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sábado, 26 de setembro de 2009

Um pouco sobre a Tatuagem

A tatuagem (também referida como tattoo na sua forma em inglês) ou dermopigmentação ("dermo" = pele / "pigmentação" ato de pigmentar, ou colorir) é uma das formas de modificação do corpo mais conhecidas e cultuadas do mundo. Trata-se de um desenho permanente feito na pele humana que, tecnicamente, é uma aplicação subcutânea obtida através da introdução de pigmentos por agulhas, um procedimento que durante muitos séculos foi completamente irreversivel (embora dependendo do caso, mesmo as técnicas de remoção atuais possam deixar cicatrizes e variações de cor sobre a pele). A motivação para os cultuadores dessa arte é ser uma obra de arte viva, e temporal tanto quanto a vida.

Existem muitas provas arqueológicas que afirmam que tatuagens foram feitas no Egito entre 4000 e 2000 a.C. e também por nativos da Polinésia, Filipinas, Indonésia e Nova Zelândia (maori), tatuavam-se em rituais ligados a religião.


A Igreja Católica na Idade Média baniu a tatuagem da Europa (Em 787, ela foi proibida pelo Papa), sendo considerada como uma pratica demoníaca, comumente caracterizando-a como pratica de vandalismo no proprio corpo, firmando na sua doutrina de uma forma quase ditatorial.

O termo tatuagem, pelo francês tatouage e, por sua vez, do inglês tattoo, tem sua origem em línguas polinésias (taitiano) na palavra tatau, e supõe-se que todos os povos circunvizinhos ao Oceano Pacífico possuíam a tradição da tatuagem além das dos Mares do Sul.


O pai da palavra "tattoo" que conhecemos atualmente foi o capitão James Cook (também descobridor do surf), que escreveu em seu diário a palavra "tattow", também conhecida como "tatau"(era o som feito durante a execução da tatuagem, em que se utilizavam ossos finos como agulhas e uma espécie de martelinho para introduzir a tinta na pele). Com a circulação dos marinheiros ingleses a tatuagem e a palavra Tatoo entraram em contato com diversas outras civilizações pelo mundo novamente. Porém o Governo da Inglaterra adotou a tatuagem como uma forma de identificação de criminosos em 1879, a partir daí a tatuagem ganhou uma conotação fora-da-lei no Ocidente.

Em 1891, Samuel O’Reilly desenvolveu um aparelho elétrico para fazer tatuagens, baseado em outro aparelho extremamente parecido que havia sido criado e patenteado pelo próprio Thomas Edison para marcar couro.

Durante a Segunda Guerra Mundial, a tatuagem foi muito utilizada por soldados e marinheiros, que gravavam o nome da pessoa amada em seus corpos.

No Brasil, a tatuagem elétrica é uma arte muito recente, surgiu em meados dos anos 60 na cidade portuária de Santos e foi introduzida pelo dinamarquês "Knud Harld Likke Gregersen" também conhecido como Lucky Tattoo, que teve sua loja nas proximidades do cais, onde na época era a zona de boêmia e prostituição da cidade de Santos.
Isto contribuiu bastante para a disseminação de preconceitos e discriminação da atividade. A localização da loja era zona de intensa circulação de imigrantes embarcados, muitas vezes bêbados, arruaceiros e envolvidos com drogas e prostitutas; gerando um estigma de arte marginal que perdurou por décadas.

Hoje em dia, graças a circulação de informação pela televisão e por meios de comunicação como a internet, a tatuagem vem atingindo todas as camadas das populações brasileiras sem distinções.

Os temas são infinitos e variam tanto quanto as personalidades - dos tatuadores e tatuados. As motivações são inúmeras, e não há uma forma definida ou percurso que explique o desejo e e sua efetivaçao na realização da tatuatem, um evento a princípio antinatural (biologicamente).

Portanto considera-se um movimento do ser simbólico-social, que supera o instinto de autopreservação, uma característica absolutamente humana. O contexto, o ambiente, a época, o nível cultural, as influências, modismos, ideologias, crença e espírito despojado são alguns dos níveis que podem dar vazão ao processo. Nenhuma teoria psicológica, psicanalítica, religiosa, antropológica ou médica apresenta uma explicação exclusiva e final para a tatuagem. Considera-se um movimento complexo sobredeterminado, desde sua origem histórica até o contínuo uso na contemporaneidade.

Segue abaixo imagens incríveis de tatuagens...











sábado, 19 de setembro de 2009

DICA DE FILME #2 - PODER ALÉM DA VIDA


SINOPSE:Dan Millman (Scott Mechlowicz) é um talentoso ginasta adolescente que sonha em participar das Olimpíadas. Ele tem tudo o que um garoto da sua idade pode querer: troféus, amigos, motocicletas e namoradas. Certo dia seu mundo vira de pernas para o ar, quando conhece um misterioso estrangeiro chamado Sócrates (Nick Nolte). Depois de sofrer uma séria lesão, Dan conta com a ajuda de Sócrates e de uma jovem chamada Joy (Amy Smart). Ele descobrirá que ainda tem muito a aprender e que terá de deixar várias coisas para trás a fim de que possa se tornar um guerreiro pacífico e assim encontrar seu destino.

FICHA TÉCNICA:
Título original: Peaceful Warrior
Gênero: Drama
Duração: 02 hs 00 min
Ano de lançamento: 2006
Site oficial: http://www.thepeacefulwarriormovie.com/
Estúdio: DEJ Productions / Sobini Films / MHF Zweite Academy Film / Inferno Distribution
Distribuidora: Lions Gate Films / Focus Filmes
Direção: Victor Salva
Roteiro: Kevin Bernhardt, baseado em livro de Dan Millman
Produção: Mark Amin, Robin Schorr, David Welch e Cami Winikoff
Música: Sebastian Arocha-Morton e Bennett Salvay
Fotografia: Sharone Meir
Direção de arte: Anthony Tremblay
Figurino: Lynnette Meyer
Edição: Ed Marx

Elenco:Scott Mechlowicz (Dan Millman)
Nick Nolte (Socrates)
Amy Smart (Joy)
Tim DeKay (Técnico Garrick)
Ashton Holmes (Tommy)
Paul Wesley (Trevor)
B.J. Britt (Kyle)
Agnes Bruckner (Susie)
Beatrice Rosen (Dory)
Ray Wise (Dr. Hayden)

TRAILLER NO YOUTUBE:
http://www.youtube.com/watch?v=QsS3cXGs2GQ (Não consegui legendado, sorry about that)


MINHA OPINIÃO?
Filme nota 10,0! Quem me deu de presente foi meu amigo Patrício. Identifiquei-me em VÁRIOS momentos deste filme. É uma lição de como se deve encarar a vida. Aprendi muito nas vezes que assisti e ainda pretendo ver outras mais, e aprender mais, quem sabe. Penso em também ler o livro que serviu de base para o filme, escrito por Dan Millman. O filme trás ótimas frases. Por exemplo, o que está no meu "Quem sou eu?" do orkut, atualmente:

→ 03 regras: Paradoxo, Humor e Mudança.
PARADOXO:
A vida é um mistério. Não perca tempo tentando entendê-la.
HUMOR:
Tenha senso de humor. Especialmente sobre si mesmo. É a força por trás de toda atitude.
MUDANÇA:
Nada permanece o mesmo.
Espero que tenham a oportunidade de assistir e que me escrevam dizendo a oponião de vocês!
Deixo-os com imagens do filme!
Sem mais,
Rodrigo Sensei.

















sábado, 12 de setembro de 2009

Significados...

O caráter e personalidade de uma pessoa são formados através de vários momentos e interferências da vida. Interferências essas que podem vir do mundo externo ou mesmo interno. Afinal, todos possuem um mundo, ou melhor, um universo, imenso dentro de si. Quando começamos a descobri-lo, a vida vai perdendo suas tonalidades acinzentadas, monocromática, e vai ganhando um colorido diferente. Mais bonito.
Exemplos de razões que ajudam no fortalecimento ou até criação de uma personalidade e caráter: criação dos pais, convívio com os professores nas escolas, mídia, livros, pessoas específicas, amigos (principalmente eles), músicas, desenhos animados... Desenhos animados??? Sim! Desenhos animados. Muito me ajudou, ao menos. Hoje posso dizer que além de todos esses exemplos que dei, tenho orgulho de meu caráter e personalidade, parte deles formada, acredite ou não, por bons exemplos retirados de desenhos animados (Mangás e Animês – quadrinhos e desenhos japoneses – em sua maioria esmagadora).
Pensei muito a respeito se deveria escrever sobre isso. É algo muito bonito, contudo, muito pessoal. Por que dividir isso com muitos? Bem, sei que muitos lerão e não entenderão a mensagem, mas minha esperança é que alguns entendam e esse texto possa, no fim das contas, acrescentar algo ao leitor. “Que bem maior pode existir do que prestar serviços?” – Vi isso em um filme e achei interessante! Se concordo ou não, tenho que pensar mais sobre o assunto. Pois então, me propus a prestar esse serviço. Tentar ser aquele que contribui, de uma forma ou de outra, com a formação ou fortalecimento do caráter e personalidade dos outros. Achei a profissão certa!
Mas voltando aos mangás e animês. Muito eu aprendi com eles. Se os autores tinham ou não a intenção de escrever coisas tão profundas, não sei. Creio que sim, mas acredito na remota possibilidade de um que outro poder tê-lo feito inconscientemente. Como disse, estou, já há algum tempo, em uma época interessante. Vejo que meu caráter e personalidade estão quase formados por completo. Não espero que muita coisa mude, mas espero acrescentar muitas. E nesse “capítulo” quero fazer o leitor perder o pré-conceito de que desenhos são exclusivamente para crianças. Vejamos:
Se hoje sou uma pessoa melhor, que tenta descobrir sua própria verdade dentro de si e não noutros lugares os quais até poderia achar tais respostas, mas nunca seriam verdadeiramente minhas, diria que SAMURAI X contribuiu para isso.


Se hoje tento levar a vida de forma mais alegre, me preocupando menos com alguns problemas, rindo um pouco mais, inclusive das situações adversas, mas sendo sério quando necessário... Se hoje carrego a criança que fui dentro de mim sem largá-la, diria que DRAGON BALL contribuiu para isso.



Se hoje sei que por mais que tenhamos boas intenções, muitas vezes elas podem não se concretizarem da forma que queríamos; pode não trazer os resultados desejados; podem machucar outras pessoas... Se hoje eu penso que o meu conceito de “justiça” pode injustiçar outros, sou obrigado a dizer que DEATH NOTE me ajudou a perceber isso.


Se hoje eu sei que sonhos são possíveis e que não importa o quão grande seja o adversário, com preparo, força de vontade e persistência, eu poderei vencê-lo, não posso negar que OS CAVALEIROS DO ZODÍACO me ajudaram a entender isso.
Se hoje dou tanto valor aos meus amigos, e percebo que o ser humano tem o mal e o bem dentro de si; em muitos casos o ser humano é o seu próprio Deus e seu próprio demônio, e que cabe à sua força de vontade controlar esse mal, para que ele não escape sem controle e termine por prejudicar aos outros e a si mesmo, não posso deixar de mencionar que NARUTO contribuiu em demasia para esse meu entendimento.


Tudo isso para que ninguém pense mais que desenhos são apenas “desenhos”. Não estou convidando-os a assistirem. Não estou! Estou apenas informando que quando estamos assistindo desenhos, podemos estar aprendendo mais coisas do que você possa imaginar. Os que possuem olhos, que vejam!!!
Creio que com AMOR, FORÇA e um pouco de SABEDORIA para saber dosar as outras duas, podemos viver de uma forma digna. Não eliminando o mal de dentro de nós. É impossível! Sem mal, não há bem. Mas saber controlá-lo. Eis o verdadeiro desafio! Essas três qualidades, em ressonância com nossa força de Espírito (CHI/COSMO/CHAKRA), selarão o mal dentro de nós, que estará sempre esperando uma oportunidade, uma brecha nossa, para se libertar por um momento. Eis o que significa minha nova tatuagem!

Uma ótima semana a todos!

sábado, 5 de setembro de 2009

SEMANA DA PÁTRIA

Bandeira do Brasil Imperial,
por Jean Baptiste Debret.


“Ter sempre o espírito jovem!”, já dizia alguém que nada entendia de espíritos, pois esqueceu-se de especificar de que tipo de jovem estava falando. Ou não entendia de jovens.
Na Semana da Pátria, em setembro, assistia a um desfile na Praça Pedro Velho. Homens e mulheres, cidadãos da terra, do céu e do mar estavam ali. Impecáveis. Como se fossem estátuas de mármore da Grécia Antiga, mas restauradas e com um público menos interessado em sua beleza.
A banda da Marinha começou a tocar e tímida manifestação de aplausos foi ouvida. Não sentida. Alguns mais velhos assistiam ao desfile. Algumas crianças, que com a pureza que lhes é peculiar, admiravam. Como não entender o real significado disso tudo apenas dividindo a atenção entre o desfile e as crianças? Mas o significado não foi entendido. Não pelos jovens presentes.
Em meio a melodia do Hino Nacional, jovens conversavam avulsamente. Um que outro ficou em silêncio, parecendo ser o máximo de respeito que conseguia demonstrar.
Lentamente a flâmula nacional era erguida, incólume, ao lado das do Estado e da cidade. Muitos nem sabiam que bandeira era a última.
A Semana foi declarada aberta pelo vice-governador. Não foi aplaudido.
A atleta olímpica trouxe a chama da Pátria, resistente a tantos banhos d’água fria. Não foi aplaudida.
Apenas percebi o entusiasmo de uma senhora que cantarolava a nova melodia tocada, e seu neto, ainda bebê. Dois representantes verdadeiros da Pátria. Estavam a meu lado, mas não quis perguntar-lhe os nomes. Não havia necessidade. Naquele instante eles eram representantes, não de suas individualidades, mas de um coletivo cada vez menor, mas que resiste. Os jovens faziam piadas.

O momento pelo qual passamos é difícil. Os mais velhos, em algum tempo ir-se-ão. As crianças, se não tivermos cuidado, terão espíritos jovens (no sentido que atualmente lhe atribuo). E o que restará da verdadeira Pátria? Páginas mal contadas em livros de História tendenciosos.
A egrégora não morrerá, pois ela nunca morre. Mas estará em algum lugar inacessível. De que adiantará?
A emoção que sinto agora é menos pela beleza do desfile (e o desfile é belo) do que pelo descaso da juventude.
Jovens caçoam, ao meu lado, da Polícia Militar. Alguns dos militares pareciam envergonhados. Resultado arrebatador do desrespeito à Nação. Escrevo isso enquanto desfila o Corpo de Bombeiros. Um dos rapazes estava descompassado, mas logo tratou de entrar no ritmo.
Sim. Crianças e idosos, o futuro da Nação. Os últimos já com as pernas cansadas, mas ainda permanecendo de pé, pois entendem o que parece incompreensível para uma geração que entende tudo de mais fútil. As crianças também não entendem. Mas não entendem da forma mais bonita possível.
Manter o espírito jovem? Não, obrigado!
Há uma máxima que utilizarei com uma pequena modificação, mas necessária: Não se faz mais jovens como antigamente.

Termino aqui este breve escrito, na esperança que a egrégora da Pátria (que nada tem haver com sua situação política, econômica e muito menos futebolística – ela é bem superior a tudo isso – e sim com a Glória, Orgulho e Hombridade de todos que por ela viveram e vivem) não seja lembrada apenas uma semana por ano.


Natal, Rio Grande do Norte.
01 de setembro de 2008.

Assina: Rodrigo Cavalcanti Felipe,
jovem (com espírito velho e rabugento) de 22 anos.
PS: O texto foi escrito na abertura da Semana da Pátria de 2008 e postado no blog: http://ofiodakatana.blogspot.com



D. PEDRO I, Imperador Constitucional e Defensor Perpétuo do Brasil.

sábado, 29 de agosto de 2009

MONARQUISTA?!?! – Parte II (Esclarecimentos)

Bom dia/tarde/noite a você visitante do blog. Você que já vem acompanhando algumas postagens, deve ter visto a primeira parte desta. Se não viu, é só descer um pouco a barra de rolagem aí ao lado para dar uma conferida!
Uma vez mais me proponho a esclarecer algumas dúvidas sobre o sistema Monárquico-Parlamentar de governo, a fim de que alguns dos vários preconceitos que o rondam se dissipem. Reitero que essas informações foram retiradas da página: http://www.causaimperial.org.br/ . Segue a continuação dos esclarecimentos:

11. A República é uma evolução da Monarquia?
Dizer que "isso é retrocesso; aquilo é avanço", é um tipo de visão estereotipada e baseada, não na observação, mas no preconceito.
Existe no Brasil uma programação mental, produzida por um século de censura contra os monarquistas, que propagou uma idéia de monarquia medieval, ou como a da França do século dezoito e da Rússia dos czares. Ao se falar em monarquia, todos se lembram de Henrique VIII da Inglaterra, e raros lembram-se de D. Pedro II, o Imperador-Cidadão, e da Princesa Isabel do Brasil.
Um século de preconceito, inclusive no ensino público, induz todos a pensarem que Monarquia é atraso e república é progresso...
Na verdade, o modelo republicano, inventado pelos gregos há mais de 2500 anos, é mais antigo do que a Monarquia não teocrática, que existe há menos de 1600 anos. Então, “nova” é a Monarquia moderna, não a república. Além disso, dizer que o antigo é melhor ou pior do que o novo não faz nenhum sentido.
O que importa saber é: a república funciona melhor do que a monarquia? A resposta é não.

12. A classe dos Nobres, existente nas Monarquias, não representa uma elite privilegiada?
É preciso saber a diferença: a Realeza é representada pelo Imperador e seus herdeiros; a Nobreza é uma categoria de cidadãos titulados por diversos motivos, à semelhança dos “Comendadores” das repúblicas. Por exemplo: a comenda máxima da república brasileira é a Ordem do Rio Branco, concedida há algum tempo ao político Severino Cavalcanti. Deste ponto de vista, a república também possui sua “Nobreza”.
No Brasil Império, a nobreza não era hereditária. Os títulos eram concedidos por mérito, a quem prestava serviços à nação. Luis Alves de Lima e Silva recebeu seu título de Duque de Caxias por mérito em campo de batalha. O Barão de Mauá recebeu seu título também por mérito. D. Pedro II titulava também os fazendeiros que libertavam seus escravos, como incentivo à extinção da escravidão.




"Como militar eu cumpri o meu dever servindo ao meu soberano e minha Pátria. E apesar de minha avançada idade e de alquebra do pelas fadigas de uma rude campanha, estarei sempre pronto para obedecer ao chamado do Governo Imperial, quando o país carecer de meus serviços militares e civis, até onde chegarem as minhas forças."
(Duque de Caxias)

13. Então, voltaremos a ter Nobreza?
A nova monarquia brasileira pode ser como a da moderna Noruega, que não possui a classe dos nobres.
Se, no futuro, os brasileiros decidirem restaurar a Nobreza, o Imperador poderá conceder esses títulos às pessoas que prestarem relevantes serviços ao país, por exemplo, os cientistas, os heróis nacionais, as pessoas que se destacarem em serviços sociais, etc.

14. O Parlamentarismo daria mais poderes aos políticos, favorecendo a corrupção?
Quantos se lembram em quem votaram para deputado federal, estadual ou vereador? Quantos fiscalizam seu candidato eleito?
O que acontece no Brasil é que se dá mais importância às eleições para o Executivo (Presidente, Governador e Prefeito) do que para o Legislativo. Livres da fiscalização popular, esses políticos elegem-se e reelegem-se, formando um Poder Legislativo de péssima qualidade, um verdadeiro câncer da Nação.
No Parlamentarismo Monárquico, o Chefe de Estado é o Imperador, não eleito. Isso faz com que as pessoas valorizem mais seu voto no poder Legislativo, como garantia de sua participação na escolha do Governo.
O soberano não governa, e no parlamentarismo (monárquico ou republicano), os maus governantes saem mais rápido do governo, seja pela queda do gabinete, seja pela dissolução do parlamento. Na monarquia parlamentarista há a possibilidade de se derrubar um governo incompetente e até de se dissolver um parlamento que não esteja desempenhando suas funções, antes das eleições.

15. E por quê não uma República Parlamentarista?
Porque Parlamentarismo que funciona, só como Monarquia.No Parlamentarismo Monárquico, se vota obrigatoriamente em partidos antes de votar em pessoas, o que aumenta a responsabilidade político-partidária. O povo vota no Parlamento, e este elegerá um executivo, que obviamente já nascerá forte e com o apoio do Parlamento. Isto é o fim dos “mensalões”.
As funções de chefia de Estado e de chefia de Governo estão separadas. O Chefe de Governo é o primeiro-ministro, enquanto que a chefia de Estado é exercida pelo Imperador, que não está envolvido com política para poder assumir o cargo.
O parlamentarismo original é monárquico. O surgimento do parlamentarismo republicano, comprometeu um dos pilares do sistema, que é a independência do chefe de Estado.
A República Parlamentarista, se implantada no Brasil, trará em si o perigo de um conflito interno, caso haja um presidente de um partido e um primeiro-ministro de outro partido, de oposição ao presidente. Certamente haveria o cabo-de-guerra entre um presidente eleito com milhões de votos competindo com um primeiro-ministro eleito pelo Parlamento. E isso com certeza aconteceria no Brasil, que tem a tradição personalista. O presidente de Estado, animado pela sua expressiva votação, faria o possível para derrubar o Primeiro Ministro, ao primeiro conflito de interesses.
O Imperador, por ser apartidário, pode e deve ser imparcial. Um presidente eleito vem sempre de um Partido político, representa a ideologia daquele partido, tem prazo limitado para exercer o seu cargo e, via de regra, aproveita esse tempo para atender aos interesses dos grupos econômicos e ideológicos que o colocaram no poder. O Presidente é eleito por meio de uma campanha presidencial cara, financiada pelos cofres públicos e pelos empresários donos de bancos, latifúndios e transnacionais – e até por governos estrangeiros (caixas-2 de campanhas).

16. Quais as funções de um Imperador?
O Monarca não legisla e nem exerce o poder executivo, mas tem atribuições importantíssimas. O Imperador é o Chefe de Estado, e seu trabalho é semelhante ao de um Juiz. Ele tem a imparcialidade necessária para aprovar ou vetar projetos de leis, caso esses sejam inconstitucionais ou tragam prejuízo ao povo. Resolve impasses entre os poderes destituindo o governo ou dissolvendo o Parlamento mediante convocação de novas eleições, nos termos da Constituição, nomeia juízes, função que exige os mais altos critérios e imparcialidade. Todas essas funções variam conforme o país e são previstas na Constituição. E todas elas exigem um grande preparo, conhecimento dos problemas nacionais, amor incondicional à Pátria, e uma preparação desde a infância para o exercício desse serviço à Nação.

17. Os monarquistas pregam o Direito Divino dos Reis?
A Monarquia, como forma de governo que atravessa os séculos, teve fases em que foi Teocrática e Absolutista. Em certos momentos históricos, certamente existiu a crença no direito Divino dos Reis, mas no momento histórico atual, o que defendemos é a Monarquia Parlamentarista, alicerçada sobretudo na tradição histórica. O Brasil é um país com uma riqueza cultural fantástica, e uma grande diversidade religiosa. O Imperador deverá representar a totalidade da Nação, mesmo que, em caráter pessoal, professe sua própria Religião. A crença ou a descrença no direito divino dos Reis, como todas as coisas de âmbito religioso, é estritamente pessoal. A proposta dos monarquistas é exclusivamente política.

18. Basta instaurar a Monarquia Parlamentarista no Brasil para que o nosso país melhore?
A Monarquia Parlamentarista não pretende ser uma Fórmula Mágica. Esse tipo de “propaganda enganosa”, são os partidos que costumam fazer em tempos de eleição. Nosso país tem problemas complexos demais, e simplificar é um erro, e dizer que uma simples mudança de sistema vai resolver tudo é também outro erro.
Nós propomos é um novo modelo – a Monarquia Parlamentarista – que gere um equilíbrio maior, e que aponte caminhos para que o povo – e apenas ele – encontre as suas próprias soluções; o fim da cultura do “salvador da Pátria”, o super-presidente que vem a cada 4 anos para resolver todos os problemas. Um povo esclarecido e participante, com um sistema que lhe propicie os meios necessários para exigir ética de seus políticos, especialmente do poder legislativo, e cobrar as suas promessas, levando o país a uma era de desenvolvimento. Estabilidade, ética e participação popular, aliadas a uma revitalização na auto-estima de nossa Nação. Resumindo, um Brasil finalmente adulto, seguro e responsável. Não admira que tantas velhas raposas da política resistam com unhas e dentes a essas mudanças!

19. A Monarquia só existe nos países europeus, o Brasil não tem tradição monárquica, por quê pensam que no Brasil isso funcionaria?
Vamos lembrar que Canadá e Austrália não são países europeus, e são Monarquias; e que o Brasil já nasceu monárquico, aliás, sua unidade consolidou-se durante o Império, no reinado de D. Pedro II.
A Austrália confirmou a Monarquia, em recente plebiscito; a Espanha, recentemente restaurou a Monarquia; a Noruega, ao se tornar independente, em 1905, consultou o povo em plebiscito e escolheu ser monarquia (mesmo sem ter nenhuma Família Real).
A questão é que os brasileiros desejam o desenvolvimento, mas por terem uma baixíssima auto-estima, acham que nada daria certo neste país.
O Brasil não precisa alinhar-se a nenhum sistema, seja o presidencialismo estadunidense, seja o parlamentarismo europeu, republicano ou monárquico.
Temos nossas raízes históricas, que definem nossa própria identidade. Nenhum povo é melhor ou pior do que o brasileiro, apenas estamos atravessando uma fase de auto-depreciação que começou com o golpe de 1889.

20. O fato de uma pessoa simplesmente por nascer em uma família Real, e ganhar o direito de ser sustentada e receber inúmeros privilégios, não seria a institucionalização das diferenças sociais, e a negação da democracia?
A Chefia de Estado em uma Monarquia é uma função única, e não deve ser encarada como um favoritismo especial a uma pessoa. Ela é, na verdade, um serviço especial que um indivíduo presta à Nação. O prestígio pessoal adquirido pela função de Monarca deve-se principalmente por ele ser o representante da Nação, e não a sua personalidade particular. Quando morre um monarca, o próximo na sucessão assume imediatamente o seu lugar, porque o indivíduo morre, mas a Nação permanece.
Existe uma rejeição à hereditariedade da Realeza, que não passa de preconceito. Afinal, na república convivemos com um elitismo desenfreado, onde as elites, sem nenhuma figura “acima” delas (ou seja, sem o Monarca) formam as oligarquias, que assumem o papel de casta superior – sem nenhum mérito ou representatividade. Por exemplo, na república velha, o governo era controlado pelas ricas oligarquias dos cafeicultores. As pessoas criticam a hereditariedade da Realeza, e aceitam o elitismo ilegítimo das oligarquias.
Na monarquia, a expressão popular ocorre por meio das eleições parlamentares, que garantem total participação do povo na escolha de seus governantes, e o monarca vem a ser o ponto de equilíbrio,o qual, em sua função de coordenar e combinar as forças, garante o pleno exercício da democracia.
A existência de uma Família Imperial tem um sentido prático: a cultura familiar da Realeza, a formação dos herdeiros, que recebem no dia a dia a vivência necessária para exercer a função de Monarca. Isso inclui regras de comportamento, acompanhamento dos problemas nacionais, respeito à Tradição monárquica, e consciência do papel do Monarca como representante máximo da Pátria.
Pode-se afirmar que o Imperador é o Servidor máximo da Nação, e que sua vida contém muito mais renúncias e sacrifícios do que propriamente privilégios, e que ele não é obrigado, mas aceita cumprir essa missão voluntariamente, por amor à Pátria.

21. Como se daria a volta da Monarquia no Brasil?
Os monarquistas defendem a Restauração por meio de Plebiscito.