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segunda-feira, 14 de julho de 2014

EM MUNDO DE CORRENTE DE WHATSAPP, QUEM MANTÉM A COERÊNCIA É REI.

Engraçado...

No mundo do WhatsApp, as mensagens e correntes chegam em uma velocidade tremenda. Uma delas, mais recente, após a eliminação do Brasil na Copa, vem falando que a derrota no Brasil traz uma reflexão sobre os problemas que o país passa, fala de termos que perder o jeitinho malandro brasileiro, dos governos que botam alimentos em nossas bocas ao invés de nos fazer obtê-los, de sonegação de impostos, de furação de filas, etc, etc, etc.

E termina com as pessoas dizendo: apoio 100%.

É incrível ver como basta um simples campeonato de futebol acabar, para que as pessoas tenham essa "grande" iluminação política e social. Uai... eu ainda consigo ouvir o eco dos gritos de "Gol" e "Sou brasileiro com muito orgulho, com muito amor!".

Será que estou louco? Pessoas que criticaram de forma ENFÁTICA minha posição, agora pulam para o que eu já defendia muito antes do Mundial começar? Sem absolutamente nenhum constrangimento, parecem jogar fora o que acreditavam por causa de uma corrente de WhatsApp? É efeito das palavras bonitas ou o sonífero perdeu a força com a eliminação?

Isso só mostra o quão fraca de mente as pessoas são. Isso só comprova tudo que disse ao longo dessa Copa: Que a vitória da seleção brasileiro funciona como um anestésico poderoso nas pessoas. E não estou falando apenas do cidadão mais humilde não... tô falando de diplomados, da suposta alta estirpe (apenas suposta) intelectual do país.

Não sou do tipo que diz: "Eu avisei!", mas é muito engraçado ver essa corrente aí...

Uma coisa eu me orgulho em levar comigo para o túmulo: coerência!

quarta-feira, 9 de julho de 2014

A COPA NÃO FOI COMPRADA?


A resposta para essa pergunta é: aparentemente, não! Explico.

Em meio a tantos problemas enfrentados em relação à realização do Mundial de Futebol no Brasil, acreditei, junto com tantos outros, que a Copa do Mundo estaria comprada! Seria uma forma de explicar certas isenções de impostos à FIFA, uma forma de a população não olhar muito para os superfaturamentos das obras, das mortes ocorridas, das remoções do povo de suas áreas de moradia, etc, etc, etc.

Defendi sim, que o Circo estava armado para o famoso HEXA.

Acontece que, por mais que você explique, os que não estão dispostos a entender, não entenderam que "Comprar a Copa" não era dar dinheiro aos jogadores de outras seleções, aos técnicos e assim vai. "Comprar a Copa" é investir num poder de influenciar certos resultados, para se tentar beneficiar uma seleção específica.Venhamos e convenhamos que a FIFA não é uma instituição proba e dotada de honestidade. Com tantos escândalos no meio futebolístico, ou casos mal contados, não me surpreenderia que isso acontecesse!

O Brasil aparentemente não vai vencer a Copa do Mundo. Estamos no final do Primeiro tempo e a Alemanha está vencendo por expressivos e irrefutáveis 5 gols a zero.

Quero então, neste momento, me retratar e dizer que não acredito mais na Copa comprada. Ou seja, eu provavelmente estava errado sobre isso! "Provavelmente"? Sim, provavelmente. O que eu quero dizer é que não acredito mais nisso, mas isso não exclui o fato de poderem ter tentado. (Para quem não é bom em interpretar textos, estou dizendo que não excluo a possibilidade da tentativa, mas que já não mais acredito que ela tenha existido). Afinal, aprendi com esse erro, e dizer que de fato NÃO estava, seria admitir a possibilidade de estar novamente errado. Por isso eu passo a apenas não mais acreditar em tal fato que defendia.

Fechando esse ciclo (carma, para mim), de Copa do Mundo para o Brasil, reitero que, assim como MILHARES e talvez MILHÕES de brasileiros, tive e tenho meus motivos para não torcer para seleção brasileira NESTA Copa.

Resta-me só lamentar sobre aqueles que possuem visão tão limitada sobre isso, que não conseguem separar o que é ser "contra a seleção" e "contra o Brasil".

Nunca fui contra o pensamento de ninguém apoiar a Copa! Apoiar a seleção. Não xinguei, não desrespeitei e não quis impor meu pensamento para cima de ninguém que pensasse o contrário de mim, pois isso não faz parte do meu caráter e nunca fui de brigar por "futebol". Mas deixo registrado aqui que a recíproca não foi verdadeira. Resisti a todas as baixarias e desrespeitos (vindos de alguns, não estou generalizando). Devolvi com cortesia, pois este sou eu.

No mais... Espero que a comoção de tantos torcedores no estádio, passe um pouco também para a maior parte da população deste país que é lindo, mas vive mal. Espero que sobrem algumas lágrimas da torcida para os que não possuem hospital para ir, ou para os que morrem na espera de um leito, ou para as crianças sem merenda escolar!

Que a indignação contra Felipão (já percebi que ele será o alvo), se faça presente nos políticos corruptos, independente de partidos; que se indignem contra os socos nos estômagos dos brasileiros de bem, que vivem e lutam anonimamente por um país mais justo e não são reconhecidos!

Àqueles que entenderam o meu raciocínio (independente ou não de concordarem), meu muito obrigado! O mundo e a democracia são feitos de pessoas como vocês!

Àqueles que resumem uma longa reflexão minha e de outras pessoas sobre os motivos de não querer torcer para um time de futebol na atual situação em questão e os problemas que ela traz, a contra argumentos simplórios e chavões prontos, minha indiferença!

domingo, 29 de junho de 2014

NAVEGAR É PRECISO...


A vida é uma caixinha de surpresas. Às vezes nos acontecem coisas boas. Às vezes nos acontecem coisas ruins. E a vida é tão louca, que às vezes nos acontecem coisas que nos deixam muito felizes e tristes ao mesmo tempo. 

A vida é assim... um misterioso jogo de ganhos e perdas, de altos e baixos, de sonhos e realidade! E o legal é que a gente tá "solto" no meio de tudo isso. Horas sendo levado por caminhos interessantes, horas permanecendo por mais tempo em outros locais, também interessantes, e assim vai nosso barquinho à mercê do Senhor Vento. É bem verdade que nosso conhecimento sobre os céus, os mares e a arte de velejar, pode fazer com que consigamos cada vez mais dominar esse barquinho nosso.

Ser Professor é uma das maiores dádivas que eu conquistei nesta, ainda incipiente, vida! É um dos meus grandes orgulhos. Acho que meus olhos dizem isso. Por mais que eu me chateie com algumas coisas, com algumas pessoas, tudo isso parece pequeno diante de uma aula bem ministrada, de uma dúvida tirada, de um sorriso de gratidão! Ahhh os sorrisos...   Gosto de tê-los sempre perto, gosto de dá-los e gosto de imaginar que o mundo real é parecido com o mundo de uma sala de aula. Ambos são mágicos.

Voltando ao meu barquinho...

Depois de tanto me manter em um lindo Porto, uma linda terra, depois de tanto aproveitar das riquezas dessa terra, contribuindo com ela também (espero que com mesma intensidade), senti que os ventos começaram a mudar. Ahh, os ventos...

Aquele Porto que me foi tão seguro por cinco anos... que me recebeu quando ainda nem entendia direito o que era a arte de velejar, estará sempre no meu coração como lembranças 100% positivas. Aquele porto me fez crescer e acompanhar crescimentos, me fez sorrir, me fez chorar (sempre... sempre de alegria); aquele Porto me fez um marujo de verdade, dono de meu próprio barco; aquele Porto exigiu que eu aprendesse através do erro. Sim... ele me foi tão generoso que me deu a possibilidade de errar e aprender. 

Outro Porto talvez tivesse me desestimulado. Este não... no fundo, eu sempre soube que ele estava me preparando para águas mais fortes, para ventos mais velozes e até mesmo para tempestades. E arrisco dizer, que sem os aprendizados desse Porto, eu poderia ter me afogado se tivesse me aventurado à outras águas antes do tempo.

Mas o tempo mudou...

As condições do tempo pareceram favoráveis para aventurar-me, com meu barquinho, em novas e desconhecidas águas. Mas sem o antigo Porto seguro... não tinha como.

O velejador que se acomoda e fica no primeiro porto que encontra, não se torna um melhor navegante. O crescimento e o aprendizado estão intimamente ligados às novas aventuras e às novas oportunidades de lançar-se ao mar. O que não significa dizer que partir do Porto Seguro não seja doloroso... não traga medo... não nos preencha de incertezas! E assim é a vida... e assim é o vento... e assim é o navegante.

Crianças... o vento mudou para meu barquinho. Ele mudou e mostrou-me que é hora, mesmo com toda a dor em meu peito, de colocar novamente o meu barquinho na água. E esse barquinho já não toca mais a terra do meu primeiro, e eternamente seguro, Porto chamado CAdE.

Talvez essa alegoria tenha sido para tentar explicar os sentimentos que passam em mim agora... Se consegui fazê-los entender um pouco, fico feliz... Mas com certeza ela não serviu para representar nem um quinto de tudo que eu gostaria que vocês soubessem.

Torci bastante para que eu pudesse dar essa notícia em sala de aula. Olhando para vocês. Mas os ventos foram tão bruscos e o clima tornou-se tão favorável para o barquinho zarpar, que ele zarpou sem a oportunidade de dizer: "Até breve" olhando para aqueles que fazem desse Porto Seguro um local tão inexplicavelmente belo.

Dói... E vocês não sabem o quanto dói. Mas como eu disse no começo, é uma dor no peito que se mistura a um sorriso no rosto, pois novas águas, novas pessoas, novos ventos e novas rotas estão à minha frente para que eu possa desbravá-las.

É claro que agora sou um desbravador mais experiente... e devo isso a todos que passaram pelo CAdE em 2009, 2010, 2011, 2012, 2013 e 2014... Muitos se tornaram amigos pessoais. Tantos outros levaram parte de mim com eles, mas deixaram partes lindas deles comigo. Um escambo com trocas equivalentes.

Tanto há o que ser dito... Mas nada é tão importante quanto isso: Eu amo vocês! Não é da boca pra fora. Não é no calor do momento. Não é resultado das lágrimas que querem descer dos meus olhos agora... É algo muito maior que isso. Algo que eu espero que vocês possam sentir um dia!

Por favor... amem a escola de vocês! Eu repito... ela é inexplicavelmente linda! Obrigado por terem deixado com que eu fizesse parte dela por tanto tempo. 

Obrigado especial a Kokinho, que disse em janeiro de 2009 para eu deixar meu currículo em Parnamirim.

Obrigado especial à Lúcia Melo, por tudo que me ensinou e por ter dito as palavras que eu tanto queria ouvir, faltando dias para começar o ano letivo de 2009: "Seja bem vindo ao CAdE!"

Obrigado especial aos irmãos Henrique e Leonardo Lucena, o primeiro pela(s) oportunidade(s) e confiança! O segundo por ser uma pessoa tão acessível e batalhadora pela melhoria da Escola.

Obrigado a todos os funcionários e funcionárias que participaram dessa aventura comigo. Rárika e Alberi serão os ícones porta vozes desse obrigado!

Obrigado aos Professores amigos que também deixaram seus barquinhos naquele lindo Porto por um tempo... Dividimos momentos inesquecíveis! E não dá pra citar nenhum para não correr o risco de ser injusto com algum.

Obrigado ao Professor Spencer, que me ajudou a ser a pessoa que sou hoje.

Obrigado ao amigo Ricardo, que me alertou de que os ventos estavam passíveis de mudança... Sem ele, talvez, meu barquinho tivesse perdido essa chance de conhecer novos mares. Além dos amigos que já estão em alto mar e que foram me ajudando a enxergar novas rotas e caminhos (Yama, por exemplo).

E o último obrigado, mas arrisco dizer que o mais importante de todos esses: Obrigado a cada um dos alunos do CAdE! Sem vocês não haveria barquinho nenhum... Sem vocês não haveria Porto Seguro... Sem vocês (e não tenho como não lembrar também das turmas de 2009, que me fizeram entender que eu amo tudo isso)... Não haveria Sensei.

Sim... 

É o fim de um Ato.

Mas o espetáculo tem que continuar!


sexta-feira, 20 de junho de 2014

EVENTO CERTO, NO MOMENTO ERRADO


A Copa do Mundo de Futebol é, de fato, um evento bonito.

É uma pena que tenha vindo para o Brasil num período tão difícil e cercado de problemas sociais, econômicos e políticos, que impossibilitam minha participação de forma direta deste evento!

No último dia 19 (junho), fui aos arredores do estádio Arena das Dunas (aqui em Natal), para fotografar um pouco. A fotografia é, para mim, como se fosse uma garota que esteve sempre ali e foi me conquistando aos poucos. Quando menos esperava, eu já estava apaixonado por ela. Esta é uma metáfora boa, mas que só serve para a fotografia até o momento. hahahahahaha

Como eu gosto muito do Japão, de sua cultura, de seu povo, escolhi esse dia para fotografar e poder ficar mais perto deles... Aproximar-me mais do modo de viver desse povo.

É uma pena mesmo, que nosso país não seja sério (e nem vou discutir os motivos aqui). Eu teria gostado de ter aproveitado um evento desses de perto. Mas primeiro a dignidade e coerência...

De resto... Copa do Mundo tem de quatro em quatro anos. Um dia, quem sabe, se for o caso, irei a alguma em outro país que organize o espetáculo de forma a dar orgulho aos seus cidadãos de bem.

Obs: Fico devendo as fotos por enquanto. Quando conseguir colocar minha marca nelas, editarei a postagem e incluirei algumas. :)

quinta-feira, 12 de junho de 2014

UM SUSPIRO DE ORGULHO DE UM PAÍS AGONIZANTE


Prestes a se aposentar, o Ministro do STF Joaquim Barbosa, mais uma vez mostra que seu caráter continua afiado. Famoso pela época do julgamento do Mensalão, Barbosa está à beira de sua aposentadoria e não descarta uma futura candidatura política. 

Enquanto muitos petistas ficam indignados com suas atitudes, a população brasileira agradece à Joaquim por ter feito o que era sua obrigação: julgar de forma racional os acusados do Mensalão. Duro em suas posições, como caba um Juiz a ser, Joaquim Barbosa já anunciou que os tempos que se seguirão serão escuros... com outras palavras, claro.

Vejam o vídeo abaixo:

Para bom entendedor, meia palavra basta!

Dessa vez, o Ministro mandou que os seguranças retirassem o advogado do ladrão José Genoíno, que insistia em tumultuar a sessão do STF, que não havia pauta para aquela discussão.

Assistam abaixo...

Só nos resta lembrar que o Ministro deixará saudades aos brasileiros honrados. E são momentos como esse que nos fazem dar um suspiro de orgulho em meio a um país agonizante...