes que são
Em ser pensados

Só tocam os dedos
Aquilo que ao mundo se dá

E não estou
A pensar
Algo menor
Que o espírito,
Livro magnífico do invisível!
E o que dirão
As pedras, as fontes
E o ar

Sem o invisível
A lhes dar a forma fundamental?

Na intenção
De versos
Mais belos
Puxarei mais sete raios
Do céu
Pra me varar 
A cabeça
E lançar dela
O fogo, a água
E um delírio:
O livro magnífico do invisível!

Pois quero de tudo
Aquilo do tudo
Que se encontra ausente

Vim dar-lhe uma cara!

Diante de tão belo presente, não poderia agradecer de uma forma diferente...


> Que mais?
                               (Resposta ao “O Livro magnífico do invisível" de Marcos Guerra)

Que mais espero eu
Dum Poeta Amigo,
Além do poder de criar palavras
De forma mágica?
Como se um novo idioma estivesse nascendo...

 
Que mais posso eu esperar
Dum Espírito que reconhece o meu,
Ainda que longínquo,
Ainda que distante,
Se não sete raios do Céu,
A cortar a mente e o pensamento?

Que mais eu deveria esperar dele?
Um telefonema, uma carta,
Ou mesmo um e-mail, criação da vida contemporânea?
Nenhum...
Espero consonância.
A mesma que faz o parto de uma nuvem grávida
Se derramar no campo certo.
 
Que mais posso eu fazer,
Além de responder versos...
Com versos.
E eis o que faz a Amizade entre dois Amigos Poetas...
E eis o que nasce de Poesia entre dois Poetas Amigos...
 (Nem preciso dizer que a postagem vai em homenagem ao meu Amigo Poeta que sempre me incentivou a escrever: Marcos Neves - o Guerra)