Translate This Blog To Your Language!

Gostou? Então curte aí no FaceBook!

domingo, 22 de novembro de 2009

Ah... O CASAMENTO!

Quem me conhece sabe que gosto de tradições. O casamento é uma das mais bonitas. Não importa onde se casa, nem quando... sabendo que é com a pessoa certa, ta valendo!

Contudo, não posso negar que uma bela cerimônia, com tudo que tem direito, é muito bonito e emocionante. Duas pessoas que se amam, declaram seu amor eterno a todos os presentes! É bonito... Se dura para sempre ou não, é outra história. Isso não faz com que tudo seja menos belo.

O casamento é um dos eventos mais marcados pela existência de rituais e tradições, característicos das culturas e religiões de cada país. Embora o significado de cada um deles tenha mudado, a verdade é que alguns perduram na história. Veja agora a razão de algumas tradições de casamento:

1 - O CASAMENTO

No antigo sistema patriarcal, "os pais casavam os filhos", uma vez que os pais tinham que ceder uma parte do seu patrimônio (casa e terras) para o sustento e a moradia da nova família. A cerimônia de casamento nasceu na Roma Antiga, incluindo o ritual da noiva se vestir especialmente para a cerimônia, o que acabou por se tornar uma tradição. Foi igualmente em Roma que aconteceram as primeiras uniões de direito e a liberdade da mulher casar por sua livre vontade.


2 - O BOUQUET
O bouquet da noiva tem origem medieval. Nesta época, as mulheres levavam ervas aromáticas para afugentar os maus espíritos. Pouco a pouco, o ramo da noiva tornou-se um hábito em todos os casamentos e, com a passagem do tempo, acrescentaram-se significados às diferentes flores.

3 - O VESTIDO DE NOIVA

O primeiro vestido branco foi adotado na Inglaterra pela Rainha Vitória, no século XIX, quando se casou com o seu primo, o príncipe Albert. Uma vez que naquela época era impensável um homem pedir uma rainha em casamento, o pedido foi feito pela noiva.

4 - O VÉU DA NOIVA
O uso do véu da noiva era um costume da Antiga Grécia. Os gregos acreditavam que a noiva, ao cobrir o rosto, ficava protegida do mau-olhado das mulheres e da cobiça dos homens. Tinha ainda um significado especial para a mulher: separava a vida de solteira da vida de casada e futura mãe.

5 - A GRINALDA

O uso da grinalda permite que a noiva se distinga dos convidados, fazendo com que se pareça com uma rainha. Tradicionalmente, quanto maior a grinalda, maior é o símbolo de status e de riqueza.

6 - POSIÇÃO DOS NOIVIS NO ALTAR

A razão da noiva ficar sempre do lado esquerdo do seu noivo tem a sua origem nos anglo-saxões. O noivo, temendo a tentativa de rapto da noiva, deixava sempre o braço direito livre para tirar a sua espada.

7 - AS ALIANÇAS

A aliança representa um círculo, ou seja, uma ligação perfeita entre o casal. O círculo representava para os Egípcios a eternidade, tal como o amor, que deveria durar para sempre. Os Gregos, após a celebração do casamento, utilizavam anéis de íman no dedo anelar da mão esquerda, acreditando que por esse dedo passa uma veia que vai direto ao coração. Mais tarde, os Romanos adotaram também esse costume, que se manteve até aos dias de hoje.

8 - LANÇAMENTO DE ARROZTem origem asiática, onde o arroz é sinônimo de prosperidade. A tradição de atirar grãos de arroz sobre os noivos, após a cerimônia nupcial, teve origem na China, onde um Mandarim quis mostrar a sua riqueza, fazendo com que o casamento da sua filha se realizasse sob uma "chuva" de arroz. Hoje atiramos arroz aos noivos à saída da igreja como sinônimo de fertilidade, felicidade e prosperidade.

9 - O BOLOEste costume vem desde o tempo dos romanos. O bolo da noiva é, há séculos, um símbolo de boa sorte e de festividade. No tempo dos Romanos, a noiva comia um pedaço de bolo, e exprimia o desejo de que nunca lhes faltasse o essencial para viverem. Atualmente, o corte do bolo constitui um dos momentos mais marcantes da festa. O noivo pousa as mãos sobre as da noiva para segurar a faca, procedendo juntos ao primeiro corte do bolo, simbolizando partilha e união.

10 - LUA DE MEL
O termo lua-de-mel vem do tempo em que o casamento era um rapto, muitas vezes contra a vontade da moça. O homem apaixonado raptava a mulher e escondia-a durante um mês (de uma lua cheia até à outra) num lugar afastado. Durante esse período, tomavam uma bebida fermentada, à base de mel, que devia durar 28 dias, o tempo do mês lunar. A lua-de-mel, tal como a conhecemos hoje, tem origens nos hábitos ingleses do século XIX. O recém-casado passava uma época no campo para se libertar das obrigações sociais.

IMPORTANTE: A fonte dessas informações é o site:

Por falta de tempo, não fiz uma pesquisa séria sobre o assunto, então, qualquer distorção das reais tradições de cada item citado, perdoem... heehheh

E por último...
Esta postagem vai para minha amiga de infância e seu marido.
Que Deus proteja a união de vocês e que CONTINUEM felizes pelo resto de suas vidas!



sábado, 14 de novembro de 2009

DIA DE LUTO À TRADIÇÃO NACIONAL

Eis que momento mais vergonhoso na História da nossa Pátria amada, Salve(m)! Salve(m)! Um governo legítimo retirado do poder por um golpe militar sem precedentes que nem mesmo os mais otimistas à execução do golpe esperavam.
Eis que um dia, a Pátria dorme tranquilamente para, ao despertar, ser surpreendida pelos oficiais do Exército tomando o poder, que estava nas mãos da sociedade, para repassá-lo as mãos de poucos; de seus grupos.
Eis que surge, fruto da usurpação de legitimidade, uma legitimidade falseada – pilar base da atual construção da imagem do brasileiro. Anos e anos de erros e mais erros, vergonhosos, vergonhosos, cuja qualquer tentativa de aliterar será em vão, dada à falta de capacidade das palavras para armazenarem tamanha sujeira.
Houve momentos bons? Indubitavelmente. Tudo tem dois lados. Mas um grave erro não deixará de ser um grave erro por causa disto.
Vergonha, corrupção, desilusão, perda da esperança, são sentimentos chocantes que torturam e marcam, e vão sempre marcar, a vida de pessoas de bem que tentaram, ou tentam, ou tentarão, construir um país digno. Um país que seja o reflexo da sociedade. Uma Pátria a qual possamos chamar de nossa. Uma Nação da qual possamos nos orgulhar de seu ensino de qualidade e não tendencioso. Sim, os militares tornaram o ensino da época tendencioso ao ponto de sermos enganados, inclusive sobre o ponto mais caro que diz respeito a um povo: sua Tradição.
Nossos filhos são ensinados por pessoas que não pensam. Caso elas saibam que estão ensinando errado, consequentemente, contribuindo para a quebra da Tradição e perda de identidade, estão erradas. Caso elas não saibam que estão ensinando errado... estão erradas da mesma forma. Não se dão nem ao trabalho de procurar veracidade no que repassam. É como transar sem camisinha sem saber que se tem AIDS, e infectar várias pessoas, possivelmente por toda uma vida. A única diferença é que, no primeiro caso, algumas pessoas ainda podem se recuperar ainda que depois de infectadas. Eu mesmo estou em processo de recuperação. Mas não se preocupem, já não corro mais risco de morte. Preferi a Independência.
Ensinam-nos, para citar um único exemplo de Tradição forjada à força – com material vagabundo, diga-se de passagem – que a nossa Flâmula Nacional tem o verde de “nossas” matas e o amarelo de “nossas” riquezas. O verde, cor heráldica da Casa Real Portuguesa de Bragança; e o amarelo, cor da Casa Imperial Austríaca de Habsburgo nos mostra a origem REAL (com os dois sentidos que esta ambiguidade permite interpretar) do nosso povo. Somos realeza, somos imperadores porque Nossa Majestade o é. Ele é a Sociedade, e o mais belo nisso tudo: a recíproca é verdadeira.
Quinze de novembro, dia de luto à Tradição Nacional. Quisesse Deus ter interferido na História e não tivesse permitido o início do carma desta Pátria: a Proclamação da República, que nos dá a falsa sensação de ser um povo.

Algumas comparações do Brasil Imperial e Republicano:

1 - A Monarquia é uma forma de governo moderna e eficiente. Das 12 economias mais fortes do mundo atual, 8 são monarquias. A República está sendo questionada em vários países, pois não tem solucionado seus problemas. Haja vista que, das 165 repúblicas atuais, só 11 mantêm regime democrático há mais de 20 anos.

2 - Se tivéssemos mantido a Monarquia, os sucessores de D. Pedro II, até agora, teriam sido apenas três. No mesmo periodo de um século, tivemos 43 Presidentes, com igual número de mudanças de rumo e outro tanto de crises, golpes, instabilidades e ditaduras.

3 - O Monarca não está vinculado a partidos nem depende de grupos econômicos, por isso pode influir, com maior independência, nos assuntos de Estado, visando o que é melhor para o país. O Presidente se elege com o apoio de partidos políticos e depende de grupos econômicos, que influem nas suas decisões, em detrimento das reais necessidades do povo e do país.

4 - O Monarca pensa nas futuras gerações. O Presidente pensa nas futuras eleições.

5 - A dotação de D. Pedro II era de 67 contos de réis por mês, e não se alterou durante os 49 anos de reinado. Com essa dotação ele manteve sua família e sustentou os estudos de muitos brasileiros famosos, como Carlos Gomes, Pedro Américo e o próprio Deodoro. Não havia mordomias. Após a proclamação da República o salário de Deodoro, destinado apenas às suas despesas pessoais - não às do seu cargo -, foi ajustado em 120 contos de réis por mês, e os dos Ministros foram dobrados em relação aos do Império.

6 - Na Monarquia, a nação sustenta apenas uma família. Na República brasileira, além do Presidente, a nação sustenta hoje mais 7 ex-Presidentes e suas viúvas.

7 - As viagens de D. Pedro II eram pagas com o seu próprio dinheiro, e a comitiva não passava de 4 ou 5 pessoas. As viagens presidenciais são pagas com o dinheiro do povo, e a comitiva já chegou a lotar dois Jumbos.

8 - No Império havia 14 impostos, e uma norma que dizia: "Enquanto se puder reduzir a despesa, não há direito de criar novos impostos". Hoje, o Brasil tem 59 impostos, e a todo momento surgem propostas para aumentar a carga tributária.

9 - O salário de professora equivalia, no Império a US$ 730,00. Hoje, os professores recebem salário "de fome", desestimulando o ensino. Em muitos locais, não chega a um salário-mínimo.

10 - A inflação média do Império foi de 1,58% ao ano, apesar das enormes despesas com a guerra do Paraguai. A inflação acelerou logo nos primeiros dias da República, e em 108 anos atingiu 64,9 quatrilhões por cento. Em passado recente chegou a 82,4% ao mês.

Fonte: http://www.monarquia.org.br/NOVO/obrasilimperial/monarquiaourepublica.html

Pra frente Brasil!!! O Sistema Monárquico pode até não ser a solução para o nosso país, mas com certeza é uma ALTERNATIVA para escapar dessa ré-pública corrupta!!! Pensem nisso! Mais informações sobre o movimento Monárquico no Brasil, por favor, acessem:

Site da ACI - Associação Causa Imperial:
http://www.causaimperial.org.br/

Comunidade do Orkut "Monarquia e Família Imperial":
http://www.orkut.com.br/Main#Community?cmm=19345200

sábado, 7 de novembro de 2009

UM POUCO SOBRE O CHAPÉU


O chapéu (vocábulo que deriva do francês antigo chapel, atual chapeau) é um item do vestuário, com inúmeros variantes, que tem a função principal de proteger ou enfeitar a cabeça, servindo ainda para indicar hierarquia, função, condição social ou até mesmo o local de origem.

Várias palavras estão relacionadas ao chapéu e seu uso, confecção e tipos. Chapeleiro é aquele que confecciona o chapéu, ao passo que a chapelaria é o local onde este é feito ou vendido. Já chapeleira é a caixa onde o mesmo é acondicionado. O hábito antigo de saudar alguém tirando-se o chapéu era denominado chapelada.
Nas casas, no comércio e em repartições públicas até meados do século XX o porta-chapéus era um móvel presente e indispensável - uma vez que as regras de etiqueta não permitiam o uso do adereço em lugares cobertos.
Para a confecção do chapéu usava-se o arcão, máquina destinada a dar o formato curvo (em arco, donde o nome) à lã com que se fazem chapéus de feltro (uma camada desse material é usada como reforço, chamada, por sua vez de capada). A copa é feita em fôrmas, em diversos tamanhos, obedecendo a numerações que são variáveis, até mesmo entre fábricas. As abas eram feitas num instrumento denominado formilhão, ao passo em que a boca da copa é determinada pela formilha.
A tira de couro, usada para reforço nos chapéus masculinos, é chamada de carneira, e é colocada na parte interna, próximo à aba.
O casco é como se chama, nos chapéus femininos, à armadura que recebem para dar-lhe o formato.
Cinteiro é o laço que orna o chapéu; já o cocar eram os adereços, como penachos, que os distinguiam.

O egrete (ou egreta), era o ornato confeccionado em penas finas e compridas, inspirado em penachos da cabeça de algumas aves, especialmente das garças, foi um enfeite bastante usado em chapéus femininos no século XX. O tope é o nome do laço de fita, que por vezes enfeitava tais modelos.
O uso do chapéu variava conforme a moda. Assim, por exemplo, usá-lo à zamparina era o modo de inclinar o adereço para frente e à direita, entre os séculos XVIII a XIX.

O chapéu surgiu para a proteção da cabeça, ainda nos povos primitivos da pré-história, das intempéries climáticas (sol escaldante, frio, chuva), como prerrogativa masculina - sendo o homem o responsável pela defesa da tribo ou do clã, sendo depois estendido para a caracterização dos níveis sociais: os reis usavam coroas, os sacerdotes a mitra e os guerreiros o elmo.

Cerca de 3000 a.C., na Mesopotâmia, surgem os chapéus que trazem um misto de elmo com capuz, que uns mil anos depois (2.000 a.C.) evolui para um formato mais aprimorado. Torna-se, neste mesmo período, um adereço de dignidade, nobiliárquica, militar e sacerdotal do Antigo Egito. O primeiro chapéu que encontra em suas formas mais semelhantes com o formato "clássico" (ou seja, contendo as partes principais do adorno), é o pétaso grego, cuja origem remonta ao século IV a.C., junto ao píleo. O primeiro encontrou sua forma romana, junto ao capucho, sendo este povo o primeiro a criar um capacete.
Fonte: Wikipédia

Mas por que tudo isso sobre o chapéu, você deve estar se perguntando...
Pois bem... EU NÃO SOU VAQUEIRO!!!! ahauhauahuahuahuahau
Eu uso chapéu SIM! E não sou vaqueiro... Na verdade, odeio vaquejadas!


O Chapéu é um acessório que proteje contra sol (e chuva fraca também hehehehe) e isso é importante quando se mora em Natal! Ao contrário do boné, ele também protege o pescoço e todo o rosto. Na Arqueologia é fundamental! E foi aí que aprendi a tomar gosto pelo uso de tão imponente acessório do vestuário, ainda que não seja tão frequente o uso dele pelas pessoas.
Azar! Estou do lado dos que sabem apreciar este fantástico indumentário. E para que vejam como não estou sozinho nessa, segue abaixo alguns exemplos de pessoas de bom gosto:



Fernando Pessoa


Humphrey Bogart



Santos Dumont


Gandalf, o Cinzento


Johnny Depp


Charles Chaplin


Kung Lao

Indiana Jones


Mulheres de bom gosto também apreciam
um bonito chapéu.






Agradeço a atenção dispensada nesta postagem!

Hasta la vista!







sábado, 31 de outubro de 2009

SAMHAIN

Samhain...
A palavra "Samhain" significa "fim de verão" e deriva de duas palavras "samh",verão, e "fuin", fim. O mês de Novembro é chamado em Irlandês de "Mí na Samhain".
Ao que me consta, lê-se "Souén" e é a virada de ano dos antigos Celtas.

Os Celtas foram povos que viveram na Europa há milhares de anos, contudo, suas origens são controversas. Englobavam grupos distintos e parecem ser uma fusão de culturas e etnias distintas. Os grupos migratórios que deram origem aos povos celtas do noroeste europeu teriam saído da costa atlântica da península Ibérica, nos finais da última Idade do Gelo, e ocupado as terras recém libertadas da cobertura glacial no noroeste europeu, expandindo-se depois para as áreas continentais mais distantes do mar.
Segue um mapa ilustrativo:

A área verde na imagem sugere a possível extensão da área (proto-)céltica por volta de 1.000 a.C. A área laranja indica a região de nascimento da cultura La Tène e a área vermelha indica a possível região sob influência céltica por volta de 400 a.C. Vestígios associados à cultura celta remontam a pelo menos 800 a.C., no sul da Alemanha e no oeste dos Alpes. Todavia, é muito provável que o grupo étnico celta já estivesse presente na Europa Central há centenas ou milhares de anos antes desse período.


Voltando ao Samhain, ele marca o fim do ano antigo e o início do novo ano! Os Celtas tinham apenas duas estações do ano: inverno e verão. E o Samhain iniciava, justamente, o inverno para esse povo. O verão é celebrado no festival de Beltane.
Segundo autores, tanto o Halloween (famoso Dia das Bruxas), como o Dia de Finados, podem ser associados ao Sanhaim, pois essa celebração era a época em que acreditava-se que as almas dos mortos retornavam a casa para visitar os familiares, buscar alimento e se aquecer no fogo da lareira.



Alguns autores acham que não existe nenhuma evidência que relacione o Samahin com o culto dos mortos e que esta crença se popularizou no século XIX. Segundo o relato das antigas sagas, o Samhain era a época em que as tribos pagavam tributo se tivessem sido conquistadas por outro povo. Era também a época em que o Sídhe (palavra irlandesa e escocesa que se referia inicialmente a colinotas ou montes de terra, os quais se imaginava como o lar de um povo sobrenatural vinculado às fadas e elfos de outras tradições, e posteriormente, a estes próprios habitantes) deixava antever o outro mundo. O fé-fiada, o nevoeiro mágico que deixava as pessoas invisíveis, dispersava no Samhain e os elfos podiam ser vistos pelos humanos. A fronteira entre o Outro Mundo e o mundo real desaparecia. Uma das datas do calendário lunar celta de Coligny pode ser associada ao Samhain. No 17º dia do mês lunar Samon, a referência trinox Samoni sindiu é interpretada como a data da celebração do Samhain ou do solstício de Verão entre os Gauleses.

Este é igualmente um dos oito sabbats (Os oito Sabbats, celebrados a cada ano pelos Bruxos se originam nos antigos rituais que celebravam a passagem do ano de acordo com as estações do ano, épocas de colheita e lactação de animais) com maior relevância, pois é a noite em que o caos primordial retorna para o início do novo ano, é por isso a noite em que o mundo dos vivos se mistura com o dos mortos, sendo deste modo a melhor altura para contactar os mortos. Os Celtas não acreditavam em demônios, mas determinadas entidades mágicas eram consideradas hostis para os humanos, seus animais e colheitas. Deste modo muitas pessoas pregavam partidas aos seus vizinhos, desde trocar os gados, por figuras humanóides em locais para assustar, ao qual se tornou muito famosa a Jack o'Lantern ou a famosa abóbora iluminada de Halloween.

O Sanhaim atualmente em Portugal e na Galiza:
É uma festa associada ao ciclo anual do sol que faz parte do Patrimônio Imaterial Galego-Português. A recuperação da tradição do Samhain envolve várias escolas que promovem atividades que, por sua vez, são inseridas na promoção da candidatura a Patrimônio Imaterial. Diversas aldeias na Galiza começaram a recuperar as celebrações apoiadas pela recolha de testemunhos e documentos sobre as antigas tradições locais.

No Sanhaim do ano passado, comemorei junto a alguns amigos em memórias das tradições celtas. Como trabalho com arqueologia, acho importantíssimo a recuperação de culturas antigas. E gosto de pensar que, onde quer que estejam, esses povos mágicos sentiram-se agradecidos pela lembrança. Para finalizar, segue abaixo o poema que escrevi um ano atrás para a noite de celebração:
------------------------

Samhain

Viva chama que arde de pé
Levando-a para longe de meus braços
Sê minha luz, a mensageira da fé
Frente às deusas, donas de meus acasos.

Sê a mudança do escuro para o claro
Para que sob teu embalo, possa eu também dormir
E que ao acordar noutras estações, te encontre ao meu lado
Cuidando da abundância das colheitas do porvir.

Mas por hora, sinto-me feliz
Sabendo que a vida está começando
E que um funeral é nada mais que um ponto de partida.

Um reinício que me põe de volta à Matriz
E que ao leve soar das harpas e banjos
Minhas deusas terão tratado minhas feridas.
Fonte parcial de Pesquisa: Wikipédia.

sábado, 17 de outubro de 2009

POESIA #3

INTERLIGAÇÕES

Palavra escrita...
Não é nada além de poesia não dita
Que não é nada além de experiências vividas
Que não são nada além de respingos na alma...

Que não é nada além de um baú que guarda
Aquilo que nos mantém vivos e também o que nos mata
O que nos faz feliz bem como o que maltrata
Tudo isso transfigurado em sonhos...


Que nada mais são que anseios
Que nada mais são que desejos
Que nada mais é que vontade...


Que nada mais foi que saudade
De quem um dia se foi por causa da morte...


Que nada mais é do que sorte
Que de início dói como um corte
Mas que um dia sara para dar lugar ao sorriso...

Que nada mais é que amigo
Que nada mais é que sentido
Para que a vida, quem sabe, possa ser diferente...

Que nada mais é ser contente
E ter a certeza em mente
Que ainda é possível amar a vida...

Sabendo que não há nada mais que instiga
É como coração de mãe que abriga
O Poeta que antes de nascer morara em seu ventre...
Que nada mais foi que lugar quente
Onde o amor proporcionou fonte de inspiração...

Que nada mais é que coração
Misturado com insanidade e às vezes razão
Que unidos formam, não mais do que palavras escritas.


------------------------------
R. C. Felipe

Escrita em 31 de agosto de 2007