Saudações! Há meses eu não postava uma dica de filme, então aqui está ela!
Dentre muitas produções que saem todos os meses nos cinemas, a dica de hoje é mais interessante, pois trata de uma história criativa e, na minha opinião, bem contada. Não é algo previsível e faz com que a gente se coloque no lugar do personagem principal.
Você é um looper, um assassino contratado. A época é um fututo próximo, e sua função é matar homens do futuro que enviam para você através de uma viagem temporal (no filme, viagens no tempo serão possíveis em alguns anos). Esses homens interferem nos negócios de poderosos mafiosos do futuro. A viagem no tempo foi proibida, e é usada ilegalmente por gangues criminosas preocupadas em lucrar. Uma boa maneira de matar alguém sem deixar vestígios, é enviá-lo para o passado, e é lá onde o looper faz o seu trabalho, matando o homem e dando fim ao corpo.
E se você pudesse conversar com seu "eu" futuro?
Entretanto, o trabalho de um looper não é tão simples. Quando ele não serve mais, é dado uma recompensa muito maior e ele é enviado ao passado, para morrer. A recompensa, que vem do futuro, ficará com o próprio looper, ainda jovem, para que aproveite os próximos 30 anos de vida. Depois disso, ele se verá ajoelhado, frente ao looper que irá matá-lo. Frente a ele mesmo.
Não vou contar o filme, mas quero instigá-los a vê-lo. O que você faria? Desempenharia sua função e mataria a você mesmo, em troca de uma boa grana? Mas e se o seu "eu" futuro soubesse e tivesse vivenciado coisas que você, ainda jovem, nem sonharia? E o seu "eu" mais velho pudesse encontrar o homem que transformou o mundo num caos, e matá-lo antes que ele pudesse crescer?
Pois bem, a trama é bem feita e me deixou satisfeito. Resta saber se vocês vão gostar! Assistam nos cinemas e comentem na postagem! Vejam o trailer legendado ao final da postagem,
→ Ficha Técnica:
Diretor: Rian Johnson
Elenco: Bruce Willis,
Joseph Gordon-Levitt, Emily Blunt, Jeff Daniels, Piper Perabo, Paul
Dano, Garret Dillahunt, Pierce Gagnon, Tracie Thoms, Han Soto
Produção: Ram Bergman, James D. Stern
Roteiro: Rian Johnson
Fotografia: Steve Yedlin
Trilha Sonora: Nathan Johnson
Duração: 118 min.
Ano: 2012
País: EUA
Gênero: Ação
Cor: Colorido
Distribuidora: Paris Filmes
Estúdio:
DMG Entertainment / Endgame
Entertainment / FilmDistrict /
Ram Bergman Productions
Muito se tem discutido nesses dias sobre a possibilidade de anular o voto nas eleições. Alguns vão dizer que é a melhor saída, outros vão falar em direitos conquistados... Eu vou falar!
Em algumas horas, sairei para "exercer minha cidadania". Ora, palavras bonitas para mascarar a realidade. Cidadania? Por causa do meu voto? Não... não é bem assim que a banda toca. Pensadores de tempos atrás, considerados à frente de seus tempos, criaram teorias que até hoje encontram morada nos livros acadêmicos. A ideia de que o Estado nada mais é do que um contrato social entre governantes e governados, ainda hoje é bastante válida. Mas .. vamos lá: o que é um contrato? De acordo com alguns dicionários a definição é esta: Um contrato é um vínculo jurídico
entre dois ou mais sujeitos de direito correspondido pela vontade, da
responsabilidade do ato firmado, resguardado pela segurança jurídica em
seu equilíbrio social, ou seja, é um negócio jurídico bilateral ou plurilateral. É o acordo de vontades, capaz de criar, modificar ou extinguir direitos.
Se eu fizer um contrato de aluguel de uma residência, e eu ou o outro lado começar a descumprir acordos firmados, tenho o direito de cancelar esse contrato? Juridicamente sim! Correto... então se há um contrato entre governantes e governados, se há um contrato entre o Estado e seu povo, e o Estado passa a descumprir os acordos? Posso cancelar minha participação nesse contrato? No Brasil, parece que não.
O artigo 6º da Constituição diz que: São direitos sociais a educação, a saúde, a alimentação, o trabalho, a
moradia, o lazer, a segurança, a previdência social, a proteção à maternidade e
à infância, a assistência aos desamparados, na forma desta Constituição.
Será mesmo que esses direitos me são assegurados? Eu que trabalho, pago impostos e cumpro minhas obrigações e deveres de cidadão brasileiro? Não! Para uma boa educação, meus pais pagaram por ela, visto que a oferecida pelo governo não era (nem é) de qualidade; pago mensalmente meu plano de saúde, pois depender do SUS chega a ser desumano; tenho que pagar vigia de rua, ou colocar cercas elétricas ao redor de minha residência, pois, mais uma vez, não me é garantido o DIREITO à segurança... enfim. Os governos NÃO cumprem suas partes concernentes ao contrato, mas eu, sou obrigado a cumprir.
Eu sou obrigado a sair da minha casa, em um domingo, para enfrentar uma fila (nem sempre das menores), para votar em candidatos corruptos que, com toda a certeza do mundo, não têm como prioridades a melhoria da sociedade. Isso é democracia? Eu não ter a opção de NÃO votar porque, segundo alguns, muitos lutaram para que eu tivesse esse "direito"? Acontece, meu caro leitor, que no Brasil o voto não é direito, é dever. Eu posso abdicar de um direito, mas não posso abster-me de votar. Posso me abster de votar em ALGUÉM, mas não do ato de votar. Que grande absurdo! O pior de tudo é ver, de dois em dois anos, uma festa que enautece a "democracia" e a "qualidade" de nossas eleições, exemplo para o mundo inteiro.
Aqui começamos outro problema: nosso sistema eleitoral. Criou-se a falácia de que nossas urnas são exemplos em todo o mundo pela sua eficiência na apuração. Meus caros... nosso sistema é COMPLETAMENTE RIDÍCULO E FRAUDULENTO. Não sou apenas eu que digo isso. Políticos com um pingo de vergonha na cara já perceberam isso. Muitas pessoas sérias também defendem essa ideia. Vamos a alguns exemplos... O único país do MUNDO que adota o mesmo sitema eleitoral de urnas como as nossas, é a Índia. Na Alemanha, nosso sistema é considerado INCONSTITUCIONAL. Demos de presente ao Paraguai um lote com muitas urnas para eles, que as utilizaram em uma eleição apenas e depois as devolveu para o Brasil, pois não consideraram o sistema seguro. Veja os dois vídeos a seguir: o primeiro é de um ex deputado Fernando Chiarelli e é um vídeo curto, vale a pena ver. O segundo vídeo é uma belíssima explanação sobre a fraude dessas urnas em um programa on line Jurídico News. Assistir a esses vídeos é uma prova de cidadania muito maior do que votar nas eleições. Não deixe de conferir.
Com esses dois vídeos, imagino que sua ideia sobre as urnas eletrônicas possa ter mudado um pouco. Não é de hoje que as eleições do Brasil, ou parte delas, são compradas. Mascara-se tudo isso, repito, com uma falsa ideia de eficiência. Já parou pra se perguntar porque EUA, Canadá, Inglaterra, França e outros países de primeiro mundo não adotam algo parecido com o sistema do Brasil? Pois é... sempre me perguntei isso.
Voltando ao VOTO NULO.
Alguns vão dizer que votar nulo não anula a eleição. Claro que não. Nunca acreditei nisso. O meu voto nulo tem uma lógica muito simples. Há pessoas que defendem o voto para um candidato dito "menos ruim", para mim, que serei o representado, não aceito representantes ruins ou menos ruins. Quero um BOM representante, no mínimo. E se, dentre os candidatos, não há nenhum bom representante? Eu simplesmente não voto. Não participo dessa pseudo festa da democracia. Assim, quando tudo der errado, poderei ter a consciência tranquila de que não contribuí para isso. Comigo é simples: não há bons candidatos, não tenho porque entregar meu voto a nenhum deles. Votar consciente, para mim, é votar nulo. Votar branco seria mais como não se importar com quem vai vencer. Votar nulo é muito mais protesto do que votar em candidatos "engraçados", que hoje dominam o cenário político brasileiro, o que é uma grande vergonha. Votar nulo é me importar SIM, com quem vai ganhar. É dizer: por mim, nenhum de vocês venceria!
Pois é isto que tinha para dizer a vocês nesse dia de eleição. Irei para uma parada distante da minha casa agora, esperar um ônibos que mal passa durante o domingo, votar nulo e fazer o mesmo percurso de volta para minha casa. Perderei umas duas horas e meia. Tenho provas para elaborar e corrigir, mas, antes disso, sou obrigado a fingir ser cidadão (no conceito de cidadania "deles").
Tenham todos um bom domingo. E que nessas eleições, NÃO VENÇA O MENOS RUIM.
"Vida Longa e Próspera", é um dos dizeres mais bonitos que conheço. Representa, para mim, o desejo verdadeiro de felicidades para alguém. Uma longa e próspera vida, é sinônimo de uma existência que valeu a pena. E esta postagem de hoje tem destinatário certo.
A Vida não é algo que possamos controlar por completo e a todo momento. Há acontecimentos que talvez não estivessem previstos, mas que, por algum motivo, acontecem. Mudanças fazem parte disso. Não apenas mudanças físicas, comportamentais ou de personalidade. Mudanças de casa, bairro, cidade, região... tudo isso também acontece. Da mesma forma que uma mudança fez com que eu, em 2009, tivesse a oportunidade de ser Professor, em minha primeira turma, de um jovem e inteligente rapaz, outra mudança, desta vez este ano, faz com que este, antes aluno, hoje amigo, vá para uma cidade mais distante.
Lembrancinha de despedida! Para um bom leitor,
um bom autor. (Clique para ampliar)
Fizemos uma breve "despedida" numa lanchonete aqui perto de casa. Juntamos quem pôde vir e foi mais um momento legal. Seu irmão Rafael (uma das crianças mais inteligentes e educadas que já conheci), também apareceu. Ruan (companheiro de todas as horas) e Rodrigo (um dos mais esforçados e interessados alunos que já tive), ambos na UFRN agora, também compareceram.
Acontece que senti-me na obrigação de escrever um pouco sobre este amigo. Não em tom de despedida, pois sei que João Pessoa é uma cidade próxima e que eventos de anime serão palcos de nossos reencontros, mas em questão de homenagem mesmo.
O mundo precisa de bons Espíritos. De boas pessoas. De boas lideranças. Júnior represente um pouco disso. Um dos jovens mais educados que conheci e um verdadeiro Homem. Não me lembro de, alguma vez, ter o visto triste ou cabisbaixo. Sempre soube retirar o lado bom de tudo, e dessa vez não será diferente. Para quem me conhece, sabe do amor que tenho pela minha primeira turma. O meu primeiro ano do CAdE (colégio de Parnamirim) em 2009, me fez perceber que eu amo minha profissão, e, até hoje, falar daquela turma (que foram meus alunos em 2010 também), me traz lembranças da melhor época da minha vida até o momento. Isso, não há distância ou tempo capaz de apagar.
Para o pequeno/grande Rafael.
Edição nº 1 dos Cavaleiros de Atena.
A parte boa disso tudo é saber que muitas outras pessoas conhecerão Júnior. Provavelmente se tornarão pessoas melhores por apenas conviver com ele, pois isso aconteceu comigo.
Enfim, isso é um pouco do que eu tinha para dizer. Todos deveriam expressar as coisas boas que sente, sem vergonha. Mas entendo que isso é difícil. Eu mesmo não consigo sempre.
Saudações, meus caros leitores, assíduos ou não! :)
Esta semana tive contato com uma espécie de conto que traduz bem algumas situações pelas quais termino passando. Debates e conversas com pessoas de mente aberta, dispostas a discutir, ouvir, argumentar, contra-argumentar, muito me interessam. Todavia, nem todos estão preparados para isso.
Você já teve a oportunidade de conversar com alguém, que tem uma opinião irredutível e que não estará, nunca, disposta a aceitar qualquer dos argumentos? Esta pessoa começa interessada, e a partir do momento que os argumentos vão sendo postos à mesa, ela vai começando a te cortar, ou não prestar a devida atenção? Esta pessoa finge te escutar, e assim que você dá determinada explicação, ela emenda alguma frase como se tudo o que você disse, não teve importância ou relevância alguma? Ela se irrita ou leva a discussão para um lado cômico? As piadas começam a surgir e o melhor argumento dela começa a ser te ridicularizar? Parabéns! Você está jogando xadrez com um pombo! Isso mesmo, um pombo. Esse é o COMPLEXO DO POMBO ENXADRISTA!
Que vem a ser esse complexo? O Complexo do Pombo Enxadrista é utilizado, comumente, para descrever a ação de um dos participantes em um debate ou discussão. Quando o outro lado está utilizando-se das características que mencionei acima, ele está se comportando como um pombo jogando xadrez. A sua ação pode ser resumida a: agressão verbal, falácias como argumentos, defeca em todo o tabuleiro, bagunça as peças do jogo e sai voando cantando vitória. E aí? Já passou por isso? ^^
Pois bem, é cada vez mais comum este tipo de reação de pessoas em um debate. Não dê credibilidade a quem não leva a ideia do outro a sério. Comece por aí. Respeito é fundamental para qualquer discussão, independente do seu grau de discordância com o outro lado. Simplesmente não comece, quando perceber que do outro lado, há um pombo, prestes a cagar tudo, e sair voando se proclamando o melhor...
O mundo religioso está em alerta. Na última semana um filme denegrindo a imagem do Profeta Maomé ficou conhecido na rede (YouTube). O filme foi postado há pelo menos dois meses e recebeu o título de Inocência dos Muçulmanos (tradução livre). Ainda não se tem certeza de quem o postou. A conta do canal do saite que compartilha vídeos é no nome de Sam Bacile, corretor imobiliário de origem israelense no Estado da Califórnia, contudo, pessoas acreditam que este seja um pseudônimo de Nakula Basseley Nakula, cristão egípcio dono da empresa que gravou o filme.
Atores representam muçulmanos como sendo agressivos.
O que, na verdade, está em jogo, não é a autoria do filme, visto que não esperamos que ele concorra a nenhum prêmio ou coisa parecida, a questão, mais uma vez, é a disseminação de ódio gratuito contra um grupo específico de pessoas religiosas. Ora, eu nunca li o Al Corão para saber se ele realmente incita a violência e prega a morte aos que não são muçulmanos, mas ainda que o fizesse: ódio só gera ódio, e este parece o círculo vicioso tão difícil de ser quebrado.
Sabemos das brigas homéricas que cristãos têm com os muçulmanos (e vice versa), e sabemos como é necessário tão pouco para desencadear reflexos desastrosos. O filme veiculado já gerou ataques e mortes. Na Líbia, por exemplo, ataques feito à embaixada norte americana matou quatro funcionários diplomáticos, incluindo o embaixador no país.
Outra representação dos muçulmanos como violentos.
O filme mostra cenas de um Maomé mulherengo, e diferente do que prega as leis do Islã. Para os muçulmanos, denegrir a imagem de Maomé é considerado blasfêmia.
Quem não lembra das caricaturas Jyllands-Posten, jornal de maior tiragem da Dinamarca? Jornal onde foram feitas várias caricaturas do profeta Maomé e que geral a revolta no mundo islâmico e acabou por incitar ainda mais o ódio entre religiosos do mundo inteiro.
Caricatura publicada no Jyllands-Posten que mostra
o Maomé como homem bomba.
Acontece que este filme não foi o primeiro insulto feito ao profeta do Islamismo, e nem será o último. Daqui a pouco talvez comecem também as respostas deles aos cristãos. A briga, entretanto, parece ser muito mais política do que simplesmente religiosa, e muitas vezes quem perde são os civis. A falta de respeito entre as pessoas de diferentes culturas (e mesmo entre aquelas de culturas iguais), movimentam um ódio difícil de ser parado. Caberia a determinado grupo a missão de perdoar e responder de forma amigável e pacífica. Mas hoje, no mundo, não vejo líderes mundiais fazendo este tipo de ato.
Vamos fazer a nossa parte para que, com nosso exemplo, possamos influenciar positivamente o máximo de pessoas possível. Vamos amar quem é diferente. E, quem sabe assim, tenhamos um mundo melhor para nossos filhos.