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domingo, 31 de agosto de 2014

ROSA DA INGLATERRA

Há exatos 17 anos, o mundo perdia a "Rosa da Inglaterra".

A Princesa Diana foi uma Princesa no mais nobre e simples sentido da palavra. Ganhou a alcunha de "Princesa do Povo" e ficou lembrada por suas ações filantrópicas.

O amor devoto que ela recebia do povo britânico (e porque não, mundial), só confirma uma coisa evidente: a Monarquia é o único sistema democrático capaz de personificar a Egrégora de uma Nação. Personifica-se, geralmente, na Família Real, mantenedora e guardiã das Tradições da Pátria.

O amor por Diana (veja as demonstrações de carinho após sua morte no vídeo abaixo) é o amor de um povo por uma mulher que representa os anseios mais íntimos. A sede de Justiça, a vontade de viver em um mundo melhor, a candura ao educar os filhos, o próprio amor incondicional pelos seus garotos... a simplicidade, mesmo se sendo Princesa.

Diana, como costuma ser a Família Real, é parte da família dos cidadãos britânicos. E a dor de perder alguém da família é enorme. Percebemos isso quando há um casamento real, ou o nascimento de um novo príncipe, ou o aniversário da rainha da Inglaterra. Qualquer comemoração que envolva a Família Real (não só na Grã-Bretanha, mas nas monarquias ao redor do mundo) é festa nacional, pois o povo se sente parte dela. Sentem-se bem representados por eles!

Seu amigo pessoal, Sir Elton John, fez uma música para Lady Di e a tocou em seu funeral. Segue abaixo o vídeo:


Diana parece ter sido um exemplo de Luz no mundo. Que sua Luz possa estar iluminando outros rincões no dia de hoje! Abaixo segue minha humilde homenagem à Eterna Princesa.


sexta-feira, 22 de agosto de 2014

QUANDO MENOS SE ESPERA...


Quando menos se espera, estamos distantes.

Distantes fisicamente... distantes emocionalmente... distantes espiritualmente.
Com tudo caminhando bem, os ventos mudam seus rumos, pois ele não aprendeu a nos obedecer. Bom marinheiro é quem navega independente da orientação das correntes marítimas ou dos ventos. "Nenhum vento é favorável quando não se sabe onde quer chegar!", já dizia um antigo pensador.

De repente, perto... De repente distante.

E assim é a distância física, emocional ou espiritual.

Um mar de sei-lá-o-quê...

terça-feira, 12 de agosto de 2014

ATÉ BREVE...


Quis o destino que, até onde eu sei, nossa primeira e última foto juntos fosse basicamente a mesma... com um intervalo de 28 anos entre elas. Surpreendeu-me, depois que vi a foto, o seu sorriso tão puro e singelo em meio à fraqueza de seu corpo. Menos de três meses antes de sua partida, e lá estava aquele sorriso... Só hoje eu realmente me dei conta, pelos comentários de seus entes queridos que aqui permanecem por um tempinho a mais, como uma de suas características/qualidades mais marcante era o bom humor. Comecei a relembrar minha infância perto de você... Lembro de ouvir uns palavrões bem grande e minha mãe reclamando da senhora falando isso perto de mim.

Uma das minhas lembranças mais antigas também, está ligada à senhora. Íamos no seu jardinzinho olhar aquelas bolinhas vermelhas em cima dos cactos (não sei se eram cactos), ou contar quantas raminhas novas apareceram na palmeira de frente de casa. São lembranças muito antigas mesmo... E era você que lá estava!

Depois de sua partida eu ainda não consegui chorar. Até me sinto mal por isso... Mas acho que cada um tem a sua forma de luto. Já derramei lágrimas de pesar antes de hoje. E acho que elas bastam. Nós tendemos a ser muito egoístas. Querer que o outro fique, mesmo quando é hora de partir. Dois anos atrás, estávamos todos preparados para o pior. Segundo os médicos, só um milagre faria a senhora voltar da sala de emergência depois daquele ataque. E não é que a senhora voltou? E não é que Deus escutou as preces de tantos para deixá-la um pouco mais com a gente. Ganhamos mais dois anos de sua presença, e como não ser grato por isso? Talvez por isso eu entenda que não poderíamos exigir ainda mais... Pedimos uma vez e fomos atendidos. Será que não nos damos por satisfeitos nunca?

Pedir... pedir... pedir... Falta-nos a lembrança de agradecer! E eu sou grato por todos os momentos que pudemos ter perto de você!

Não... eu não frequento velórios e nem sepultamentos. Algo mais forte do que eu me impede. E sim, eu consigo suportar as críticas que sei que recaem sobre mim. Não culpo quem critica. Muito menos os julgo. Minhas preces, minhas orações, todas elas são sinceras e o fato de eu ir ou não nesses últimos momentos não me faz melhor ou pior do que sou.

Fui vê-la ainda nos seus últimos momentos... Segurei sua mão... Senti aquele quase imperceptível aperto contra a minha... E ali eu soube, que a senhora sabia que eu estava lá. Por pouco tempo... Mas estava.

Assim como dois anos atrás, espero que possa ter sentido o que passava para ti. Coisas do meu mundo espiritual. Tantos agiram naquele problema dois anos atrás... levaram um pouco de mim. E espero que esses mesmos seres possam ter te ajudado nessa transição.

Chega de falar... São coisas muito íntimas que grande parte não entenderia.

Fato é que aprendi algo muito bonito hoje. Uma amiga me disse que quem é realmente católico, há uma alegoria que achei das mais lindas. No momento de nossa partida, Santana, mãe de Maria, vem nos acompanhar junto a um ente querido.

Para o resto da minha vida não é a memória de um caixão descendo, ou de um rosto pálido sendo velado, que terei comigo. É de suas costas... é da senhora andando segurando a mão de Santana em um dos lados e a mão do seu filho amado do outro. E talvez... quem sabe... com aquele tercinho que eu te dei e a senhora gostava tanto de rezar nele!

Sem dores...Sem maiores dificuldades...

Apenas siga a Luz!

E um dia nos encontraremos novamente... seja no plano espiritual, seja em outra vida terrena.

Tchau Vovó Lúcia...Até qualquer dia.

domingo, 3 de agosto de 2014

TEMPO NUBLADO


Saudações caros leitores!

Não, não falaremos sobre meteorologia. 

Quem nunca passou por tempos difíceis na vida? Eu imagino que a alegoria de um céu nublado é suficientemente boa para expressar esses momentos. Geralmente um dia ensolarado nos proporciona mais prazeres, mais atividades possíveis de serem realizadas, etc.

Mas nem sempre nossa vida está repleta de prazeres. Por mais que a gente decida ser uma pessoa feliz, é impossível viver uma vida sem ter que passar por dias chuvosos. A chuva pode estragar alguns de nossos planos, por mais que ela também possa, de alguma forma, nos trazer coisas boas. Nem sempre conseguimos observar, mas feliz daquele que tem a sensibilidade para perceber.

Atualmente o tempo está meio nublado. Coisas da vida! Sei que o céu de tantos outros também está, e talvez por grandiosas e até inimagináveis tempestades, mas cada qual está destinado a carregar sua cruz, não?

Por mais que alguns entendam que esses momentos são normais, o céu não fica mais bonito por causa disso. Mas precisamos esperar pacientemente as nuvens se dissiparem... só assim poderemos novamente aproveitar o brilho que o sol pode nos dar.

Os dias nublados, talvez, nada mais sejam do que um céu choroso. 

Lágrimas da Vida...

domingo, 27 de julho de 2014

"PRECISA-SE DE NOVOS ESCRITORES!"


“Precisa-se de Novos Escritores!” 

Eram esses os dizeres da nova placa que colocaram no Céu naquela semana estranha. Alguns anjos que passavam por perto pareciam não entender direito.

“Ordens do Rafael!”, dizia Ariel com um olhar que não respondia muita coisa.

Os anjos mais novos não compreendiam porque a placa fora fincada naquela nuvem. Os mais velhos pareciam um pouco surpresos com a necessidade daquilo. “Geralmente Ele prefere deixar que, vez por outra, algum deles apareça para uma visita... Convocação é coisa rara.”, disse Seraphiel. E de fato, parecia uma convocação! Algo estava acontecendo.

A placa fincada naquela nuvenzinha, pequena, mas bem consistente, era invisível aos olhos comuns. Diz-se pelos Céus que a mensagem carrega um pouco do poder do Criador, e sendo assim, ela chega aos que estão em temporada pela Terra na forma de inspiração.

Esta não foi a primeira placa colocada por lá, como bem lembrou Pravuil, arcanjo quase sempre responsável por fazer os registros delas. “Lembram que há um tempo precisou-se de algumas belas vozes?  E teve também aquela que convocou alguns de bom humor, e ainda aquela outra que simplesmente dizia ‘Precisa-se de boas pessoas!’, e como vieram muitos nessa última chamada...” Os anjos em volta, que pareciam já em uma espécie de reunião, concordaram e escutavam curiosos as explicações do autor daqueles novos dizeres. “De qualquer forma, estou cumprindo ordens superiores!”, disse Pravuil dando um tom de fim de papo.

Fato é que a placa fora colocada e alguns já esperavam, há alguns dias, a resposta lá de baixo. A inspiração teria passado despercebida por todos? Não... Era Ele quem estava convocando. Quem fosse escritor dos bons, perceberia aquela placa, de uma forma ou de outra.
Eis que no dia 18 daquele mês (os anjos não conhecem muito os meses terrenos), um sujeito de óculos quadrados, com aros pretos e já com certa idade terrena, é pego pelo anjo Gamaliel analisando a placa colocada há uns dias.

“É aqui que estão precisando de escritores?”, perguntou sorridente o simpático homem. Gamaliel sorriu em resposta ao homem e deu-lhe um abraço de boas vindas.

Já no dia seguinte, outro homem foi pego a observar a placa e olhando para os lados como quem pensa: “É aqui mesmo!”. Mas antes que ele pudesse dizer o que pensava, lá estava Gamaliel, com as asas ainda por se fechar, e chegando levemente dizendo-lhe “Sim, é aqui mesmo!”. A aparência deste novo convidado era também de certa idade, faltava-lhe os cabelos no meio e os que tinha do lado já eram todos brancos. As sobrancelhas pareciam pedaços de nuvem retiradas por ele ali da região e colocadas sobre os olhos. Mas eram só sobrancelhas mesmo. “A placa está fazendo efeito!”, foi o comentário feito por um serafim na hora de descanso dos anjos daquela região. Alguns ainda estavam curiosos sobre os que tinham chegado e se ainda haveria de aparecer mais alguém. “Não me foi pedido para retirar a placa”, disse Pravuil.

Nos dois dias seguintes, alguns anjos ficaram de plantão próximo da nuvem onde fora fincada a placa (nem sempre no mesmo lugar, vale lembrar, pois às vezes as nuvens viajam a uma velocidade que nem imaginamos, mas para os anjos, quase todo lugar é perto), mas para frustração deles, ninguém mais havia aparecido.

Como que apenas para contrariar o desejo de quebrar a rotina de alguns anjos mais desocupados, quando eles pararam de vigiar a placa, exatamente no dia 23, eis que um senhorzinho, ainda mais velho do que aqueles outros dois, foi pego abanando e assoprando a base da nuvem que segurava a placa, como que tentando entender como aquele pedaço de madeira diferente conseguia ficar preso na nuvenzinha. “Algum problema, meu caro?”, perguntou Pravuil ao simpático senhor. “Olhe meu amigo, problema mesmo eu já não tenho mais nenhum. Acabei de resolver tudo! Mas se o senhor puder me ajudar a entender como danado é que esse pedaço de pau ta enfiado nessa nuvem, eu já me dou por satisfeito!”. O anjo soltou uma gargalhada e pediu para que o homem esguio o acompanhasse. “Digamos que a nossa Pedra do Reino lhe dará essa e outras explicações!”.

E os dois começaram a caminhar pelo nada, juntos, conversando como dois antigos amigos.

No final daquele dia, Gabriel veio até a pequena, mas consistente, nuvem e retirou a placa dali. “Parece que esses três grandes, já são o suficiente por hora”, foi o que o anjo mensageiro pensou.

Rodrigo Cavalcanti Felipe.
23.07.2014

Em homenagem a João Ubaldo Ribeiro, Rubem Alves e Ariano Suassuna,
que parecem ter percebido a inspiração da plaquinha na nuvem.