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segunda-feira, 24 de junho de 2013

FOGUEIRA DA MINHA ALMA



Fogueira da Minha Alma.

    Fogueira que queima, fogueira viva
    Queima o ódio de meu gélido coração
    Transforma em cinzas o horror que me domina
    Transforma o meu negro instinto em clara razão.

    Fogueira que arde, fogueira mística
    Que dá brilho aos meus olhos na escuridão
    Mostra-me o caminho em meio a forte neblina
    Ilumina a trilha à frente, onde meus sonhos são em vão.

    Fogueira a qual joguei fora meus sentimentos
    Queima minhas más lembranças, uma a uma
    Deixa por fim as brasas de meus pensamentos
    Morrerem aos poucos sob vigilância tua.

    Fogueira morta, agora sem brilho
    Diante de tuas cinzas minha lembrança ressuscitou
    Quando tu queimavas me causava fascínio
    Agora que estás morta, tenho de volta minha dor.

Em noite de São João, anos atrás...

domingo, 16 de junho de 2013

AMOR EM TEMPOS DE CÓLERA


Algo está diferente na sociedade!

Coisas estão acontecendo...

E como não quero tornar sua vida ainda mais agitada, em tempos difíceis, uma poesia sublime... Que tem em si o que há de mais alto...

Tenham uma boa semana!
Amor é fogo que arde sem se ver;
É ferida que dói e não se sente;
É um contentamento descontente;
É dor que desatina sem doer.

É um não querer mais que bem querer;
É um andar solitário entre a gente;
É nunca contentar-se de contente;
É um cuidar que se ganha em se perder.

É querer estar preso por vontade
É servir a quem vence o vencedor,
É ter com quem nos mata lealdade.

Mas como causar pode seu favor
Nos corações humanos amizade;
Se tão contrário a si é o mesmo amor?
 
- Luís Vaz de Camões

domingo, 9 de junho de 2013

VOLUNTÁRIOS DA PÁTRIA


Saudações, caríssimos leitores!

Tenho o orgulho de anunciar a criação de uma Liga em prol do Brasil! Há tempos eu tive essa ideia, e acredito que ficou adormecida esperando o momento certo para nascer. É recém nascida ainda, mas somos uma Liga que pretende atuar em todo o Brasil com trabalhos voluntários, tendo em vista que a melhor maneira de lutar por um país melhor, é espalhando exemplo! 

A Liga dos Voluntários da Pátria atuará em praticamente todos os Estados do Brasil e nas mais diferentes áreas. É claro que, inicialmente, faz-se mister focar em ações solidárias mais comuns. Quando formos crescendo, começaremos a abranger outras áreas específicas. O legal da Liga é que cada qual pode ajudar na sua área de atuação.

A Liga Monarquista Brasileira abarca pessoas diversas. Não somos todos monarquistas, somos pelo bem do Brasil. O pano de fundo de tudo isso, sim, é o ideal Monárquico. Sou Monarquista convicto e acho, por inúmeras razões, que a Monarquia Constitucional Parlamentarista é o melhor sistema de governo para o Brasil. Entretanto, a Liga abraça todo e qualquer cidadão honrado que esteja com intenção de ajudar o próximo!

O carro chefe dessa Liga é o grupo "Voluntários da Pátria".  Em homenagem aos bravos heróis brasileiros que defenderam o nosso país na Guerra do Paraguai, muitos chamados de Voluntários da Pátria, foram homens de honra e hombridade que não aceitaram ver o nome da Nação vilipendiado. Nessa guerra em torno de 139 mil brasileiros lutaram, tendo sido 54.992 Voluntários.

Mais informações virão com o tempo! Aceitamos ajuda voluntária de diversas maneiras, basta nos procurar usando esta linda ferramenta que é a internet. :)
 
Os leitores deste Blog podem entrar em contato com a Liga e saber mais da seguinte forma:




domingo, 2 de junho de 2013

VISITE SUA ANTIGA ESCOLA

  "Deus nos colocou no mundo para os outros."
(Dom Bosco)

Saudações! Eu poderia ter começado esta postagem com a seguinte frase: "Um bom filho à casa torna!", mas decidi não fazê-lo, pois tenho-a para o tempo certo. E ainda não é agora! Não voltei de vez ainda...

Por mais que reclamemos da escola quando somos crianças e adolescentes, é inegável que grandes momentos de nossa vida acontecem nela. Será que há alguém que duvide disso? Por certo não aproveitou o que a escola pode dar. As novas amizades, a conversa com os amigos, as correrias no intervalo, as primeiras paqueras, as notas altas (e as baixas também), os Professores que marcaram de alguma forma nossas vidas... Tanta coisa boa para ser lembrada... Pois é, e tudo isso foi relembrado!

Tive a ideia de juntar três grandes amigas, que dividiram sala de aula comigo no Ensino Fundamental no Colégio Salesiano São José, aqui em Natal. Paula Bergantin, Camila Oliveira e Ludmilla Moura (há pouco tempo houve uma postagem nesse Blog em homenagem a elas) me acompanharam em uma volta à nossa antiga escola. E se eu tivesse que escolher uma palavra para descrever o momento, diria que foi "emocionante"!

Liguei alguns dias antes para a escola para agendar a visita e fomos muito bem recebidos! Os primeiros passos dentro da escola (havia 13 anos que eu não pisava lá dentro), encheram meu corpo de alegria. Olhava deslumbrado para todos os lados tentando lembrar o que estava diferente e o que permanecia parecido ou mesmo igual.

O corredor principal estava diferente. E é este abaixo:

 
 Não havia tantas grades e não tenho certeza em relação ao teto. Corri muito nesse corredor entre os meus nove e catorze anos. :)  Nos lados desse grande corredor, existe estacionamento, ginásios e quadras. O ginásio principal (onde eu, inclusive, participei de campeonato de futsal na 2ª Série - atual 3º Ano - mas meu time não ganhou. O goleiro Rodrigo Luis, salvo engano, tomou um gol contra porque no meio do jogo nosso time recuou uma bola e ele estava distraído conversando com uma garota... kkkkkkkk) continua do mesmo jeito. Além da quadra principal, que de início era de barro e eu sempre sujava minha farda, pois gostava de ficar no gol e me jogava no barro... Nessa principal ganhamos, também na 2ª Série, o campeonato de futebol de campo. Réééé E ainda uma outra quadra. Nesta última não joguei muito. Já estava na 6ª e 7ª Séries (7º e 8º Anos hoje) e preferia sentar nos banquinhos ao lado com meus amigos Marcos Neves, Arthur Halley, Diego e Patrick Terremate, para jogarmos RPG. :) Seguem fotos:
Ginásio principal, onde aconteceu a lambança no futsal! :)

 
 Quadra principal, onde fomos campeões de futebol de campo.
Também peguei o tempo em que ela era de barro.

 
 Quadra ao lado, onde jogávamos RPG sentados nos banquinhos 
que não estão mais aí. Ao fundo dá pra ver a quadra principal.

Continuamos seguindo e uma das visões que mais me marcaram, foi a área ao lado da piscina. Estava tudo tão absurdamente igual, que eu senti que havia voltado no tempo. Depois, em conversa com o coordenador, ele explicou que algumas áreas da escola são tombadas, e não podem ser modificadas! Eu achei interessantíssimo, tendo em vista meu olhar de historiador na atualidade. Tiramos uma foto nesse local. Na verdade, um estudante chamado Bruno, da 2ª Série do Ensino Médio tirou a foto pra gente! (Abaixo)

 
 De frente a essa área tombada, está a imagem de D. Bosco
que abre esta postagem! Por trás da imagem, a piscina.

 As emoções não acabaram por aí. Até o momento, ainda não havíamos encontrado o coordenador da escola, pois era hora do intervalo e ele não estava em sua sala. Continuamos caminhando então pela escola.

Ao lado deste local tombado, há um pequeno bebedouro (desde a minha época), e eu fiquei nostálgico quando vi um grupo de crianças bebendo água nele... Todos suados (era o fim do intervalo). Não teve como não me ver ali! Quando eles me viram, eu levantei a câmera e disse: façam uma pose! E eles fizeram! :D Ao menos um deles! ^^ Perguntaram-me se ia sair em alguma revista. Eu disse que ia sair num Blog chamado "Sensei Que Nada Sei", e ele disse: "Nunca ouvi falar!" kkkkkkkkkkkkkkkkk

Essa é uma das fotos mais nostálgicas pra mim...
Alcança um lugarzinho no meu coração que não
há palavras que possam descrever o sentimento atingido.

Tirei a foto acima no topo de alguns poucos degraus. Do meu lado direito, existe outra quadra. Era nessa quadra que havia as festas juninas de que me lembro. Uma quadra que tinha arquibancadas, mas que perto da época que eu saí de lá (ano de 1999) tinham transformado em um primeiro andar de salas de aula. 
As meninas remexendo as lembranças...

A Capela foi outro local visitado! Continua bastante quente, rsrsrs, mas está mais bonita! Pareceu menor do que antes, mas não era. Difícil imaginar que cabia (e cabe) tantos alunos lá. Era ótimo o dia em que nos comunicavam que iríamos para a Capela. Como bons alunos que éramos, gostávamos de perder um pouco de horário de aula. Principalmente se era aula de matemática ou coisa parecida, kkkkkkk. Levei algumas broncas do padre na Capela. Geralmente por conversar na hora indevida. Meu primo Franklin é cúmplice dessa história! Já levamos "carões" juntos. Lembro-me do padre parar a cerimônia para perguntar porque estávamos rindo. Afffe. O coração disparava. :)

A Capela está mais modernizada. Mas várias imagens
permanecem as mesmas de 13 anos atrás. Sentimento
de nostalgia total!

Decidi ir até a minha primeira sala de aula. Em 1994, entrei no Salesiano São José para cursar a 2ª Série do Ensino Fundamental (como já disse, atualmente denominada de 3º Ano). Lembro bem onde ficava minha sala e para minha surpresa e decepção, ela não existia mais enquanto sala de aula. Transformaram-na em dois banheiros infantis. Um aluno do 3º Ano me viu com a câmera fotográfica e perguntou o que eu estava fazendo. Eu disse pra ele que estava tirando fotos e expliquei que tinha estudado naquela sala, que agora era um banheiro. Ele perguntou como eu tinha conseguido entrar na escola, kkkkkkkk. Eu disse que por ser ex aluno, o coordenador tinha me autorizado. Ele disse que o nome dele era "Dudu". :)

Minha primeira sala no Salesiano. Hoje ela não existe mais,
pois transformaram-na em dois banheiros infantis.

 De frente a essa sala, tem um corredor que dá para a cantina e para o pátio principal da escola. Tanto a cantina quanto o pátio estão um pouco modificados. Acho que o pátio está com menos árvores, e o chão não é mais de paralelepípedo. Ao lado dessa pátio tem a quadra principal.

Na minha época, o chão era de paralelepípedo, e acho
que tinham mais árvores.

No meio disso tudo, encontramos, finalmente, o coordenador Mário Sérgio. Sem dúvida nenhuma, Mário é um ícone da Educação Norte-riograndense, e merecedor de todo o respeito. Um homem cheio de histórias e que dedicou (e dedica) boa parte de sua vida para a formação de jovens! Sabe ser duro e carinhoso. É conhecido mesmo por quem nunca estudou no Salesiano. Suas histórias são tantas que no final deste ano ele nos disse que vai lançar um livro com várias delas. Até nos contou algumas, o que gerou boas risadas! Ele já era coordenador naquela época e continua sendo! Se tornou uma verdadeira lenda na escola. Não há aluno que não se lembre dele!
Mário Sérgio. Um Homem de valor, sem dúvida alguma!

Falando em lenda viva.... Quando já estávamos para ir embora, depois, inclusive, de termos nos despedido de Mário, fomos surpreendidos por uma voz carinhosa: "Ei... Estão perdidos por aqui, é?". Quando nos viramos... XUXINHAAAAAAAA! *________________* Dona Neves, conhecida por Xuxinha, é uma das mais antigas funcionárias da escola. Desde que eu fazia a 2ª Série lá, ela já estava trabalhando como funcionária lá. Imagino eu que já há vários anos. Uma mulher simples, de amor incondicional aos estudantes daquela escola. Quando mostrei as fotos à minha mãe, já em casa, ela olhou para a senhorinha e disse: "Eu não acredito! Essa daí é Neves?" kkkkkk Dona Neves marcou a vida de muitos jovens e nos reconheceu de imediato! Se não os nomes, o que é um tanto óbvio e seria muito exigente, lembrou de nossos rostos que, ao contrário do dela, sofreu algumas alterações em decorrência do tempo. Ela está exatamente IGUAL há 13 anos atrás. É incrível!
Dona Neves (Xuxinha). O carinho personificado.

Esta postagem é muito especial para mim! A intenção deste Blog inicialmente, era apenas servir de relicário para os meus pensamentos e lembranças. Esta já se tornou uma de minhas postagens favoritas, pois é um dos mais lindos bens que possuo: provas vivas da uma infância feliz!

Por tudo isso agradeço a Deus. Agradeço por meus pais terem me colocado nessa escola! Agradeço às pessoas que Ele colocou em meu caminho durante os seis anos em que estudei na Instituição. Muitos, muitos mesmo, dos meus valores e educação de hoje, são frutos dessas experiências. O sonho da minha mãe era que seus filhos estudassem no Salesiano. Ela realizou esse sonho. Mas para mim, essa experiência ainda não está completa! Falta algo mais... Falta o oportunidade que eu almejo e alcançarei. E até lá, como diz o Poeta, "vamos viver... temos muito ainda por fazer. Não olhe pra trás, apenas começamos... O mundo começa agora... Apenas começamos..."

 Dia inesquecível...

 Amo vocês! S2
 
 Postagem dedicada a todos que fizeram parte dessa época tão linda da minha vida!

domingo, 26 de maio de 2013

RAÍZES CANTADAS


Saudações, caros leitores!

Primeiramente gostaria de deixar claro que encaro a possibilidade dessa postagem ser fruto de minha ignorância. Mas, ainda assim, vamos à ela.

O Brasil é um país cuja Egrégora, Tradição, cujo amor pela terra, está cada vez mais distante das pessoas por motivos diversos. É fácil de se pontuar as regiões do país onde se ainda têm pessoas comprometidas a amar sua própria história. 

Uma das expressões mais lindas que eu acho, é a música. E quão bela é uma música que retrata um local valioso para o autor, para o Poeta. Geralmente seu lugar de origem, ou onde passou sua infância e adolescência... Acontece que eu não vejo muito isso aqui no Brasil (e é nesse ponto que eu posso estar errado). Parece que a maior parte de músicas que são compostas sobre alguma região, não conseguem atingir um grau de sentimento que toca o ouvinte. Sou um sujeito simples... Nesses casos, gosto de músicas que me façam ter saudade do que nunca tive ou do que nunca vivi. E é muito triste perceber que eu encontro isso muito mais em músicas de outros países do que do meu Brasil.

Prestem atenção... não estou falando apenas de músicas regionalistas. Temos, por exemplo, no nosso nordeste, grandes nomes dessa música. Estou falando de músicas que evocam as raízes de onde se nasceu ou foi criado. Músicas que são capazes de dar vida a um lugar. Que nos faz entender esses lugares não como simples locais geográficos, mas como um espírito independente que rege e protege a vida dos seus filhos da terra. Ou dos que decidiu acolher. Nesta postagem eu vou dar o exemplo de duas músicas brasileiras em que consigo chegar perto desse sentimento. Mas ainda não atinjo o que quero dizer nessa postagem. As duas músicas são: "Guri" e "Linda Baby", respectivamente dos autores J. B. Machado/J. M. Silva e Pedrinho Mendes. A primeira, trata do Rio Grande do Sul. A segunda, do Rio Grande do Norte. Ouçam os que tem ouvidos, e sintam os que sabem sentir:
"Guri"

"Linda Baby"

Mas como eu disse, essas duas músicas ainda não conseguem transmitir o que eu sinto quando escuto o cantor country norte americano John Denver. Suas letras voltadas para sua terra natal e sua voz consegue me transmitir um sentimento inexplicável de saudade do que nunca tive. Consegue me fazer querer ter nascido parte disso. Quem me conhece, sabe que amo a minha terra, mas não sei o que é esse sentimento que me passa ao ouvir essas músicas nativistas do Denver.

Postarei três delas aqui... mas há outras para quem se interessar. Veja quão belas essas músicas são... Acho que não sentirão da mesma forma que eu... mas... :) Boa Semana!

Take me Home, Country Roads

Wild Montana Skies

Rocky Mountain High