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Mostrando postagens com marcador Reflexões. Mostrar todas as postagens
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segunda-feira, 15 de agosto de 2016

POR QUE O BRASIL É UMA VERGONHA OLÍMPICA?


Saudações!
 
Não preciso esperar acabar os Jogos Olímpicos 2016 do Rio de Janeiro para saber que, por melhor que seja a atuação do Brasil, somos um fiasco olímpico. Não! Isso não é “síndrome de vira-latas”, nem falta de patriotismo. Muito pelo contrário. É amar demais o país para pôr o dedo em uma ferida que muitos não têm coragem de fazê-lo, seja pelo mal do século, o Politicamente Correto, seja pela alienação de acreditar que uma medalha olímpica conquistada por algum brasileiro é mérito ou conquista de todos os outros! Não, não é!
 
Cada medalha conquistada por brasileiros é fruto de um trabalho e dedicação tão intenso que, eu e você, somos incapazes de entender, perceber ou até reconhecer. A medalha é deles. Não é dos brasileiros e, muito menos, do Brasil. No máximo, pertence a uma Egrégora Nacional que, há tempos, está adormecida. Mas não nossa!
 
Somos um país com mais de 200 milhões de pessoas. Uma Nação de extensão continental. O 5º maior país do planeta Terra. Países como Rússia, China e Estados Unidos, estão indo bem nas Olimpíadas... o que não é novidade. O Canadá, apesar de grande territorialmente, tem menos pessoas do que o Estado de São Paulo. Por que será então, que o Brasil não consegue se dar bem nos jogos? Por que uma medalha de ouro é algo quase inatingível?
 
O Brasil não valoriza o esporte. É... eu sei, não é nenhuma novidade! Mas enquanto não falarmos e repetirmos isso, talvez nunca conseguiremos mudar essa realidade. O país não investe e não quer saber do esporte. Daí quando chegam as Olimpíadas, temos que ouvir esse discurso barato e hipócrita. Eu fico doente só de pensar o quanto dos nossos jovens poderiam não entrar para o mundo das drogas se tivessem a oportunidade de se dedicarem aos esportes. Se as escolas, públicas e particulares, valorizassem uma quadra, uma piscina... mais que isso: se os governos tornassem os esportes como um carro-chefe de seus programas.
 
Um país que só conhece e investe no futebol (e ainda assim discrimina o feminino - mas torce por ele quando convém) por motivos claros de alienação, muito mais do que por querer dar um futuro melhor a alguém, está fadado a lutar por uma medalha de ouro apenas. Duas esperando o melhor.
 
O Brasil não quer e não vai investir em esporte, pois esporte tira jovens das ruas e os colocam como perseguidores de seus sonhos. O esporte lhes dá algo pelo que lutar, pelo que viver. Nossa classe de políticos não quer saber de pessoas que queiram crescer! Nossa classe de diretores não quer dar bolsas de estudos para promessas no campo esportivo (mas fará questão de dizer que ele foi aluno da escola se ele vencer). Nossa classe de sociedade discrimina um garoto que queira fazer ginástica ou uma menina que queira jogar bola. Como ser bom assim? Como dizer que “O Ouro é Nosso!”? Chega de hipocrisia! Não é não! O ouro é dos atletas que, muitas vezes com pouco apoio, conseguiram atingir um sonho de ser medalhista olímpico! Uma conquista que se torna tão merecedora, que não cabe em um texto explicá-la. Contra tudo e quase todos, eles chegaram lá!
 
Tratar como heroi depois que conquista a medalha, é fácil e nojento. Se os nossos jovens fossem tratados como herois olímpicos antes de sê-lo... talvez estivéssemos disputando lado a lado, medalha a medalha, a posição de 1º Lugar Geral Olímpico com os Estados Unidos da América. 
 
Ouvi dizer que ser desportista por lá, tem algum futuro e respeito. Nada mais coerente com as 26 medalhas de Ouro, 22 de Prata e 24 de Bronze que conquistaram - até o presente momento - nas Olimpíadas do Rio. 
 
Desculpem o desabafo.

sábado, 10 de outubro de 2015

"E ENTÃO VOCÊ DESCOBRIRÁ QUE DEZ ANOS FICARAM PARA TRÁS..."

"And then one day you find
Ten years have got behind you..."

Saudações Humanos!

Eu levei vinte e nove anos para começar a conhecer uma banda chamada Pink Floyd. E até o momento, o pouco que ouvi está me agradando muito. Por intermédio do meu aluno André, eu tive contato com duas músicas: Wish you were here e Time. O título desta postagem é uma parte da segunda música mencionada. 

A ideia que eu tinha do Pink Floyd era de uma banda de Rock muito pesado (e talvez até seja, já que ainda estou descobrindo), mas o que eu ouvi até o momento, não está me mostrando isso. Estou tendo contato com poesia travestida em letra e melodia. Aquele tipo de poesia cujo escrito faz muito mais sentido em inglês do que sendo traduzida. E para mim, quando você não consegue passar exatamente o mesmo sentimento na tradução, é porque o negócio tem um "quê" de especial.

O máximo de contato com a banda que eu tinha tido até o momento, foi o cantarolar de Another brick in the wall ou naqueles versos do Raul: "... Quebrou minha vitrola e minha coleção de Pink Floyd!" hehehehehe Mas agora sou obrigado a conhecer melhor... aos 29 anos!

Com três décadas de existência batendo à minha porta, acho que essa música, TIME, chegou na hora certa... afinal, acho que quando vamos atingindo essa idade, vem chegando o momento de pensar um pouco sobre o que fizemos até o momento. 

É isso! O Blog e o Vlog andam maio parados, mas se não houver nada a ser dito, é melhor deixar estar mesmo. Sempre que eu tiver algo a dizer, escreverei aqui ou postarei vídeo!

Obrigado por lerem! :)
Abaixo, Time.


terça-feira, 14 de julho de 2015

LAÇOS

"Os laços que unem sua verdadeira família
não é de sangue, mas de respeito e alegria
pela vida um do outro. Raramente membros de uma
mesma família crescem sob um mesmo teto!"

Saudações Humanos!

Desde a primeira vez que eu li essa frase, muitos anos atrás no livro: ILUSÕES, As Aventuras de um Messias Indeciso (Richard Bach), concordei com ela. Ouvi opiniões de pessoas mais velhas, sábias, que discordavam...  Mas ainda assim, eu concordo. Não tão radicalmente, pois acho que não seja tão raro essas famílias nascerem sob um mesmo teto, mas também não ignoro os tantos Espíritos que se reconhecem como família sem terem nascido sob um mesmo teto.

Comigo, isso já aconteceu algumas vezes. Tenho muitos "irmãos" que não são de sangue. Amigos que eu não fiz, mas os reconheci. Quando a Vida caminha de um jeito em que nem sempre dá para ter sua real família dentro do mesmo teto, nós temos que nos virar e esperar que o Acaso fique responsável por esses (re)encontros.

Pouco tempo atrás, vivenciei novamente isso, mas de uma forma mais rápida que todas as outras. Em pouco tempo, ganhei um novo irmão. Em apenas algumas semanas, saímos de meros desconhecidos para irmãos perdidos. 

E assim a Vida vai seguindo...

Nos apresentando familiares pelo mundo, fora alguns outros que não conheceremos...




quinta-feira, 11 de junho de 2015

A INCRÍVEL ESSÊNCIA MIRACULOSA DOS 18 ANOS!



Saudações caros leitores, como estão?

Antes de irmos para o assunto da postagem, gostaria de justificar a ausência inédita de mais de um mês deste Blog. Com o YouTube e o Facebook, sinto que os Blogs estão perdendo um pouco a força. O número de visualizações deste Blog caiu bastante comparado às visualizações quando o texto é postado nas Redes Sociais e talvez por isso eu tenha negligenciado as postagens. De qualquer maneira, ainda que não seja semanalmente, o Blog continuará sendo alimentado! ;)

Agora vamos à nossa postagem!

A Câmara acabou de aprovar a redução da idade mínima para se exercer o cargo de Deputado. Agora você pode ser deputado aos 18 anos! Senador também teve a idade mínima reduzida de 35 anos para 29. Mas o que eu realmente gostaria de tratar aqui, é sobre algo que a Ciência ainda está prestes a descobrir e que eu vou chamar de "A INCRÍVEL ESSÊNCIA MIRACULOSA DOS 18 ANOS".

Não sei como, mas nós nunca nos demos conta de como nossa vida muda ao completarmos 18 anos. Há relatos na História, desde os tempos dos mesopotâmicos, que quando a pessoa chegava aos 18 anos, ela passava por um transe, um ritual, que foi descrito em muitos documentos antigos. Não estou falando de um Rito de Passagem imposto pela tribo, clã ou qualquer coisa do gênero... estou falando daquele momento, quando o relógio bate a hora exata que você nasceu dezoito anos atrás, quando uma Luz de rara intensidade cai sobre nós e passamos a entender a importância que temos na sociedade.
O momento em que se atinge 18 anos e somos iluminados.

Com certeza você, caro leitor, deve ter passado pela experiência, mas como a Ciência ainda não investigou isso a fundo, tendemos a deixar isso passar desapercebido. Quando Isaac Newton não havia descoberto/criado a Teoria da Gravitação Universal, as pessoas voavam pelas ruas e estradas. Naquela época eram felizes. Mas, de uma hora pra outra, Newton percebeu que uma Força puxava os corpos... quando ele entendeu como funcionava mais ou menos, muitos tomaram uma grande queda. Há quem diga que a humanidade perdeu gênios naquele período por estarem eles voando alto quando a Lei da Gravidade foi descoberta. Isso é algo que não se costumam falar nas aulas de História.

Voltando à vaca magra...

Até os 17 anos, nós não sabemos quem somos, o que queremos, o que é certo ou errado e nem o que pode nos fazer bem ou mal. Aos 17 nós somos incapazes de pensar por nós mesmos ou de sair debaixo da saia de nossas mamães, pois somos apenas crianças num corpo mais crescido. O sexo sem camisinha, a gravidez precoce e todas as outras falhas, são apenas etapas de nosso crescimento e maturidade que, não se conquista, obviamente, aos poucos. A educação de nossos pais, professores, nossa experiência de vida, dentre outros fatores, não interferem em nosso crescimento ou maturidade. E como nós nunca nos demos conta disso????
Um claro exemplo de alguém que está quase chegando aos 18 anos.

Mas eis que Deus, em sua infinita sabedoria, determinou uma idade para podermos entender, de uma só vez, o segredo de tudo isso. Quando atingimos a maioridade, nossos tão sonhados 18 anos, nós nos tornamos seres capazes de distinguir o certo do errado, de guiar um automóvel, de compreender que matar alguém é errado. Que maltratar um animal ou humilhar pessoas em condições diferentes das nossas, não são atitudes para um adulto. Nossa... um adulto! Que orgulho devemos ter! Agora, a Câmara aprovou (mas falta passar pelo Senado) que aos 18 também recebemos a incrível essência miraculosa para representar nossos possíveis eleitores.

Vamos recapitular:

Dezessete anos, onze meses e vinte e nove dias = somos pequenos meninos e meninas esperando o momento de completar 18 anos e entender tudo que é errado e certo no mundo!
Dezoito anos = A essência da infinita sapiência adentra nosso cérebro e alma como que por osmose ou obra divida. Agora somos responsáveis.

Estuprar, matar, roubar, esfaquear, aos 17 aninhos, está cientificamente explicado que não merece uma punição mais severa. Estamos aprendendo... Mas com 18 a coisa é diferente, afinal, todos recebem esse pacote completo, sem distinção.

Eis a minha breve história sobre a incrível essência miraculosa dos 18 anos. 
Pode parecer absurdo agora... Mas um dia a ciência vai comprovar o que eu estou escrevendo aqui.

PS: Rodrigo, mas você não explicou uma coisa: se só aos 18 anos nós atingimos esse nível de sapiência, por que podemos votar com 16 anos, e não somente aos 18?

Eu não esqueci... apenas deixei para o final! A resposta é simples: As pessoas estão liberadas para fazer merda até os 17 anos e 11 meses, não estão? Sem sofrer graves consequência? Pois bem... é exatamente por isso que podemos votar aos 16 anos. No ramo da política brasileira... toda sorte de merda é liberada!

quarta-feira, 29 de abril de 2015

EU QUIXOTE!


Saudações humanos, como estão?

Durante a vida, muitos são os percalços que surgem e dificuldades que nos acometem. É exigido de nós (para alguns muito cedo, para outros nem tanto) atitudes que ajudem a lapidar da melhor maneira a nossa personalidade e a forjar nosso caráter. E este último, principalmente, deve ser forjado na mais ardente das chamas, pois só assim podemos ser realmente testados sobre nós mesmos. Este é o maior desafio de nossas vidas!

Ouvi dizer que Howard Gardner (psicólogo estadunidense que estuda as Múltiplas Inteligências na área da Educação), está descobrindo a existência da "Inteligência Moral". Parece-me que, segundo Gardner, algumas pessoas são propensas a serem moralmente "melhores" do que outras. Estou sendo superficial, pois não li sobre isso, apenas ouvi falar. Bem... se o pensamento dele for esse, sinto desapontá-lo, mas eu não acho que ele esteja de todo correto. O que ele chamou de Inteligência Moral, eu chamo de "Evolução Espiritual". A inteligência seria uma espécie de qualidade, que uns teriam e outros não, e sendo esta, moral, não seria justo que uns a tivessem e outros não. Já a evolução espiritual é muito mais justa. Todos, uma hora ou outra, terão... uns antes outros depois, dependendo de suas atitudes na Terra.

Esse segundo parágrafo foi apenas para introduzir o real objetivo da postagem: é preciso saber agir com aqueles cuja moral está em falta. Quando as pessoas possuem uma personalidade própria e um caráter forjado nas mais quentes chamas, a responsabilidade sobre o outro vem, de certa forma, junto. É um dos preços da evolução espiritual.

De uns tempos pra cá estou podendo sentir (não pela primeira vez) as ações de pessoas com pouca moral, honra, caráter e personalidade que tentam atingir as outras que, muitas vezes, sequer conhecem. E para coibir esse tipo de coisa, para me importar cada vez menos e focar no sentimento de pena que tenho por causa delas, recorro à uma comparação literária (só podia ser), para elucidar esse caso.

O velho D. Quixote, um idealista e sonhador que leu demasiadas histórias de aventura e cavalaria, passou a querer trilhar o mesmo caminho que seus heróis e foi-se a desbravar aventuras com seu fiel companheiro Sancho Pança. Uma das mais memoráveis cenas, é quando D. Quixote insistia em lutar com moinhos de vento, acreditando que eles fossem gigantes. Pois bem, caro amigo D. Quixote, também amante da leitura, nós temos algumas coisas em comum. Enquanto você lutava com moinhos de vento acreditando que eram gigantes, eu aprendi a lutar contra gigantes... acreditando que são apenas moinhos de vento. E de fato, é o que são para mim.




sábado, 21 de março de 2015

AS CRIANÇAS CRISTAIS



Saudações Humanos! Como vocês estão?

De pouco tempo para cá, nossa sociedade vem passando por um quadro preocupante: estamos criando filhos como se fossem cristais, não diamantes. Tanto os cristais quando os diamantes possuem seus valores, muitas vezes inestimáveis, mas há algo claro que difere os dois. Os cristais costumam ser extremamente frágeis, diferente dos diamantes, que possuem uma resistência fenomenal.

Durante o dia a dia, não precisa ser Professor para perceber que uma geração de cristais foi criada. Contudo, somos nós Professores que conseguimos perceber isso de muito perto e cotidianamente. Antes de mais nada é importante ressaltar que essa geração não possui culpa alguma nessa situação preocupante. Aliás, se existe alguém que não podemos atribuir culpa, esse alguém é essa geração. Um contexto e mistura de superproteção dos pais, com uma interferência maior do Estado na vida privada das pessoas, são ingredientes para a receita de o que eu chamo de "Crianças cristais".

É óbvio que não podemos atribuir a mesma forma de tratamento para uma criança hoje, igual a de gerações passadas. O mundo vai se modificando e isso é natural. Entretanto, os rumos dessas mudanças é o que assusta. Nós sempre esperamos que as mudanças venham para melhor, e nem sempre é isso que ocorre.

Em meio à vida turbulenta dos dias de hoje, nem sempre os pais têm um tempo razoável para ficar com seus filhos na fase que eles mais precisam deles... na infância. Parte importante dessa infância,  portanto, fica à cargo de babás, funcionários de creches ou pessoas conhecidas. Quando os pais podem desfrutar do pouco tempo que tem para os próprios filhos, muitas vezes não querem fazê-lo com proibições ou não realizando suas vontades. Está aí o primeiro indício da fabricação de uma criança cristal.

A criança pode ir aprendendo que suas vontades devem ser sempre satisfeitas. Os pais esquecem-se de que um "Não!" faz parte do aprendizado. Que frustrações e vontades não saciadas devem ser parte de uma educação de qualidade que prepara essa criança para as intempéries da vida. Se os pais têm condições financeiras boas, o filho recebe todo tipo de presente para que, de certa forma, a ausência do pai seja minimizada e sua presença seja lembrada sempre à momentos de prazer e satisfação. É bem verdade que em muitos casos, os pais tomam essas atitudes acreditando cegamente de que é a melhor coisa a ser feita. Não consegue se dar conta de que não é disso que os seus filhos precisam.


Essas crianças cristais vão crescendo e vão à escola. Aí começa um "Deus nos acuda". Para muitos pais de primeira viagem, ter seus filhos nas mãos de "tios" e "tias" da escolinha se torna algo difícil. A cobrança dos pais é gigantesca e cada um quer um tratamento diferenciado para seu filho. Certa vez ouvi alguém dizer que em casa os pais podem ter "príncipes" e "princesas", mas que na escolinha eles fazem parte de um grupo de "súditos", e não possem privilégios em relação às outras crianças. Perfeito!

Quando essa criança cresce mais e começa a se tornar um pré-adolescente, o negócio começa a ficar mais complicado. A essa altura, a fragilidade já está formada em sua personalidade. E não confundam... Essas crianças cristais podem ser agressivas (pela falta de limites desde a infância), mas isso é apenas uma forma de responder ao mundo que o rodeia que ele aprendeu desde criança. É difícil contornar a situação? Muito! Mas não é impossível. É aí que entra o papel do Professor (um Ourives que pode ser da melhor qualidade).

Pausa para relatar um ponto de vista muito meu.
Eu não acho que essa seja a obrigação do Professor. Acho que Professor deve ensinar. Educação é algo que vem dos pais, de casa. Na minha humilde opinião, cabe ao Professor e ao seu tempo disponível, essa contribuição extra! Veja bem, EXTRA! Falando por mim, eu amo contribuir com essa questão extra, acho até que este é o real motivo pelo qual me tornei um Professor, mas eu nunca vou condenar um colega de trabalho porque ele não o faz. E há vários motivos que podem fazer com que ele não o faça: desde a falta de tempo (tendo em vista que muitas vezes ele trabalha em várias escolas e em vários turnos), até a falta de habilidade para tal, afinal, não é uma missão fácil.

Ser um Ourives e aprender a transformar as crianças cristais que chegam até a gente em crianças diamante, é um trabalho digno de um Prêmio Nobel. Ou alguém duvida que mudar positivamente os rumos da vida de alguém é algo pequeno? O grande problema é que não fazemos isso com o apoio irrestrito de todos. Ora bolas, a começar pelos próprios pais que não conseguem admitir a educação cristalizada que proporcionaram aos filhos. Perguntam: "Onde foi que eu errei?", mas se você for corajoso o suficiente para apontar onde errou, é capaz de levar um processo por isso. Eles ainda falam: "Eu não sei mais o que fazer com Fulano!", e é bom que ouçam de alguém: "Mas você TEM que saber o que fazer com ele! Ele é seu filho!", e nessas péssimas e insalubres condições de trabalho o Ourives tem que fazer a sua arte, quase mágica.

As crianças cristais se doem por pouco, se magoam por qualquer coisa, se deixam machucar por um apelido bobo.

Nova pausa!
É importante dizer que não nego a existência de um sério problema atual, o "Bullying". Ele é um problema real, grave e que merece ser tratado com seriedade. Mas também é de igual importância aprendermos a deixar o maldito "politicamente correto" de lado e percebermos que NEM TUDO É BULLYING! Hoje em dia, atribui-se essa palavra a quase tudo que acontece. E não... vamos com calma, por favor. Dessa forma estamos ajudando ainda mais no processo de cristalização. Às vezes receber um apelido indesejado de um colega, é normal! Talvez, em determinados casos, o melhor remédio, é retribuir com outro apelido e esquecer aquilo no outro dia. Mas hoje a patrulha ideológica está tão forte, que um simples comentário desses pode gerar a fúria daqueles que adoram criar métodos para criar os filhos... dos outros.

Devemos investir na maior loteria do mundo: esses jovens! São eles que podem mudar os rumos tenebrosos de nossa sociedade quando forem adultos! E se eles se tornarem a primeira geração de "Adultos cristais"?  Não podemos deixar isso acontecer! Devemos começar a transformá-los em crianças diamantes! Deixá-los com seus brilhos próprios e fazê-los descobrir a fortitude que há dentro deles. Tratá-los como jovens que são, capazes de receber elogios e críticas! Capaz de lidar com os elogios e críticas! Capaz de crescer com eles! Devemos ensiná-los que cair faz parte, que podem chorar, inclusive, ao cair, mas que eles possuem a força necessária para levantar e continuar. Que tentem levantar sem segurar nas mãos de ninguém, mas que saibam que se estiverem para cair, haverá uma mão para segurá-los! Está na hora de tirar as rodinhas da bicicleta e deixar com que uma ou outra queda aconteça; que um ou outro joelho seja ralado; que após uma turma inteira rir de alguma situação cômica, possamos ensiná-lo a rir de si mesmo e ele verá que aquilo será esquecido no minuto seguinte.


Nós os vemos cair e fazemos uma algazarra para saber se machucou, onde machucou, quanto machucou... e ao olhar nossos semblantes desesperados, eles se desesperam juntos! Que possamos soltar um "ÊÊÊÊêêêÊÊÊ, caiu! Agora levanta e parte pra outra!", no momento da queda, para que ele veja que não é um cristal que se quebra com tanta facilidade, mas um ser com mais substância, com mais liga, com mais FORÇA do que se imagina!

Infelizmente ainda parecem ser poucos os que pensam assim. Ou são poucos os que manifestam apoio a esse pensamente. Mas enquanto o "politicamente correto" conseguir anular essas opiniões, a forma com que a pedagogia é trabalhada hoje, continuará sendo a grande continuação da fábrica de Crianças cristais, cuja matriz é, tristemente, o próprio Lar da criança.




domingo, 8 de março de 2015

HÁ TEMPO PARA TUDO...


Saudações leitores!

Este Blog tinha uma característica interessante: mesmo após anos de existência, suas postagens conseguiam se manter semanais. Entretanto, pela primeira vez ele passou um mês inteiro sem nova postagem. Não era o que eu pretendia, mas aconteceu. 

Tudo na Vida tem o seu tempo... de vez em quando falo isso para os meus alunos. Talvez este seja o tempo em que este Blog não tenha atualizações semanais, ou talvez não... Fato é que talvez seja importante postar quando se tiver algo a ser dito. Postar por postar talvez não seja a melhor opção. Manter uma postagem semanal só pelo fato de ser semanal, não é a melhor das desculpas para tal.

Estava, uma vez mais, dedicando mais tempo do que o necessário ao Facebook. Essa semana consertei isso. Quando a gente para pra pensar que depois de dois dias, qualquer discussão que você teve por lá, seja ela positiva ou negativa, estará perdida no limbo da internet, você inevitavelmente pensa que poderia ter utilizado seu tempo de forma mais útil. No meu caso, creio que lendo ou escrevendo sejam as formas mais úteis.

Assistindo dois seriados essa semana, vieram-me duas mensagens que eu estava precisando ouvir. Uma delas direcionada ao meu sonho de ser escritor e a outra em relação a decisões que talvez eu tome lá na frente. Ambas as coisas são importantes.

É isso amigos! Espero não ter que passar outro mês sem postar nada... mas também espero postar quando realmente sentir vontade!

Obrigado a todos que acompanham este Blog! :)

Obs: Ele não vai acabar! ;)

terça-feira, 27 de janeiro de 2015

TEXTO ABERTO AOS PROFESSORES


Caros Amigos e colegas de Ofício, mais um ano letivo está se iniciando por todo o Brasil! Sabemos das dificuldades que enfrentamos, a cada novo ano, por trabalharmos na área da Educação no nosso País. Entretanto, persistimos a cada novo ano!

Este é apenas o meu início de 7º ano na Profissão, mas posso dizer que estou mais animado que o normal por ele.
Feliz daqueles que entendem que o aluno é o ponto máximo de nosso Ofício; de nosso dom. É a nossa mais importante Missão, talvez até como seres humanos, nesta Vida! Sabemos como às vezes as Coordenações, Orientações e Direções podem nos ajudar a enfrentar o ano, mas também sabemos como elas atrapalham às vezes! Mas independente delas, nós sempre teremos nossas escolhas! E gostaria de pedir a vocês, tantos que nem conheço, que escolham ser EXCELENTES! Não precisa tentar ser bom para mostrar ao outro que é. Tampouco para competir com os colegas de trabalho. Mas seja o MELHOR que VOCÊ pode ser! Por você mesmo e pelos seus Alunos!
Todos os jovens e crianças do nosso Brasil merecem uma educação de qualidade. Mas sabemos que não são todos que têm acesso a ela. Muito pelo contrário... talvez a minoria tenha. Mas talvez se nós nos esforçarmos sempre, se fizermos o nosso trabalho com Amor em meio ao caos; com dedicação em meio aos preguiçosos; com brio no olhar em meio às tristezas cotidianas, podemos estender um pouco mais dessa educação de qualidade para um número maior de alunos!
Parece um texto utópico? Pode parecer, mas não é! Utopia é pensar que nossa Educação nacional irá superar todas as dificuldades por causa disso. É achar que isso fará a merenda escolar não faltar em tantas escolas do Brasil. É achar que todos os alunos mudarão de vida. Mas a única coisa que este texto pede, é que você procure ser o melhor que você pode ser na sua Profissão. Isso não é utopia... É apenas respeito próprio ao Ofício que vocês decidiram abraçar!
Se vocês estão apenas temporariamente como Professores, faça o que estiver ao alcance neste meio tempo. Se você não escolheu ser Professor, mas foi envolvido por esse dom, que foi te tomando por completo... Apenas seja o Professor inspirador que nasceu para ser!
Lembrem-se que vocês possuem o poder de mudar o mundo. Se não o mundo de todos, o mundo de alguém! E mudar o mundo de alguém para melhor, já é de uma importância que chega a parecer divina!
Trabalhem não por Amor! Trabalhe por dinheiro! Mas trabalhe COM Amor! Valorize seu Ofício! Tenha orgulho de ser PROFESSOR!
"EDUCADOR" é Pai e Mãe. Mas com nossa sociedade de hoje, tentam "empurrar" essa obrigação para nós, Professores. Sabemos que nós, por amarmos o que fazemos, terminamos por ajudar nessa Educação. Mas o fazemos porque sabemos da importância de não deixar um Aluno nosso à mercê de qualquer um que possa influenciá-lo negativamente. Entretanto, ainda assim, não é nosso dever.
As pessoas podem se "chocar" com esse último parágrafo. Mas peço para que não se choquem! Guardem essa sensação para os pais que são ausentes. Para aqueles que acham que o dinheiro pode ocupar o lugar de um almoço com todos à mesa. E para tantos outros exemplos que eu poderia dar aqui!
Quem subestima o poder da palavra "Professor", termina por preferir chamar esses trabalhadores de "Educadores". Não, não e NÃO! Para mim, ainda que um dia eu receba vários títulos acadêmicos ou de qualquer outra qualidade... "Professor" será o maior deles! Professor pra mim é muito mais do que comumente se percebe. Professor ensina! Já pararam pra pensar quão lindo é o significado dessa palavra? "Ensinar"...
Educar vem do berço... "Ei, menino... não precisa gritar!", "Não mastigue de boca aberta!", "Escove os dentes depois das refeições", "Peça desculpas ao seu irmão!", "Respeite os mais velhos"...
Ensinar é dar aquele conhecimento acadêmico que o aluno precisa para construir seus sonhos em bases mais sólidas... É dar um abraço com um carinho de mestre... É olhar nos olhos dos "pupilos", e transmitir confiança e esperança!
Educar e Ensinar são complementares... E todo pai e mãe deve ter um pouco de Professor. Os Professores, por sua vez, terminam agregando em suas práticas um pouco do "Educar", mas talvez não o suficiente para serem chamados de "Educadores" ao invés de "Professores".
Muitos Professores que eu conheço (e me incluo nessa lista), ensinam e educam! Mas o fazemos porque queremos. Porque achamos que isso nos faz bem! Mas há de se respeitar igualmente qualquer Professor que ache que não está plenamente preparado para tal responsabilidade (que ele deve abraçar se quiser, e não receber como um imposição). Se esses Professores já ensinam com excelência... já cumprem bem os seus papéis.
Pois bem! O ano letivo de 2015 está chegando e vários rostos novos nos serão apresentados pelo Senhor Acaso. Pessoas em gestação delas mesmas, pois em pouco tempo estarão formadas. Pensemos, nós Professores, o que nós podemos fazer para contribuir com essa gestação tão linda e única?
Se não somos nós os que mudarão o mundo, a próxima geração terá o direito de tentar também. E se nossos alunos conseguirem, nós teremos cumprido nossas missões! E, lembrados ou não, seremos para sempre os que contribuíram para um Mundo melhor! Nossos filhos, netos e bisnetos, assim como cada um desses alunos vitoriosos, estarão com um pouquinho de nós...
Porque aqueles que carregam o Ofício de Ensinar em sua essência... são IMORTAIS!
Um bom ano letivo para todos!
Professor Rodrigo Cavalcanti Felipe (Sensei)
Um Cidadão que ama o Brasil e sua Profissão.

domingo, 11 de janeiro de 2015

ESPERANÇA E SONHOS...


Saudações caros leitores! Como estão?

É fato que, depois de tantos anos, este Blog vem sofrendo com uma leve falta de postagens... Digo leve pois as postagens continuam, mas um pouco irregulares. Entretanto, cá estou para iniciar a primeira postagem de 2015!

Muitas vezes algumas coisas ruins nos acontecem... Nem sempre dá pra perceber, de momento, o lado bom delas ocorrerem - pois tudo tem um lado bom. Todavia, quando a poeira vai baixando, vamos percebendo que podemos esquecer o que passou de ruim e olhar para um horizonte de esperança e sonhos! Sim... Recentemente é o que enxergo à minha frente!

Nessa vida, pessoas querem nos derrubar de alguma maneira, e às vezes parece - e somente parece - que elas conseguem. Mas quem determina se caímos ou não, é a gente mesmo! Ou talvez quem determine se vamos ou não levantar. 

Eu costumo dizer que só nos atingem as pessoas que deixamos nos atingir, e eu fico contente em saber que não fui atingido! Não fui, pois tenho sonhos e esperança a serem perseguidos e conquistados!

Nenhuma injustiça feita contra alguém justo, passa impune! Não... nenhuma! Isso é certo. Mas nem sempre somos nós os responsáveis por "dar o troco". Na verdade, a grandeza do ser humano pode ser justamente em não dar esse "troco". Deus é advogado dos justos. Se não Ele, o Universo é. E para mim, eles são a mesma coisa!

Enquanto tivermos alguém - e sempre teremos, que esteja à frente de nossos anseios por justiça, não precisamos pensar em "dar troco" nenhum. Se fizermos isso, não há mais necessidade de advogado. 

Portanto... eu espero sereno; enquanto mantenho a esperança e corro atrás de meus sonhos!

Feliz 2015, negada!

segunda-feira, 27 de outubro de 2014

UM GRANDE PROBLEMA CHAMADO: MAIORIA


Saudações caros leitores, como vão?

Já pararam para refletir como "Maioria" é algo complicado? Mais do que isso, já pararam para pensar como a ideia de "maioria" depende de cada caso discutido e apresentado? Pois é... estamos diante de um grande problema chamado: MAIORIA!

Talvez o maior problema que envolva a ideia de maioria, é confundir seu significado puro e simples com a ideia dela estar sempre correta. Complica ainda mais quando se atribui um significado ainda maior à palavra, quando a tratamos como sinônimo de "democracia".

Para muitos a ideia de alguém eleito não ter recebido a maior quantidade de votos por pessoa em um país, pode parecer absurda, por exemplo. Entretanto, esquecemos que em um dos países mais democráticos, os Estados Unidos, isso pode acontecer, tendo em vista que por lá não necessariamente vence as eleições quem tiver mais votos por "cabeça", mas vence quem possui o maior número de "delegados", como são chamados os representantes dos Estados. Em 2000, o candidato à presidência dos EUA, George Bush, venceu as eleições tendo tido meio milhão de votos a menos do que o candidato Al Gore, mas teve maior número de representantes dos Estados ao seu lado. (Para entender mais sobre o funcionamento das eleições estadunidenses, clique aqui)

Um velho ditado diz o seguinte: "Se maioria estivesse sempre certa, lambari comeria tubarão!"

É um sábio ditado e que convém para essa postagem. Em um dos casos mais injustos da História, seja este fato considerado verdadeiro ou não para alguns, é o caso da condenação de Jesus e da absolvição de Barrabás. Este último foi apresentado como ladrão e assassino, numa tentativa frustrada de Pôncio Pilatos de salvar a vida de Jesus. O prefeito da província romana da Judeia fez o julgamento de Jesus. Se tivesse ido contra a maioria e decidido pelo que possuía de provas (ou pela ausência delas), Jesus não teria sido crucificado. Mas decidiu perguntar ao povo quem deveria ser solto e quem deveria morrer. A resposta da maioria da população todos nós conhecemos.

Maioria escolhe libertar Barrabás e condenar Jesus.

Ainda para ilustrar o problema que uma maioria pode gerar, segue abaixo uma foto histórica. Nela, muitos nazistas aparecem fazendo a saudação alemã da época (o "Heil"). Todavia, há um homem, identificado como August Landmesser, que simplesmente cruza os braços e não participa daquele momento. Ele é um, perante muitos. Não poderia haver minoria melhor exemplificada, e didaticamente perfeita para servir de exemplo nesta postagem.

O nazismo foi um ideal que matou milhões de pessoas e os poucos alemães que o desafiavam, sofriam penas duras. É um verdadeiro ato de bravura você ir contra a maioria se ela não representa devidamente valores tidos como da humanidade, como o direito à vida!

August Landmesser não fazendo a saudação nazista.

E vamos ao ponto principal dessa postagem!

Ontem, dia 26 de outubro de 2014, a maioria da população brasileira escolheu Dilma Rousseff para mais um mandato na presidência do Brasil. A eleição foi bastante apertada, deixando em segundo lugar o candidato Aécio Neves. Eis que a maioria, uma vez mais, entra como papel principal nessa história.

O que estou expondo neste caso específico da reeleição da presidente não é que a maioria está errada e a minoria está certa, necessariamente. Sim, eu votei contra a candidata e conheço muitos que, por seus motivos justos, votaram na rival. Seria muita prepotência minha dizer que eu estou certo e o outro está errado em algo tão complexo como a política. Mas não é aí que foco minha questão...

O foco está em, mais uma vez, atribuir necessariamente a ideia de "voto" à ideia de "democracia". Pessoas dizem que a democracia está ainda mais fortalecida no Brasil. Eu discordo com veemência, pois não me dou à liberdade (ou nesse caso libertinagem?) de confundir "alhos" com "bugalhos", ou "voto" com "democracia".

Nós vivemos em um país com um sem número pessoas que são alheias à política. Vivemos em uma situação que chega a lembrar a época do Coronelismo, do Voto de Cabresto, dos Currais Eleitorais de outrora que tanto condenamos, mas fechamos os olhos para essas práticas no cotidiano. Na época da República Velha (1889 - 1930), falamos em ausência de democracia, mas hoje, com as mesmas práticas, mas de uma forma mais modernizada, falamos em "democracia fortalecida". É óbvio que não funciona exatamente da mesma maneira de tempos atrás, mas não podemos considerar que, por exemplo, as pessoas saibam votar no nosso país. Aqui vou reiterar que "votar certo" não quer dizer votar nos meus candidatos! Votar certo, para mim, seria perguntar a alguém os motivos que levaram uma pessoa a dar aquele voto ao candidato X, e termos a possibilidade de ouvir uma resposta minimamente satisfatória do ponto de vista político. Quantas pessoas, dos mais de cem milhões de eleitores do Brasil, seriam capazes de dar uma resposta do tipo?

Essa é uma questão inquietante, sem dúvida, mas que muitos a ignorarão pelo simples fato do candidato eleito ter sido o seu próprio. Digamos que o candidato de oposição tivesse vencido. Será que eu estaria fazendo este texto? Acho que não... ao menos não dessa forma. Mas com certeza eu poderia ter escrito algo sobre a quantidade de pessoas no país que não sabem o que é, o que significa, ou como exercer o seu direito dever de votar. Porque isso é algo bastante comum em meus pensamentos e, não é de hoje, que já quis escrever algo a respeito. Bastava uma oportunidade para juntar as palavras.

Em resumo: na minha concepção o país não vive um período realmente democrático (e talvez tenha vivido pouco desde sua fundação), pois boa parte das pessoas continuam sem saber a importância e significado real do voto. Quando esse problema persiste (e é de vontade de praticamente todo governo que ele persista, ao menos no nosso sistema republicano), o que a maioria decide está longe de ser exatamente o correto ou o mais democrático. É simplesmente uma escolha qualquer, mas escolha essa que vai definindo os rumos do país, o que torna tudo isso assustadoramente perigoso.

E enquanto insistirmos na farsa da "democracia fortalecida", a parcela menor da sociedade vai sendo guiada por uma maioria, parte dela inconsequente, outra parte realmente sem oportunidade de entender qual é o verdadeiro significado de "Democracia". 


quinta-feira, 16 de outubro de 2014

DIA DO PROFESSOR


Saudações, caros leitores!

Muito já foi escrito neste Blog sobre os Professores! Sobre o Ofício e sacerdócio do Ensino! E esta é mais uma postagem sobre o tema, pois ontem foi o Dia dos Professores! :)

Quando mais a sociedade caminha, mais notória é a visão de que os Professores são os únicos capazes de alterar uma realidade negativa como a nossa. Em um país cuja sala de aula não é ambiente atrativo para o aluno, a missão dos que realmente têm compromisso com o Ofício se torna cada vez mais complicada.

Muitas coisas são necessárias para que o processo de ensino-aprendizagem ocorra de uma forma satisfatória. E hoje, é praticamente impossível unir todos os fatores que permitem tal intento. Uma escola comprometida com o Ensino de qualidade, ao invés de ver o aluno apenas como mais um cliente (em escolas particulares), ou número (em escolas públicas); uma coordenação pedagógica que entenda que os problemas de sala de aula não são culpa exclusivamente dos Professores e que o aluno pode não querer aprender ainda que o Professor tenha feito uma aula interativa e dinâmica; os pedagogos entenderem que muitas das ideias difundidas e apresentadas não são compatíveis com a realidade e que o ideal imaginário em suas mentes não são aplicáveis; um Professor comprometido com o exercício de formar um cidadão consciente, produtor de conhecimento, e não meramente reprodutor... que a tônica de sua aula seja ensinar, e não doutrinar; um aluno que esteja minimamente interessado em aprender o que está sendo proposto a ele e, por fim, mas arrisco dizer que é o mais importante: uma família do educando presente! Que esteja a apoiar a escola e o Professor nessa árdua tarefa de contribuir com a educação de seus filhos!

Eu nunca encontrei, em minha ainda curta jornada como Professor, um "aluno-problema" que tenha uma família estruturada e preocupada com seu desempenho. É realmente incrível como os números parecem favoráveis a isso. Uma família estruturada, gera um filho estruturado, consequentemente um aluno estruturado igualmente. Da mesma forma que uma família desestruturada, gera o "aluno-problema" em sala de aula. E olha que a culpa termina não sendo desse aluno, mas é ele quem acaba recebendo os "esporros" por causa disso.

Deveria ser criada uma "Escola de Pais". Aí sim, atacaríamos o real problema da Educação em seu cerne... em sua medula! Pais presentes na vida do filho, faz com que o aluno entenda melhor sua ida à escola e a importância de se estar nela. Até porque o aluno gosta da escola, para ele o que atrapalha são as aulas. Mesmo surgindo "alunos-problemas" nessa situação, teríamos os pais ao nosso lado para batalharmos juntos pela vida do filho deles. Isso mesmo, filho DELES! Pois estão esquecendo disso!

Já não é de hoje que uma modinha "bonitinha" vem chamando os Professores de "Educadores". Com o passar do tempo me tornei contra a expressão, ainda que termine por desempenhar também esse papel! Mas sou contra a expressão, pois assim eu retiro de mim o peso de EDUCAR centenas de jovens. A minha função, de Professor, é ENSINAR! Educar é função de Pai e Mãe. Se acabo educando um ou outro, é porque muitos Professores têm em si a vontade de mudar o mundo (mesmo sabendo que não conseguirá fazê-lo sozinho).

Contudo, a vida corrida que todos levam, com provas e trabalhos para corrigir e elaborar, com dois ou três turnos de trabalho diário, com salários não condizentes com a importância de seus cargos... fica quase impossível acumular ainda mais essa função, a de educar. Reitero, se o fazemos vez por outra, é porque nos sensibilizamos com determinadas situações, e sabemos que se não for a gente, essa vida pode ficar arruinada por muito tempo, quiçá para sempre. Mas essa boa vontade não pode ser confundida com dever! Não é nosso dever fazê-lo. Os Pais precisam entender isso.

No mais, agradeço por ser Professor e por ter alunos tão queridos! Espero contribuir bastante ainda na área da Educação.


segunda-feira, 22 de setembro de 2014

DEMOCRACIA?


É muito comum dizermos que vivemos em uma democracia. Tão comum quanto é escutarmos que devemos dar valor a isso, pois muitas pessoas perderam suas vidas para que pudéssemos hoje desfrutar deste bem tão valioso aos povos. Entretanto, essa pequena tirinha da Mafalda deixa inquieto qualquer pessoa com algum bom senso.

Diante de todas as provas cotidianas de que a população é esquecida pelos seus governantes, principalmente no nosso Brasil, não é de se estranhar se alguém disser que nós não vivemos em uma democracia. Ora, não precisamos para isso, necessariamente, estarmos imersos em uma ditadura sanguinária. Todavia, sabemos que do conceito de democracia mesmo, estamos longe.

A cada novo dia, tomamos banhos de água fria nos noticiários sobre a nossa política. População sem saber o significado do voto, não exerce seu direito pleno. Confundir direito com dever também é um grande problema. A democracia demanda liberdade de seu povo e população. E nós nem sempre temos alguns exemplos básicos de liberdade. Atualmente, a liberdade de pensamento é a perseguida da vez. E só alguém muito cego para não enxergar isso.

Estou postando essa tirinha, pois ela me fez realmente pensar... E espero que tenha o mesmo efeito nos leitores deste Blog.

Fica a reflexão.


domingo, 7 de setembro de 2014

ONDE ESTÃO O VERDE E O AMARELO?



Saudações monárquicas!

Algo está muito errado com o país quando, por causa de campeonato de futebol, o Verde e o Amarelo se fazem muito mais presentes nas ruas do que na Semana da Pátria.

A data de Independência de uma Nação, sua data de nascimento enquanto Nação soberana, deveria ser o momento mais importante a ser lembrado e comemorado por um povo. E na verdade, assim o é em países preocupados em manter suas tradições e glórias. Não parece o caso do Brasil.

Estamos na Semana da Pátria. Na verdade, estamos hoje no Dia da Independência. Se estivéssemos nos EUA, eu teria sido acordado pelos fogos, não pelo meu despertador. Bandeiras e mais bandeiras estariam sendo hasteadas na frente de nossas casas, penduradas nas janelas do apartamento, ruas cheias de Verde e Amarelo... Mas acho que este ano a cota de patriotismo já foi gasta na Copa do Mundo.

É muito triste saber que as pessoas não sabem quem foi Dona Leopoldina (a primeira mulher a governar o Brasil independente), não sabem quem foi José Bonifácio, não sabem sequer um pouco da História de D, Pedro I. Basta uma conversa de 5 minutos (ou menos), com alguém para comprovar isso.

É revoltante ouvir professores de História falando absurdos sobre esse período, denegrindo a imagem de forma gratuita dos nossos "Pais fundadores da Nação". E isso acontece com muita frequência.

O desconhecimento é quase que total. E isso respinga no fato de amar o País. Não se ama o que não se conhece.

O que me resta hoje, é fazer minhas orações para que a Nação tenha um futuro melhor.
Sem muita conversa hoje!

Viva D. Pedro I!!

Viva D. Leopoldina!!

Viva José Bonifácio!!!

E Vivas ao Brasil!

sexta-feira, 22 de agosto de 2014

QUANDO MENOS SE ESPERA...


Quando menos se espera, estamos distantes.

Distantes fisicamente... distantes emocionalmente... distantes espiritualmente.
Com tudo caminhando bem, os ventos mudam seus rumos, pois ele não aprendeu a nos obedecer. Bom marinheiro é quem navega independente da orientação das correntes marítimas ou dos ventos. "Nenhum vento é favorável quando não se sabe onde quer chegar!", já dizia um antigo pensador.

De repente, perto... De repente distante.

E assim é a distância física, emocional ou espiritual.

Um mar de sei-lá-o-quê...

domingo, 3 de agosto de 2014

TEMPO NUBLADO


Saudações caros leitores!

Não, não falaremos sobre meteorologia. 

Quem nunca passou por tempos difíceis na vida? Eu imagino que a alegoria de um céu nublado é suficientemente boa para expressar esses momentos. Geralmente um dia ensolarado nos proporciona mais prazeres, mais atividades possíveis de serem realizadas, etc.

Mas nem sempre nossa vida está repleta de prazeres. Por mais que a gente decida ser uma pessoa feliz, é impossível viver uma vida sem ter que passar por dias chuvosos. A chuva pode estragar alguns de nossos planos, por mais que ela também possa, de alguma forma, nos trazer coisas boas. Nem sempre conseguimos observar, mas feliz daquele que tem a sensibilidade para perceber.

Atualmente o tempo está meio nublado. Coisas da vida! Sei que o céu de tantos outros também está, e talvez por grandiosas e até inimagináveis tempestades, mas cada qual está destinado a carregar sua cruz, não?

Por mais que alguns entendam que esses momentos são normais, o céu não fica mais bonito por causa disso. Mas precisamos esperar pacientemente as nuvens se dissiparem... só assim poderemos novamente aproveitar o brilho que o sol pode nos dar.

Os dias nublados, talvez, nada mais sejam do que um céu choroso. 

Lágrimas da Vida...

quarta-feira, 9 de julho de 2014

A COPA NÃO FOI COMPRADA?


A resposta para essa pergunta é: aparentemente, não! Explico.

Em meio a tantos problemas enfrentados em relação à realização do Mundial de Futebol no Brasil, acreditei, junto com tantos outros, que a Copa do Mundo estaria comprada! Seria uma forma de explicar certas isenções de impostos à FIFA, uma forma de a população não olhar muito para os superfaturamentos das obras, das mortes ocorridas, das remoções do povo de suas áreas de moradia, etc, etc, etc.

Defendi sim, que o Circo estava armado para o famoso HEXA.

Acontece que, por mais que você explique, os que não estão dispostos a entender, não entenderam que "Comprar a Copa" não era dar dinheiro aos jogadores de outras seleções, aos técnicos e assim vai. "Comprar a Copa" é investir num poder de influenciar certos resultados, para se tentar beneficiar uma seleção específica.Venhamos e convenhamos que a FIFA não é uma instituição proba e dotada de honestidade. Com tantos escândalos no meio futebolístico, ou casos mal contados, não me surpreenderia que isso acontecesse!

O Brasil aparentemente não vai vencer a Copa do Mundo. Estamos no final do Primeiro tempo e a Alemanha está vencendo por expressivos e irrefutáveis 5 gols a zero.

Quero então, neste momento, me retratar e dizer que não acredito mais na Copa comprada. Ou seja, eu provavelmente estava errado sobre isso! "Provavelmente"? Sim, provavelmente. O que eu quero dizer é que não acredito mais nisso, mas isso não exclui o fato de poderem ter tentado. (Para quem não é bom em interpretar textos, estou dizendo que não excluo a possibilidade da tentativa, mas que já não mais acredito que ela tenha existido). Afinal, aprendi com esse erro, e dizer que de fato NÃO estava, seria admitir a possibilidade de estar novamente errado. Por isso eu passo a apenas não mais acreditar em tal fato que defendia.

Fechando esse ciclo (carma, para mim), de Copa do Mundo para o Brasil, reitero que, assim como MILHARES e talvez MILHÕES de brasileiros, tive e tenho meus motivos para não torcer para seleção brasileira NESTA Copa.

Resta-me só lamentar sobre aqueles que possuem visão tão limitada sobre isso, que não conseguem separar o que é ser "contra a seleção" e "contra o Brasil".

Nunca fui contra o pensamento de ninguém apoiar a Copa! Apoiar a seleção. Não xinguei, não desrespeitei e não quis impor meu pensamento para cima de ninguém que pensasse o contrário de mim, pois isso não faz parte do meu caráter e nunca fui de brigar por "futebol". Mas deixo registrado aqui que a recíproca não foi verdadeira. Resisti a todas as baixarias e desrespeitos (vindos de alguns, não estou generalizando). Devolvi com cortesia, pois este sou eu.

No mais... Espero que a comoção de tantos torcedores no estádio, passe um pouco também para a maior parte da população deste país que é lindo, mas vive mal. Espero que sobrem algumas lágrimas da torcida para os que não possuem hospital para ir, ou para os que morrem na espera de um leito, ou para as crianças sem merenda escolar!

Que a indignação contra Felipão (já percebi que ele será o alvo), se faça presente nos políticos corruptos, independente de partidos; que se indignem contra os socos nos estômagos dos brasileiros de bem, que vivem e lutam anonimamente por um país mais justo e não são reconhecidos!

Àqueles que entenderam o meu raciocínio (independente ou não de concordarem), meu muito obrigado! O mundo e a democracia são feitos de pessoas como vocês!

Àqueles que resumem uma longa reflexão minha e de outras pessoas sobre os motivos de não querer torcer para um time de futebol na atual situação em questão e os problemas que ela traz, a contra argumentos simplórios e chavões prontos, minha indiferença!

domingo, 18 de maio de 2014

"O BRASIL JÁ PERDEU A COPA, MAS A SELEÇÃO VAI GANHAR!"


A frase que intitula essa postagem foi dita pelo Jornalista Jorge Kajuru, e para mim é de uma felicidade tremenda! Ok... vamos falar de COPA!

Caros leitores, quem me conhece sabe muito bem que sou contra a Copa do Mundo de Futebol no Brasil. Sim, eu até gosto de futebol. Vibrei em outras Copas (mas nas duas últimas já não estava com essa gana toda). Não vibrei com o Brasil ganhando a chance de sediar a Copa, muito menos com minha cidade passando a ser uma Cidade Sede. Na verdade, já venho reclamando da realização da Copa do Mundo no Brasil, não é de hoje.

Nosso Brasil não tem condições de realizar uma Copa do Mundo. Digo isso baseado no conjunto da obra. Conseguiremos fazer estádios, conseguiremos receber as seleções, conseguiremos realizar todos os jogos e teremos um campeão. Mas isso não representa, ao meu ver, as condições necessárias para realizar uma Copa. Eu diria que nós não temos condições MORAIS para realizar um evento deste tipo, assim como não temos tais condições para realizar as Olimpíadas de 2016 (que já torço desde muito tempo para perdermos para a cidade de Londres).

Desde o começo sabíamos que os estádios seriam superfaturados, assim como todas as obras necessárias para a realização do evento. O único ponto que poderíamos focar para tentar engolir essa jogada, eram as famosas obras de mobilidade que seriam feitas nas cidades sede. Ora bolas, faltando menos de um mês para o início do evento apenas 10% das obras de mobilidade previstas foram concluídas. E apenas 41% de todas as obras foram terminadas. É mole? Quer mais? Então vamos lá...

Somando o que foi gasto para a realização das Copas do Mundo de 2002, 2006 e 2010 (respectivamente no Japão e Coréia, na Alemanha e na África do Sul), chegamos ao montante de 31 Bilhões de Reais. Pois pasmem, que a Copa do Brasil vai custar (oficialmente) 35 Bilhões de Reais. Isso mesmo... A nossa Copa custará mais do que as últimas três Copas JUNTAS! Para completar a obra, em todas as outras edições da Copa do Mundo, a FIFA (organizadora do evento) tinha que pagar impostos aos países sede. Impostos que chegavam a casa do Bilhão. Pois o Brasil fez a grande "cortesia" de ser o primeiro país a ISENTAR a FIFA de TODO E QUALQUER IMPOSTO! Ou seja, enquanto os lucros da FIFA giravam em torno dos 4 bilhões, este ano a entidade máxima do futebol lucrará mais de 15 BILHÕES de reais e não pagará um mísero centavo para o Brasil. A troco de que? Será preciso muita inteligência para entender?

Temos estádios (como o de Brasília), que custaram na casa de mais de 1 Bilhão de reais, enquanto os mais modernos estádios europeus não chegaram a esse valor. Exemplos e mais exemplos de corrupção nas obras, várias delas abandonadas, tantas outras que não ficarão prontas para a Copa (e sabe-se lá quando ficarão prontas)... Temos ex presidente dizendo que é retrocesso pensar que não devemos fazer a Copa porque não temos bons hospitais (Lula), temos ex jogadores pedindo para esquecermos os protestos e pensar apenas na Copa (Pelé) e que Copa do Mundo não se faz com Hospital (Ronaldo)... enfim... temos exemplos e mais exemplos do porque não devemos torcer pela Copa do Mundo.

O brasileiro é apaixonado por futebol, é um povo sofrido, trabalhador em muitos casos... mas não pode ser indigno. Isso não! Eu fui, sou e serei contra essa política de Pão e Circo adaptada no nosso país! Chamam-se de antipatriota e acusam-me de não ser brasileiro. Se apoiar a Copa do Mundo é ser brasileiro, eu realmente não sou e não faço questão alguma de ser.

Não dá... Tá cada vez mais difícil aguentar tudo isso. Mais difícil ainda conversas com pessoas. É muito triste ver o seu país em bancarrota. Ver políticos fazendo o que querem com a Nação enquanto o "patriota" grita "GOL!".

Sinto Muito!

Não dá!


quarta-feira, 30 de abril de 2014

O QUE VALE A PENA?


Caros amigos, como estão?

Hoje uma breve reflexão sobre o que vale a pena na vida em relação aos sentimentos guardados. Muitas vezes pessoas nos magoam de diversas maneiras, e em alguns casos, levamos essa mágoa por muito tempo. Segundo certo autor, "perdoar sai mais barato emocionalmente". É provável que ele tenha razão.

Um dia li um poema de Florbela Espanca, que me chamou a atenção. Seu poema era uma espécie de resposta a um antigo amor que lhe tinha feito mal. A atitude digna transfigurada em palavras no poema, mostra o quão grande podemos ser, se assim o quisermos. Não é fácil, com toda certeza! Mas às vezes pode ser a melhor das opções.

Este poema é a reflexão dessa semana. Leiam e sintam!

Ódio?

Ódio por Ele? Não... Se o amei tanto,
Se tanto bem lhe quis no meu passado,
Se o encontrei depois de o ter sonhado,
Se à vida assim roubei todo o encanto,

Que importa se mentiu? E se hoje o pranto
Turva o meu triste olhar, marmorizado,
Olhar de monja, trágico, gelado
Com um soturno e enorme Campo Santo!

Nunca mais o amar já é o bastante!
Quero senti-lo doutra, bem distante,
Como se fora meu, calma e serena!

Ódio seria em mim saudade infinda,
Mágoa de o ter perdido, amor ainda!
Ódio por Ele? Não... não vale a pena.

sábado, 8 de março de 2014

LEONARDO DiCAPRIO E NÓS MESMOS


Há quase uma semana, houve a 86ª edição do Oscar, considerado a premiação máxima do Cinema mundial. Dentre as várias categorias e concorrentes, parece que uma chamava mais atenção que todas: Melhor Ator! Motivo? Era a quarta vez que Leonardo DiCaprio era indicado ao Oscar (1994 - Ator Coadjuvante; 2005, 2007 e 2014). Não fosse só as quatro indicações, o ator estadunidense, queridinho do público em geral, parece já ter sido injustamente excluído de outras indicações. Há rumores de que a Academia é meio "rabugenta" em relação ao astro.

Fato é que DiCaprio não venceu o Oscar desta vez... Concorreu com outras personalidades e quem levou a melhor foi Matthew McConaughey, por sua atuação no filme Dallas Buyers Club. Mas o que Leonardo tem a ver com nós mesmos, como anuncia o título desta postagem?

Caros leitores, quem conhece os trabalhos do ator em questão, sabe que sua atuação está cada vez mais primorosa. Não dá para negar que o "Jack Dawson", de Titanic, de fato afundou junto com o navio. Muitos acreditavam que Leonardo ficaria estigmatizado com tal personagem, que para sempre seria lembrado apenas como o jovem sortudo que ganhou uma viagem no Titanic. Ledo engano...
Jack Dawson - Titanic

Por mais que ele já tivesse atuado em várias produções antes de Titanic, foi este último que lhe deu grandiosa projeção para o mundo! Talvez seu maior papel antes de interpretar o jovem Dawson, tenha sido o papel de Romeu, na adaptação Romeu + Julieta, em 1996, um ano antes de Titanic.

Romeu Montecchio - Romeu + Julieta

Como indicado ao Oscar de Melhor Ator, Leonardo interpretou Howard Hughes, em O Aviador (2005), Danny Archer, em Diamante de Sangue (2007) e Jordan Belfort, em O Lobo de Wall Street (2014). 

Howard Hughes

 Danny Archer

Jordan Belfort

Na vida, por mais que façamos nosso trabalho de forma bem feita, nem sempre somos recompensados quanto gostaríamos. Seja porque há alguém melhor, seja porque simplesmente essa é a vida! DiCaprio já foi indicado a 10 Globos de Ouro como Melhor Ator e venceu dois deles pelas atuações em "O Aviador" e "O Lobo de Wall Street", mas parece que ainda não teve os requisitos necessários para ganhar o Oscar. Ou teve? É complicado, pois sempre há bons concorrentes!

Às vezes queremos ser reconhecidos pelo que fazemos, e esse reconhecimento pode vir depressa, demorar bastante ou até mesmo, simplesmente não vir. Em alguns casos há um reconhecimento póstumo. Não acho que devemos agir sempre pensando em reconhecimento. O mais importante é sabermos que estamos dando o melhor de nós, independente do que os outros acharão. A vida é muito curta para ficarmos na ansiedade de que pessoas nos reconheçam em alguma coisa. Se nós reconhecermos nosso grande valor, isso já deveria ser o bastante!

Acho muito provável que o Leonardo saiba o baita ator que é! :)

E essa é a postagem da semana! 

Para finalizar, um vídeo com um TOP10 das atuações de Leonardo DiCaprio: