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sábado, 17 de abril de 2010

O MEU PAÍS


Saudações a todos,
Segue abaixo uma bela poesia de José de Almeida Neto, músico, cantor, compositor e advogado. Considerado pela crítica musical como um dos importantes intérpretes da música regional gaúcha, “A Voz do Rio Grande” é um dos artistas mais premiados em festivais nativistas.

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O MEU PAÍS


Um país que crianças elimina;
E não ouve o clamor dos esquecidos;
Onde nunca os humildes são ouvidos;
E uma elite sem Deus é que domina;
Que permite um estupro em cada esquina;
E a certeza da dúvida infeliz;
Onde quem tem razão passa a servis;
E maltratam o negro e a mulher;
Pode ser o país de quem quiser;
Mas não é, com certeza, o meu país.

Um país onde as leis são descartáveis;
Por ausência de códigos corretos;
Com noventa milhões de analfabetos;
E multidão maior de miseráveis;
Um país onde os homens confiáveis não têm voz,
Não têm vez,
Nem diretriz;
Mas corruptos têm voz,
Têm vez,
Têm bis,
E o respaldo de um estímulo incomum;
Pode ser o país de qualquer um;
Mas não é, com certeza, o meu país.

Um país que os seus índios discrimina;
E a Ciência e a Arte não respeita;
Um país que ainda morre de maleita, por atraso geral da Medicina;
Um país onde a Escola não ensina;
E o Hospital não dispõe de Raios X;
Onde o povo da vila só é feliz;
Quando tem água de chuva e luz de sol;
Pode ser o país do futebol;
Mas não é, com certeza, o meu país!

Um país que é doente;
Não se cura;
Quer ficar sempre no terceiro mundo;
Que do poço fatal chegou ao fundo;
Sem saber emergir da noite escura;
Um país que perdeu a compostura;
Atendendo a políticos sutis;
Que dividem o Brasil em mil brasis;
Para melhor assaltar, de ponta a ponta;
Pode ser um país de faz de conta;
Mas não é, com certeza, o meu país!

Um país que perdeu a identidade;
Sepultou o idioma Português;
Aprendeu a falar pornô e Inglês;
Aderindo à global vulgaridade;
Um país que não tem capacidade;
De saber o que pensa e o que diz;
E não sabe curar a cicatriz;
Desse povo tão bom que vive mal;
Pode ser o país do carnaval;
Mas não é, com certeza, o meu país!

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Vídeo no YouTube, música interpretada por Zé Ramalho: http://www.youtube.com/watch?v=23njG4p7i7E

Vídeo no YouTube, recitado pelo autor: http://www.youtube.com/watch?v=rgD61QuUa9w


Boa semana a todos...

sábado, 10 de abril de 2010

UMA BOA HISTÓRIA...

Olá a todos!
Recebi esta história por e-mail há algum tempo e decidi passá-la adiante...

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Dois homens, ambos gravemente doentes, estavam no mesmo quarto de hospital. Um deles podia sentar-se na sua cama durante uma hora, todas as tardes, para que os fluidos circulassem nos seus pulmões. A sua cama estava junto da única janela do quarto. O outro homem tinha de ficar sempre deitado de costas. Os homens conversavam horas a fio. Falavam das suas mulheres, famílias, das suas casas, dos seus empregos, dos seus aeromodelos, onde tinham passado as férias... E todas as tardes, quando o homem da cama perto da janela se sentava, passava o tempo a descrever ao seu companheiro de quarto todas as coisas que conseguia ver do lado de fora da janela.

O homem da cama do lado começou a viver à espera desses períodos de uma hora, em que o seu mundo era alargado e animado por toda a atividade e cor do mundo do lado de fora da janela. A janela dava para um parque com um lindo lago. Patos e cisnes, chapinhavam na água enquanto as crianças brincavam com os seus barquinhos. Jovens namorados caminhavam de braços dados por entre as flores de todas as cores do arco-íris. Árvores velhas e enormes acariciavam a paisagem e uma tênue vista da silhueta da cidade podia ser vislumbrada no horizonte.


Enquanto o homem da cama perto da janela descrevia isto tudo com extraordinário pormenor, o homem no outro lado do quarto fechava os seus olhos e imaginava as pitorescas cenas. Um dia, o homem perto da janela descreveu um desfile que ia apassar: Embora o outro homem não conseguisse ouvir a banda, conseguia vê-la e ouvi-la na sua mente, enquanto o outro senhor a retratava através de palavras bastante descritivas.


Dias e semanas passaram. Uma manhã, a enfermeira chegou ao quarto trazendo água para os seus banhos, e encontrou o corpo sem vida, o homem perto da janela, que tinha falecido calmamente enquanto dormia. Ela ficou muito triste e chamou os funcionários do hospital para que levassem o corpo. Logo que lhe pareceu apropriado, o outro homem perguntou se podia ser colocado na cama perto da janela. A enfermeira disse logo que sim e fez a troca. Depois de se certificar de que o homem estava bem instalado, a enfermeira deixou o quarto. Lentamente, e cheio de dores, o homem ergueu-se, apoiado no cotovelo, para contemplar o mundo lá fora. Fez um grande esforço e lentamente olhou para o lado de fora da janela que dava, afinal, para uma parede de tijolo!


O homem perguntou à enfermeira o que teria feito com que o seu falecido companheiro de quarto lhe tivesse descrito coisas tão maravilhosas do lado de fora da janela. A enfermeira respondeu que o homem era cego e nem sequer conseguia ver a parede. Talvez quisesse apenas dar-lhe coragem...

Moral da História: Há uma felicidade tremenda em fazer os outros felizes, apesar dos nossos próprios problemas. A dor partilhada é metade da tristeza, mas a felicidade, quando partilhada, é dobrada. Se te queres sentir rico, conta todas as coisas que tens que o dinheiro não pode comprar.

"O dia de hoje é uma dádiva, por isso é que o chamam de presente."

domingo, 4 de abril de 2010

AOS VERDADEIROS AMIGOS

Um amigo de verdade não se procura, ele simplesmente aparece, surge da forma mais inesperada, muitas vezes nos momentos mais difíceis. Um amigo de verdade não precisa ter forma definida, pode ser gordo, magro, alto, baixo, homem, mulher... Pode ser de ''n'' jeitos diferentes, porém sem importar de qual fôrma saiu seu verdadeiro amigo, todos têm de ter algo em comum: Sentimento. Sim, sentimento!

Alguns podem tê-lo de forma mais exagerada, outros de um jeito mais tímido, mas precisam ter. Não precisa demonstrá-lo, basta tê-lo, pois por mais que não demonstre, seu verdadeiro amigo saberá encontrá-lo dentro de você. Um verdadeiro amigo precisa entender o outro, o que não significa, necessariamente, concordar, mas acima de tudo respeitar. Um verdadeiro amigo deve ter um ou outro sonho em comum para que possam realizá-lo juntos, mas caso não o tenha, deve saber ajudar a realizar o do outro.

Um verdadeiro amigo não precisa ouvir suas bandas favoritas, porém deve saber de cor sua música predileta. Um verdadeiro amigo lembra de você não importa a distância que ele esteja, pois você deve aprender que "Longe é um lugar que não existe."¹ Um verdadeiro amigo deve saber abraçar, já que um forte abraço vale mais do que qualquer palavra de conforto e um sorriso em meio à sua preocupação, é o melhor voto de confiança que pode existir. "Verdadeiros amigos são dois corações de uma só alma."² Não fique triste se você ainda não encontrou seu verdadeiro amigo, mas se já o encontrou, todas as noites agradeça ao Criador pela sua existência, pois quem perde um verdadeiro amigo, descobre que toda a beleza do mundo, não é tão bela assim. Enquanto uns dizem: "Tenho 1.000 amigos", diga que você tem apenas um, mas que vale pelos 1.000!

¹ Richard Bach
² Aristóteles (adaptado por mim)

Escrito em 20.07.2006 (Dia do Amigo)

sábado, 27 de março de 2010

ATÉ QUE PONTO O "OUTRO" VALE A PENA?


É curioso como a vida da gente toma caminhos inesperados. Como nossas decisões, certas ou erradas, nos lançam com força para um futuro que não sonhávamos. Isso faz parte do crescer.
Lembro que ontem tinha amigos que nunca pensei em deixar a vida separar de mim, e vejo como estão distantes hoje. Naturalmente distantes. Não doeu para nenhum dos dois lados a separação. E como é belo e ao mesmo tempo triste quando queremos lutar por algo que parece que acabou. Uma tentativa desesperada de mudar a todo custo um curso de um rio. Não nos damos conta que aqueles momentos passaram. Ainda nos pertencem, mas no campo da memória... da saudade. O melhor a ter feito, é ter aproveitado. Se isso tiver acontecido, será muito mais fácil aceitar a passagem do tempo.

Mas quando a separação não é natural, dói muito mais. Dizemos que tem a ver com o destino. Na verdade, “destino” é uma palavra geralmente usada por aqueles que não aceitam, ou até aceitam com tranquilidade, os rumos que suas vidas tomaram em consequência de suas decisões. Prefiro pensar que nós escolhemos nossos destinos.

A luta desesperada pelo elemento “outro” (separados por nossas escolhas) termina por fazer-nos pessoas teimosas e, às vezes, estúpidas. Um sentimento nobre de amor, amizade, nos cega para o que está acontecendo ao redor. E há sempre algo acontecendo. Passamos então a dar socos em ponta de faca, muitas vezes nos machucando mais do que merecemos, se é que merecemos ser machucados.

Mas aceitar as escolhas dos outros não é fácil, nunca foi. Principalmente se essas escolhas terminam por nos excluir dos planos dele(a). Mesmo assim, não são nossas escolhas. As suas também devem ser feitas, e pessoas ficarão fora dela, outras novas entrarão, e assim é a vida.

Não incentivo, de forma alguma, perder a esperança pelo outro. Incentivo sim, o direito de liberdade de todos. Por mais que nos magoem, suas decisões nem sempre nos dizem respeito. Quer prova maior de altruísmo do que criar seus próprios filhos para o mundo? E não são todos os pais que fazem isso. Aos que pensam que isso é descaso para com suas crianças crescidas, que é falta de amor, digo que pelo contrário... Não há prova de amor maior: deixar quem você ama partir. Se são filhos, amigos, amantes... não importa. Se foi a decisão pensada e tomada, paciência.

Devemos estar sempre com nossa armadura espiritual vestida para que as decisões dos outros não nos atinjam de forma a deixar feridas em nossa alma. Que as marcas sejam de sentimentos bons. Nosso Espírito ainda passará por muitas transformações, e ele não precisará de marcas negativas pra sempre gravadas nele. No máximo, pequenas cicatrizes totalmente curadas. Marcas de crescimento com os erros. Mas nunca deve possuir feridas abertas.

Só um detalhe me preocupa nesse tipo de pensamento. E se, por acaso, sua decisão de buscar incessantemente a volta do outro surtir efeito? Tudo que disse anteriormente talvez fosse por água abaixo... Contudo, isso é exceção, não é a regra. Sem falar que o risco é tão grande que não consigo expressá-lo. Risco de não conseguir; risco de perder boa parte da vida; risco de deixar de viver sua vida para ficar ao encalço do outro. O que fazer? Só consigo pensar em uma resposta: se você é incapaz de deixar o outro ir... busque! Mas fique ciente que esta decisão é somente sua. Se der errado, não culpe o destino. Não culpe o outro. Você tomou a decisão. Arque com as consequências dela. Se der certo, prove ao mundo como vale a pena lutar por algo que parecia totalmente perdido.

domingo, 21 de março de 2010

FELIZ NAW-RÚZ

Naw-Rúz Bahá'í é um dos nove dias sagrados para a Fé Bahá'ì, é o primeiro dia do Calendário bahá'ì, que ocorre no equinócio de inverno no hemisfério norte (21 de março). Já na Pérsia antiga, o dia 21 de março era conhecido como Naw-Rúz, que significa “novo dia” em persa, e segundo a tradição, data de 3 mil anos. Os reis da antiga civilização persa destinavam este dia à audiência pública e recebiam o povo na sua corte com maior consideração.

O QUE É A FÉ BAHÁ'Ì?
É uma religião mundial, independente, com suas próprias leis e escrituras sagradas, surgida na antiga Pérsia, atual Irã em 1844. A Fé Bahá’í foi fundada por Bahá’u’lláh, título de Mirzá Husayn Ali (1817-1892) e não possui dogmas, rituais, clero ou sacerdócio.
A Comunidade Bahá’í com aproximadamente 7 milhões de adeptos, é a segunda religião mais difundida no mundo, superada apenas pelo Cristianismo, conforme afirma a Enciclopédia Britânica. Os bahá’ís residem em 178 países do mundo, em praticamente todos os territórios e ilhas do globo.
Historicamente e atualmente, esta é uma celebração de ano novo e é comemorada por adeptos da Fé Bahá'ì do mundo inteiro. Em tempos antigos foi feriado nacional no Irã e celebrado por mais de um grupo religioso. O Báb, precursor da Fé Bahá'ì, e depois Bahá'u'lláh, fundador desta religião, adotou o dia como sagrado e associou com o Máximo Nome de Deus.

O Báb, fundador da Fé Babí, instituiu um calendário novo que fosse composto por 19 meses, e cada um de 19 dias. Cada um dos meses são nomeados através de um atributo de Deus, e similarmente cada um dos dezenove dias no mês também são nomeados através de um atributo de Deus. O primeiro dia e o primeiro mês foram dados o atributo de Bahá, uma palavra árabe que significa esplendor ou glória, e assim o primeiro dia do ano foi o dia de Bahá no mês de Bahá. O dia foi chamado de o Dia de Deus pelo Báb, e foi associado com "Aquele que Deus tornará Manifesto", uma figura messiânica nos escritos do Báb. Os dezoitos dias restantes do primeiro mês foram então associados com os dezoitos Letras da Vida, os apóstolos do Báb, prevendo uma celebração que duraria dezenove dias.

Bahá'u'lláh, fundador da Fé Bahá'ì, que afirmou ser a figura messiânica esperado pelo Báb, adotou o novo calendário e o uso do Naw-Rúz como dia sagrado. O dia segue o mês Bahá'ì do jejum e foi instituído como um festival para aqueles que observaram o jejum.

Naw-Rúz é um dos nove dias sagrados Bahá'ì onde o trabalho é suspenso; o único que não é associado com um evento nas vidas do Báb ou de Bahá'u'lláh. É normalmente um evento festivo observado com encontros para orações, músicas e dança. Os Bahá'ìs por volta do mundo celebram como um dia festivo, de acordo com os costumes locais.

Bahá'u'lláh no Kitáb-i-Aqdas define o Naw-Rúz como um dia Bahá'í no qual o equinócio vernal ocorre. Como os dias Bahá'ís começam com o nascer do sol, se o equinócio ocorrer antes do pôr-do-sol , o dia com o pôr-do-sol anterior é o Naw-Rúz. Assim o Naw-Rúz pode cair entre os dias 20, 21 e 22 de Março. A implementação do tempo exato do Naw-Rúz para os Bahá'ís ao redor do mundo depende da escolha de um ponto particular na terra e foi deixada na decisão da Casa Universal da Justiça, o corpo máximo da Fé Bahá'í. Atualmente o Naw-Rúz é fixado no dia 21 de Março para os Bahá'ís que residem em países fora do Oriente Médio, independente de quando ocorre o equinócio.

Meses Bahá'ì


Dias Sagrados Bahá'ì
Dias da Semana



Celebração do Ano 167
Fontes:
http://www.bahai.org.br/