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domingo, 23 de maio de 2010

ORGULHO DE SER NORTE RIOGRANDENSE - Eu, Potiguar?

Saudações!
Venho por meio desta declarar meu orgulho em ser NORTE RIOGRANDENSE!! xD

Pois é... Depois de tanto admirar o sentimento de identidade cultural presente nas pessoas de alguns dos estados brasileiros (Pernambuco e Rio Grande do Sul, só pra citar como grandes exemplos), me veio a ideia de criar esta "coluna" neste Blog a fim de divulgar não só o meu orgulho em ser norte rigrandense, mas também divulgar informações que os meus conterrâneos deveriam saber! Afinal, se não conhecemos algo, como podemos amar? Como nos reconhecer como um povo com uma identidade cultural se nem sabemos quem somos? Citando o lema da SONARQ (Sociedade Norte Riorandense de Arqueologia e Meio Ambiente): é preciso CONHECER PARA AMAR!!!

A intenção desta coluna é falar um pouco sobre o estado do Rio Grande do Norte! Pode ser sobre expoentes e personalidades de nossa cultura; resgatar alguns valores que aqui tinham raízes; entender um pouco mais de nossa História para que possamos nos orgulhar da maravilhosa terra que temos! Este é um primeiro passo para se resgatar o valor de nosso povo enquanto Nação!

Começarei com uma pequena história do nome que se dá ao natural do estado. Chamam-o de NORTE RIOGRANDENSE ou POTIGUAR.

Acontece, caros amigos, que a denominação "Potiguar" deveria ser repensada. "Potiguar", é uma palavra que vem do tupi e significa "comedor de camarão". Acontece que em nossas terras, tempos atrás, não viviam apenas os potiguares. Seus principais rivais, índios pertencentes à Nação Macro-Jê, viviam no interior do nosso estado e eram denominados pelos seus rivais potiguares de "tapuias", que significa "Língua travada", denominação pejorativa que os potiguares, habitantes da faixa litorânea, deram a eles por não falarem a mesma língua.

"Dança dos Tarairius" [Tapuias] (Albert Eckhout)

É importante lembrar que "índios" não são todos iguais. Pelo contrário, são tão heterogêneos quanto você possa imaginar. Com diferentes costumes, línguas, cultos, cerimônias, hábitos...

índios brasileiros

Pois bem, sabemos desde nossas primeiras aulas de História, que nosso povo brasileiro é composto por uma miscigenação de brancos (europeus), negros (vindos da África para trabalhar como escravos) e índios, que já viviam aqui antes da chegada dos primeiros portugueses. Acontece que, ao contrário do que muitos pensam, os nossos índios não morreram. Seu sangue corre pelas nossa veias. Um olhar mais apurado no nosso dia a dia, e perceberemos como eles estão entre nós. Nas escolas, filas de banco, trabalho, universidade...

Em comunhão com a Natureza

Foram personagens principais no enredo de nossa História, e por descaso e ignorância, são os menos lembrados. O que quero dizer com tudo isso, caros leitores, é que é infundado chamar o norte riograndense de "potiguar", sendo que esta era apenas uma das várias tribos que habitavam o que hoje é o estado do Rio Grande do Norte. Os tapuias e os potiguares eram rivais e inimigos. E o que acontece com quem é descendente de tapuia? É correto ser chamado de "potiguar"? É como dar o nome de "Hitler" a um descendente de judeu...

O Prof. Spencer e um garotinho no interior do estado,
legítimo descendente tapuia!

A beleza dos que contribuíram com nossa cultura ainda está em nós.

Percebam que não estou tomando partido para os tapuias, nao há preferências por tribos ou nações em minha mente. Faria o mesmo se os que nascessem no estado recebessem o nome de "tapuias". O correto, na minha opinião é NORTE RIOGRANDENSE, pois engloba todos. Primeiro de tudo, unidade e reconhecimento como um povo. Não dá para nos reconhecermos sendo chamados pelos nomes das partes, e não do todo. O que não impede de no campo individual manter as tradições pertencentes às próprias individualidades (Exemplo, o gaúcho e o pernambucano mantêm suas diferentes tradições, mas nem por isso deixam de ser brasileiros).

Não pretendo mudar oficialmente a designação do natural norte riograndense, apenas pedir a ajuda dos senhores(as), que quando perguntarem sobre suas naturalidades, respondam que são NORTE RIOGRANDENSES, e tenham muito orgulho disso!

sábado, 15 de maio de 2010

OUTROS TEMPOS...

Felizes eram os tristes Poetas
Que escreviam na beira dos rios
Ou na varanda fria em noite de inverno.

Os poetas de hoje escrevem em shopping,
Praças de alimentação, em meio a barulho de trânsito.

Quando, enfim, encontram um ambiente calmo,
Não conseguem escrever como os de outrora.

A dor de perder a amada parecia
Mais sofrida quando lida nos versos mais antigos.

Hoje parece dor passageira, ainda que não seja;
E antes parecia dor eterna, ainda que não fosse.

Ricas eram as rimas de décadas atrás
Que hoje foram relegadas às páginas amareladas e mofadas
De um dicionário dum secundarista já formado há tempos em Medicina.
Bebo goles d’água como se isso me trouxesse inspiração.
Não funcionou muito bem.
Não sou poeta antigo.
Sou poeta calmo em meio ao caos.

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Escrito em 22.12.2009
Imagens retiradas da Internet.
A quinta imagem pertence a: Marcio Viegas.

sábado, 8 de maio de 2010

YUJÔ FEST - 2

No último final de semana (dias 01 e 02 de maio), aconteceu no CTEAD (Centro de Tecnologia e Educação a Distância), em Natal, o segundo evento do Yujô (grupo antigo que reúne fãs da cultura japonesa). “YUJÔ”, significa “AMIZADE” e o evento ocorreu das 09:00 às 21:00 (aproximadamente).
Amigos...

Você deve estar se perguntando o que há em um evento desses... Bem, há várias coisas relacionadas à cultura nipônica, mas, principalmente, assuntos ligados aos animes (desenhos animados japoneses). Geralmente nesses eventos há salas de jogos, lojas com produtos e artigos relacionados, convidados (no caso do Yujô Fest 2, os atores/dubladores Élcio Sodré e Francisco Brêtas), oficinas, salas de exibição de animes, cosplayers (pessoas vestidas como seus personagens favoritos), outros jogos como gincana, talk show, animekê (karaokê com músicas de animes), campeonato de vídeo game, apresentações de artes marciais, etc.
Francisco Brêtas e Élcio Sodré
Aikidô (Ai que dor depois dessa queda...)

Como Natal não tem ainda algo a que possamos chamar de “Tradição” no que diz respeito a eventos como este, muitas foram as falhas e que devem servir de aprendizagem para próximos festivais. Mas devo dizer que a maioria dessas falhas passou despercebida pelos fãs, que vão ao evento com a intenção de se divertir, e se divertem! E ao invés de apontar os erros, irei parabenizar aos organizadores pelo evento. Nem imagino o quanto deve ser difícil tomar a frente disso, então, graças ao trabalho de vocês, nós nos divertimos. Meu obrigado!
Bonecos...

Em tal evento, é proibido o consumo de bebidas alcoólicas e de cigarros, além de incentivarem à arrecadação de alimentos para doação a alguma instituição de caridade! Ou seja, um evento totalmente família em meio a um mundo em que os jovens só pensam em encher a cara e fumar! Ponto positivo para os Otakus (como são conhecidos os fãs de animes e mangás – quadrinhos japoneses)!!!

Élcio Sodré e o "Shiryu", personagem que dublou.

Pois bem, o evento foi muito bom! Participei nos dois dias com amigos da Universidade e outros! Registrei muitos momentos, e alguns estão nas fotos abaixo.
Ah... e devo dizer que já tenho fotos com três, dos cinco dubladores dos Cavaleiros de Bronze, protagonistas dos Cavaleiros do Zodíaco (Seiya, Shiryu e Hyoga – meu favorito)! \o/ E ainda com um dos Cavaleiros de Ouro (Saga de Gêmeos) \o/.

Com os dubladores...

Por fim (prometo), aguardem o post do meio do mês de julho... hehehehe Maior evento de anime do Nordeste, e um dos maiores do Brasil... AÍ VOU EU!!! SANA 2010!

Rock Lee e seu Sensei... Rééé (Muito bom, Heros)
Alguns Cosplayers e seus respectivos personagens...

Videl

O Incrível Ninja Jiraya e seu staff, Ruan Senpai.


Seishomaru

Saori Kido (Athena)

Rock Lee

O Super Sayaman (Gohan)
Coelhinhas da Playboy???
O Chapeleiro Maluco


Público para ver os dubladores...
("O mundo é dos mais espertos", Sivirino - o cara sentado)




domingo, 25 de abril de 2010

DICA DE LIVRO #2: O PEQUENO PRÍNCIPE



NÃO!!! Não é um livro pra crianças! Ou melhor... não é um livro somente para crianças!

Hehehe... Sempre é a mesma coisa quando me perguntam meu livro preferido! "O Pequeno Príncipe"?? Pois é... O PEQUENO PRÍNCIPE...
Já li o livro algumas vezes e é incrível como sempre percebo algo que não havia percebido antes. Uma mensagem a ser dita por entre as linhas das páginas. Fico me perguntando se a mensagem sempre esteve lá para ser lida. É óbvio que sim, o que não estava presente era minha maturidade para entendê-la na época daquela leitura. Ou seja, O Pequeno Príncipe, de Antoine de Saint-Exupéry, não é um livro para ser lido apenas uma vez. Leia-o com 10 anos, com 12, 15, 20, 25, 32, 45, 58... Leio sempre que puder. Se nao para aprender as mensagens dele, apenas para lembrá-las. Pois são muitas e muito bonitas.

O Pequeno Príncipe também possui a mais linda dedicatória de um livro que já tive a oportunidade de ler. Diz respeito a Amizade. Segue abaixo a dedicatória transcrita integralmente:

A LÉON WERTH

Peço perdão às crianças por dedicar este livro a uma pessoa grande. Tenho um bom motivo: essa pessoa grande é o melhor amigo que possuo. Entretanto, tenho um outro motivo: essa pessoa grande é capaz de compreender todas as coisas, até mesmo os livros de criança. Tenho ainda um terceiro: essa pessoa grande mora na França e ela tem fome e frio. Ela precisa de consolo. Se todos esses motivos não bastam, eu dedico então este livro à criança que essa pessoa grande já foi. Todas as pessoas grandes foram um dia crianças - mas poucas se lembram disso. Corrijo, portanto, a dedicatória:

A Léon Werth
quando ele era criança.

Aprendi muito com essas leituras e tento multiplicar o número de leitores de tão linda obra. Alguns alunos meus já compraram o livro depois de eu levá-lo para a sala de aula e ler um ou outro capítulo para eles. Ficam impressionados com o teor da mensagem por trás daquelas palavras.



Uma de minhas partes favoritas é quando o Pequeno Príncipe encontra com a Raposa. É neste capítulo que surge uma daquelas frases que ficam marcadas para sempre: Tu te tornas eternamente responsável por aquilo que cativas. A Raposa ensinou isso ao princepezinho quando ele teve que partir.

Há um filme (musical) da obra datado de 1974. Apesar de ser um pouco antigo, vale a pena ver. É bonito. Também é barato. Você pode encontrá-lo fácil nas Lojas Americanas por R$12,90. Se bem que por esse preço, é melhor dar um pouquinho mais e comprar o livro. =D


Enfim...
Há 1.000 razões para se ler este livro. Espero que possa fazer com que ao menos um dos senhores leitores deste Blog, que nunca tenham lido o livro, possa procurá-lo para dar uma lida. Caso isso aconteça, por favor, venham aqui para me contar o que acharam!

sábado, 17 de abril de 2010

O MEU PAÍS


Saudações a todos,
Segue abaixo uma bela poesia de José de Almeida Neto, músico, cantor, compositor e advogado. Considerado pela crítica musical como um dos importantes intérpretes da música regional gaúcha, “A Voz do Rio Grande” é um dos artistas mais premiados em festivais nativistas.

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O MEU PAÍS


Um país que crianças elimina;
E não ouve o clamor dos esquecidos;
Onde nunca os humildes são ouvidos;
E uma elite sem Deus é que domina;
Que permite um estupro em cada esquina;
E a certeza da dúvida infeliz;
Onde quem tem razão passa a servis;
E maltratam o negro e a mulher;
Pode ser o país de quem quiser;
Mas não é, com certeza, o meu país.

Um país onde as leis são descartáveis;
Por ausência de códigos corretos;
Com noventa milhões de analfabetos;
E multidão maior de miseráveis;
Um país onde os homens confiáveis não têm voz,
Não têm vez,
Nem diretriz;
Mas corruptos têm voz,
Têm vez,
Têm bis,
E o respaldo de um estímulo incomum;
Pode ser o país de qualquer um;
Mas não é, com certeza, o meu país.

Um país que os seus índios discrimina;
E a Ciência e a Arte não respeita;
Um país que ainda morre de maleita, por atraso geral da Medicina;
Um país onde a Escola não ensina;
E o Hospital não dispõe de Raios X;
Onde o povo da vila só é feliz;
Quando tem água de chuva e luz de sol;
Pode ser o país do futebol;
Mas não é, com certeza, o meu país!

Um país que é doente;
Não se cura;
Quer ficar sempre no terceiro mundo;
Que do poço fatal chegou ao fundo;
Sem saber emergir da noite escura;
Um país que perdeu a compostura;
Atendendo a políticos sutis;
Que dividem o Brasil em mil brasis;
Para melhor assaltar, de ponta a ponta;
Pode ser um país de faz de conta;
Mas não é, com certeza, o meu país!

Um país que perdeu a identidade;
Sepultou o idioma Português;
Aprendeu a falar pornô e Inglês;
Aderindo à global vulgaridade;
Um país que não tem capacidade;
De saber o que pensa e o que diz;
E não sabe curar a cicatriz;
Desse povo tão bom que vive mal;
Pode ser o país do carnaval;
Mas não é, com certeza, o meu país!

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Vídeo no YouTube, música interpretada por Zé Ramalho: http://www.youtube.com/watch?v=23njG4p7i7E

Vídeo no YouTube, recitado pelo autor: http://www.youtube.com/watch?v=rgD61QuUa9w


Boa semana a todos...